Museu Arqueológico Nacional de Reggio Calábria: Bronzes de Riace

O Museu Arqueológico Nacional de Reggio Calábria (MArRC) é um dos mais importantes museus arqueológicos italianos, dedicado à Magna Grécia. Aqui poderá admirar os famosos Bronzes de Riace, duas estátuas gregas do século V a.C., e uma vasta coleção de artefatos que contam a história da Calábria antiga. O percurso expositivo desenvolve-se em quatro níveis, da pré-história à era romana.
Bronzes de Riace e Bronzes de Porticello: obras-primas da estatuária em bronze
Pinakes de Locri e Kouros de Reggio: artefatos únicos no mundo
Montagem interativa e videoguias: multimídia para todos
Terraço panorâmico sobre o Estreito de Messina: uma vista imperdível

Copertina itinerario Museu Arqueológico Nacional de Reggio Calábria: Bronzes de Riace
O Museu Arqueológico Nacional de Reggio Calábria abriga os famosos Bronzes de Riace e uma rica coleção da Magna Grécia. Horários: ter-dom 9-20. Ingressos a partir de €8. Imperdível para os amantes da arqueologia.

Informações importantes


Introdução

Entrar no Museu Arqueológico Nacional de Reggio Calabria é como mergulhar na Magna Grécia. Mas o verdadeiro impacto visual chega quando, após uma breve espera em uma sala de transição, você se depara com os Bronzes de Riace: dois guerreiros de bronze com quase dois metros de altura, olhos de calcita e dentes de prata. Eles estão ali, imóveis há 2500 anos, e olham para você. O museu é assim: uma viagem emocionante entre artefatos que falam de colônias gregas, vida cotidiana e mitos antigos. A montagem moderna, com vitrines iluminadas e estações interativas, torna tudo acessível e envolvente. Prepare-se para ficar de boca aberta.

Breve histórico

O museu nasce em 1882 como Museu Cívico, mas é após o terremoto de 1908 que o arqueólogo Paolo Orsi pressiona por um museu nacional. O edifício atual, projetado por Marcello Piacentini, foi construído entre 1932 e 1941 e inaugurado como museu em 1959. Em 1972 chega a virada: o achado dos Bronzes de Riace no fundo do Mar Jônico. Após uma longa reestruturação, o museu reabre em 30 de abril de 2016 com uma montagem espetacular em quatro níveis. Hoje é um ponto de referência para a arqueologia da Magna Grécia, com mais de 200 vitrines que contam milênios de história.

Uma viagem pelos níveis do MArRC

O percurso foi projetado para você descer na história: começa pelo Nível A (Pré-história) com as incisões rupestres da Grotta del Romito, depois passa ao Nível B com os santuários gregos (imperdíveis os pinakes de Locri e o grupo dos Dióscuros). No Nível C descobre a vida cotidiana: joias, espelhos de bronze, conjuntos funerários. No Nível D esperam por você os Bronzes de Riace e outras obras-primas como o Kouros de Reggio e a Cabeça do Filósofo. Cada andar tem quiosques multimídia e reconstruções 3D que fazem respirar a antiguidade. Não perca o terraço panorâmico sobre o Estreito de Messina.

Os Bronzes de Riace: emoção pura

São o coração pulsante do museu: duas estátuas em bronze do século V a.C. encontradas por um mergulhador em 16 de agosto de 1972 ao largo de Riace. Representam dois guerreiros, talvez heróis ou deuses, com detalhes incríveis: olhos em calcita e pasta vítrea, lábios em cobre, dentes em prata. Sua musculatura é esculpida à perfeição. Para preservá-las, a sala tem clima controlado e é necessário ficar alguns minutos em uma sala de descontaminação. Durante a espera, um vídeo conta a história delas e o restauro. Vê-las de perto é uma experiência que fica com você.

Por que visitá-lo

Primeiro: os Bronzes de Riace são uma das obras-primas absolutas da arte grega, únicos no mundo. Segundo: o museu está entre os mais importantes para a Magna Grécia, com peças que vão da pré-história à época romana: pinakes, joias, esculturas. Terceiro: a exposição é moderna e interativa, com guias em vídeo para cegos e LIS para surdos. Em suma, é um museu que fala com todos, apaixonados ou simples curiosos. E não se esqueça da vista sobre o Estreito a partir do terraço.

Quando ir

O museu está aberto durante todo o ano, mas o melhor momento é de manhã cedo, assim que abre às 9h. Assim você evita a multidão e pode apreciar os Bronzes de Riace com calma. Se você pegar um dia de sol, melhor ainda: o terraço panorâmico oferece uma vista espetacular do Estreito. Para quem ama a tranquilidade, o período de inverno é perfeito, com poucos turistas. No verão, aproveite o horário estendido até as 20h e combine a visita com um passeio à beira-mar ao pôr do sol.

Nas redondezas

Assim que sair, dê um passeio pelo Lungomare Italo Falcomatà, um dos mais bonitos da Itália, com vista para o Estreito e a Sicília. A poucos minutos a pé fica o Castelo Aragonês, uma fortaleza que domina a cidade. Se tiver tempo, visite também a Catedral de Reggio e o Corso Garibaldi para um café. Quem gosta de museus pode continuar com a Pinacoteca Municipal (localizada no segundo andar do próprio MArRC).

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💡 Talvez você não soubesse que…

Uma das histórias mais curiosas ligadas ao museu diz respeito ao Kouros de Rhegion, uma estátua em mármore pário do século VI a.C. que foi confiscada a um colecionador: ele a usava como abajur no seu escritório! Hoje é uma das peças mais valiosas expostas no átrio. Uma anedota que demonstra como a arte pode esconder-se também nos lugares mais insólitos.