Introdução
Entrar no Museu Arqueológico Nacional de Reggio Calabria é como mergulhar na Magna Grécia. Mas o verdadeiro impacto visual chega quando, após uma breve espera em uma sala de transição, você se depara com os Bronzes de Riace: dois guerreiros de bronze com quase dois metros de altura, olhos de calcita e dentes de prata. Eles estão ali, imóveis há 2500 anos, e olham para você. O museu é assim: uma viagem emocionante entre artefatos que falam de colônias gregas, vida cotidiana e mitos antigos. A montagem moderna, com vitrines iluminadas e estações interativas, torna tudo acessível e envolvente. Prepare-se para ficar de boca aberta.
Breve histórico
O museu nasce em 1882 como Museu Cívico, mas é após o terremoto de 1908 que o arqueólogo Paolo Orsi pressiona por um museu nacional. O edifício atual, projetado por Marcello Piacentini, foi construído entre 1932 e 1941 e inaugurado como museu em 1959. Em 1972 chega a virada: o achado dos Bronzes de Riace no fundo do Mar Jônico. Após uma longa reestruturação, o museu reabre em 30 de abril de 2016 com uma montagem espetacular em quatro níveis. Hoje é um ponto de referência para a arqueologia da Magna Grécia, com mais de 200 vitrines que contam milênios de história.
Uma viagem pelos níveis do MArRC
O percurso foi projetado para você descer na história: começa pelo Nível A (Pré-história) com as incisões rupestres da Grotta del Romito, depois passa ao Nível B com os santuários gregos (imperdíveis os pinakes de Locri e o grupo dos Dióscuros). No Nível C descobre a vida cotidiana: joias, espelhos de bronze, conjuntos funerários. No Nível D esperam por você os Bronzes de Riace e outras obras-primas como o Kouros de Reggio e a Cabeça do Filósofo. Cada andar tem quiosques multimídia e reconstruções 3D que fazem respirar a antiguidade. Não perca o terraço panorâmico sobre o Estreito de Messina.
Os Bronzes de Riace: emoção pura
São o coração pulsante do museu: duas estátuas em bronze do século V a.C. encontradas por um mergulhador em 16 de agosto de 1972 ao largo de Riace. Representam dois guerreiros, talvez heróis ou deuses, com detalhes incríveis: olhos em calcita e pasta vítrea, lábios em cobre, dentes em prata. Sua musculatura é esculpida à perfeição. Para preservá-las, a sala tem clima controlado e é necessário ficar alguns minutos em uma sala de descontaminação. Durante a espera, um vídeo conta a história delas e o restauro. Vê-las de perto é uma experiência que fica com você.
Por que visitá-lo
Primeiro: os Bronzes de Riace são uma das obras-primas absolutas da arte grega, únicos no mundo. Segundo: o museu está entre os mais importantes para a Magna Grécia, com peças que vão da pré-história à época romana: pinakes, joias, esculturas. Terceiro: a exposição é moderna e interativa, com guias em vídeo para cegos e LIS para surdos. Em suma, é um museu que fala com todos, apaixonados ou simples curiosos. E não se esqueça da vista sobre o Estreito a partir do terraço.
Quando ir
O museu está aberto durante todo o ano, mas o melhor momento é de manhã cedo, assim que abre às 9h. Assim você evita a multidão e pode apreciar os Bronzes de Riace com calma. Se você pegar um dia de sol, melhor ainda: o terraço panorâmico oferece uma vista espetacular do Estreito. Para quem ama a tranquilidade, o período de inverno é perfeito, com poucos turistas. No verão, aproveite o horário estendido até as 20h e combine a visita com um passeio à beira-mar ao pôr do sol.
Nas redondezas
Assim que sair, dê um passeio pelo Lungomare Italo Falcomatà, um dos mais bonitos da Itália, com vista para o Estreito e a Sicília. A poucos minutos a pé fica o Castelo Aragonês, uma fortaleza que domina a cidade. Se tiver tempo, visite também a Catedral de Reggio e o Corso Garibaldi para um café. Quem gosta de museus pode continuar com a Pinacoteca Municipal (localizada no segundo andar do próprio MArRC).