Introdução
O Farol de San Venerio não é apenas um ponto de referência para os navios, mas um verdadeiro mirante sobre o Golfo dos Poetas. Chegar lá, com aquele caminho que sobe a ilha do Tino, proporciona uma emoção que cresce a cada passo. Depois, quando finalmente se está lá em cima, a vista tira o fôlego: Portovenere com suas casas coloridas, as Cinco Terras ao longe, o mar que parece infinito. É um daqueles lugares que fazem você se sentir pequeno diante da beleza da natureza, e ainda assim parte de algo grandioso. Não é uma simples caminhada, é uma experiência que fica dentro de você.
Notas históricas
A história deste farol está entrelaçada com a de um santo eremita. São Venerio viveu aqui no século VII, e a sua fama de santidade está ligada a este rochedo. O farol propriamente dito, porém, é muito mais recente. Foi construído em 1884, para guiar os navios num trecho de mar muitas vezes traiçoeiro. Antes disso, acendia-se simplesmente uma fogueira. Pense: durante séculos, a luz de uma fogueira foi o único ponto de referência para os marinheiros nestas águas. Hoje a lanterna está automatizada, mas o fascínio antigo permanece intacto, quase como se ainda se ouvisse o eco das orações do eremita.
- Século VII: São Venerio vive como eremita na ilha do Tino.
- 1884: É construído o atual farol de alvenaria.
- Hoje: O farol está automatizado e a ilha é parque natural e área militar.
O caminho e a chegada
Chegar ao farol já é metade da aventura. Parte-se do cais de Portovenere, com uma breve travessia de barco até à ilha do Tino. Atenção: o acesso nem sempre é livre devido à zona militar, informa-te bem! Uma vez desembarcados, um caminho bem traçado mas em subida serpenteia através da maquis mediterrânica. O aroma de helichrysum e murta acompanha-te. Não é um passeio plano, é preciso algum fôlego, mas cada curva oferece novas vistas sobre o mar. E depois, de repente, eis que ele aparece: o farol branco que se destaca contra o céu. A satisfação de ter chegado lá em cima é impagável. Conselho: usa sapatos confortáveis e leva água.
A vista panorâmica de 360 graus
Uma vez no farol, prepare-se para ficar de boca aberta. A vista é de 360 graus e você realmente não sabe para onde olhar primeiro. De um lado está Portovenere, com seu castelo e a igreja de San Pietro agarrada à rocha. Do outro, em dias claros, as silhuetas de Palmaria, Tino e Tinetto são claramente visíveis. E então, voltando o olhar para o nordeste, eis que aparecem ao longe as Cinque Terre: Monterosso, Vernazza… parecem quase miniaturas. O mar abaixo é de um azul intenso, cortado por barcos. É o lugar perfeito para tirar fotos inesquecíveis ou simplesmente para sentar e apreciar o silêncio, quebrado apenas pelo vento e pelo chamado das gaivotas.
Porque visitar
Por pelo menos três motivos concretos. Primeiro: é uma panorama único no mundo, que abraça Portovenere, as ilhas do arquipélago e as Cinco Terras num só golpe de vista. Segundo: é uma excursão acessível mas não banal, que une um breve passeio de barco a uma caminhada na natureza, proporcionando satisfação. Terceiro: é um lugar de uma paz incrível, longe da multidão da aldeia abaixo. Aqui em cima o tempo parece passar mais devagar. Não é apenas uma vista, é uma experiência completa que envolve todos os sentidos.
Quando ir
O momento mágico? Sem dúvida o pôr do sol. Ver o sol a pôr-se atrás do Golfo dos Poetas, tingindo o céu e o mar de laranja, rosa e violeta, é um espetáculo inesquecível. Quanto à estação, evite o auge de agosto se não gosta de calor intenso. A primavera avançada ou o início do outono são perfeitos: as temperaturas são amenas, a luz é lindíssima e há menos confusão. No inverno, se o tempo estiver clemente e a ilha for acessível, a atmosfera é ainda mais sugestiva e solitária.
Nos arredores
A visita ao farol combina perfeitamente com uma exploração de Portovenere. Não se limite ao pequeno porto: perca tempo pelos caruggi, alcance a igreja de San Pietro no final da falésia e prove um cone de frito misto de peixe num quiosque. Outra experiência temática imperdível é uma excursão de barco para as Cinque Terre. Partindo sempre de Portovenere, em poucos minutos você estará navegando ao longo daquela costa recortada, vendo as aldeias de uma perspectiva completamente diferente, a do mar. Duas formas complementares de viver este recanto da Ligúria.