A Galleria Vittorio Emanuele II é o coração de Milão, uma passagem coberta inaugurada em 1877 que une arquitetura histórica, compras de luxo e vida urbana. Acessível gratuitamente dia e noite, oferece uma experiência única sob sua majestosa cúpula de vidro e ferro.
- Cúpula de vidro e ferro com 47 metros de altura que ilumina os mármores policromados do piso
- Boutiques de marcas icônicas como a primeira loja Prada de 1913, Gucci e Louis Vuitton
- Tradição do ritual do touro no mosaico do piso para dar sorte
- Cafés históricos como o Camparino para uma pausa com vista para a arquitetura
Introdução
Assim que pisa na Galleria Vittorio Emanuele II, percebe imediatamente por que os milaneses a chamam de a sala de estar da cidade. Não é apenas uma passagem coberta entre a Praça do Duomo e a Praça da Scala: é uma experiência que o envolve com sua grandiosidade. O teto de ferro e vidro, com 47 metros de altura, inunda de luz natural os mármores policromados do piso e as fachadas decoradas, criando uma atmosfera única. Aqui, o burburinho dos transeuntes se mistura ao brilho das vitrines de luxo, enquanto o olhar corre para cima, capturado pela cúpula octogonal. É o coração pulsante de Milão, onde história, compras e vida urbana se fundem em um único e inesquecível golpe de vista.
Breve Histórico
A Galeria nasceu para dar um rosto moderno ao centro de Milão após a Unificação da Itália. O projeto do arquiteto Giuseppe Mengoni foi aprovado em 1863, e as obras começaram dois anos depois. Inaugurada oficialmente em 1878, foi dedicada ao primeiro rei da Itália, Vittorio Emanuele II. Mengoni, infelizmente, nunca viu sua obra concluída: morreu num acidente, caindo do andaime em 1877. A Galeria tornou-se imediatamente um símbolo do progresso, com seus materiais inovadores – ferro, vidro, cimento – e iluminação a gás, depois elétrica. No século XX, resistiu aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, saindo com danos reparados que preservaram sua aparência original.
- 1863: Aprovação do projeto de Giuseppe Mengoni
- 1865-1878: Construção e inauguração
- 1877: Morte de Mengoni durante as obras
- 1943: Danos por bombardeios, posteriormente restaurados
- Hoje: Local icônico e ponto de encontro
O ritual do touro
Uma tradição curiosa liga os visitadores à Galeria: o ritual do touro. No chão, sob a cúpula central, há um mosaico que representa o touro, símbolo do brasão de Turim. A lenda diz que dar três voltas no mesmo lugar, com o calcanhar direito sobre os genitais do touro, traz sorte. Sempre verás uma fila de pessoas a tentar, tanto que o mosaico está gasto nesse ponto! É um gesto brincalhão, mas já faz parte do folclore milanês. Se passares por lá, não percas: mesmo só observar a cena é divertido. Lembra, porém, que é mais um jogo do que uma superstição séria – os milaneses sorriem ao vê-lo, e tu podes fazê-lo para te sentires parte da tradição local.
Compras e atmosfera
A Galleria não é apenas um monumento: é um templo das compras e da vida social. Aqui encontram-se lojas históricas e de luxo que fizeram a história de Milão. A Prada abriu a sua primeira loja precisamente aqui em 1913, e ainda hoje encanta com as suas montras. Ao lado, há boutiques como Gucci, Louis Vuitton e Borsalino, mas também locais icónicos como o Bar Camparino, onde se bebe o famoso Campari. A atmosfera é elegante e vibrante: de dia, é um vai e vem de turistas e compradores; à noite, transforma-se numa sala iluminada, perfeita para um aperitivo. Mesmo que não compre nada, passear por estes arcos é uma experiência, entre o aroma do café e o brilho dos letreiros.
Porque visitar
Visitar a Galleria Vittorio Emanuele II vale a pena por três motivos concretos. Primeiro, é gratuita e sempre aberta: você pode acessar 24 horas por dia, sem ingressos, sendo perfeita para uma visita rápida mesmo com pouco tempo. Segundo, oferece um concentrado de Milão: arquitetura, moda, história e vida urbana em um só lugar. Terceiro, é o ponto de partida ideal para explorar o centro: daqui, a poucos passos, você tem a Catedral, o Teatro alla Scala e os bairros de compras. Além disso, se você ama fotografia, a luz que filtra pelo teto cria jogos únicos, especialmente ao pôr do sol. Em suma, é uma parada obrigatória que dá imediatamente o sentido da cidade.
Quando ir
O melhor momento para viver a Galeria é de manhã cedo ou tarde da noite. De manhãzinha, antes das 9h, encontra-a quase deserta: pode admirar a arquitetura em paz, tirar fotos sem multidão e desfrutar do silêncio. À noite, depois das 22h, quando as lojas fecham, as luzes acendem-se e a atmosfera torna-se mágica, com poucos transeuntes e uma iluminação sugestiva. Evite as horas de ponta, especialmente à tarde nos fins de semana, quando está muito cheia. Se for no inverno, o teto de vidro protege-a das intempéries, tornando-a acolhedora mesmo com o frio. No verão, por outro lado, é um refúgio fresco do calor exterior.
Nos arredores
Ao sair da Galeria, você tem duas experiências próximas que enriquecem a visita. A poucos passos, está o Duomo de Milão: suba até os terraços para uma vista deslumbrante da cidade e da Galeria vista de cima. Ou então, dirija-se ao Teatro alla Scala, um dos templos mundiais da ópera: apenas ver seu exterior ou visitar o museu anexo já o mergulha na cultura milanesa. Ambos os lugares são acessíveis a pé em menos de cinco minutos, sem necessidade de transporte. Se estiver com vontade de fazer compras, a via Montenapoleone, a rua da moda por excelência, está bem ali ao lado, perfeita para continuar a exploração do estilo milanês.