Galeria Nacional das Marcas: obras-primas renascentistas em Urbino

A Galeria Nacional das Marcas está instalada no magnífico Palácio Ducal de Urbino, obra-prima do Renascimento encomendada por Federico da Montefeltro. Abriga obras-primas de Piero della Francesca, Rafael, Ticiano e muitos outros, num percurso de 73 salas no piso nobre. Aberta de terça a domingo (8:30-19:15), com bilhete inteiro a 12€ e reduzido a 2€.
• Obras-primas absolutas: Flagelação e Madona de Senigália de Piero, A Muda de Rafael, Cidade Ideal
• Arquitetura renascentista: pátio de honra, torricini, studiolo com embutidos
• Localização: Piazza Rinascimento, Urbino, facilmente acessível
• Serviços: livraria, guarda-roupa, visitas guiadas com reserva

Copertina itinerario Galeria Nacional das Marcas: obras-primas renascentistas em Urbino
A Galeria Nacional das Marcas, em Urbino, abriga obras-primas de Piero della Francesca, Rafael e Ticiano no Palácio Ducal renascentista. Visita guiada, horários e bilhetes.

Informações importantes


Bem-vindos ao coração do Renascimento

Entrar na Galeria Nacional das Marcas significa mergulhar no sonho de Federico da Montefeltro, o condottiero que transformou Urbino num dos centros mais brilhantes do Renascimento. O próprio palácio é uma obra-prima: o pátio de honra de Luciano Laurana, a fachada com as torres, os embutidos do studiolo. Mas são as obras que tiram o fôlego: a Flagelação de Piero della Francesca, a Madona de Senigália, a misteriosa Cidade Ideal. Cada sala conta uma história, e a atmosfera é a de uma corte culta e requintada. Uma viagem pela arte que vale a viagem até Urbino.

Um sonho renascentista: a história

A construção do Palácio Ducal começou por volta de 1450 sob a orientação de Maso di Bartolomeo, mas foi Luciano Laurana quem lhe deu a forma que conhecemos, organizando os espaços ao redor do pátio e realizando a fachada dos torricini. Francesco di Giorgio Martini completou a obra com o jardim suspenso e o apartamento da duquesa. Federico obteve o título ducal em 1474 e o palácio tornou-se símbolo do seu poder. Após o fim do ducado (1631), as coleções originais foram dispersas. A Galeria Nacional foi instituída em 1912 e hoje reúne obras provenientes de todas as Marcas. Eis os momentos chave:

  • 1444: Federico da Montefeltro torna-se senhor de Urbino
  • 1450 cerca: Início da construção do palácio
  • 1474: Federico nomeado duque
  • 1912: Instituição da Galeria Nacional das Marcas

Obras-primas imperdíveis

A galeria abriga obras que fizeram história na arte. Em primeiro lugar está a Flagelação de Piero della Francesca, uma pintura enigmática que divide os estudiosos. Depois a Madona de Senigália, também de Piero, com aquela luz suspensa. Na Sala dos Anjos, a Cidade Ideal domina, atribuída a Leon Battista Alberti ou Laurana: uma praça sem figuras humanas, pura arquitetura ideal. Não perca o Retrato de uma Dama (A Muda) de Rafael e Santa Catarina de Alexandria, talvez sua obra juvenil. Ticiano está presente com a Última Ceia e a Ressurreição. Cada sala é uma surpresa.

A arquitetura do Palácio Ducal

O palácio é uma obra de arte total. O Pátio de Honra de Laurana, com o pórtico de colunas e a inscrição FE-DUX, é o coração pulsante. Daqui acessa-se ao Studiolo de Federico, revestido de marchetaria de madeira que simulam bibliotecas, instrumentos musicais e armas, obra de Baccio Pontelli e Sandro Botticelli. As paredes são afrescadas com os retratos de Homens Ilustres de Giusto di Gand e Pedro Berruguete. A Escadaria Monumental leva ao andar nobre, onde se sucedem salas decoradas com estuques dourados, tapeçarias e afrescos. Não perca a Capela do Perdão e o Templetto das Musas, joias de intimidade renascentista.

Três bons motivos para visitá-la

Primeiro: ver ao vivo as obras-primas de Piero della Francesca, que aqui são conservadas num contexto que realça a sua beleza. Segundo: mergulhar na arquitetura do Palazzo Ducale, que por si só merece a viagem: cada sala é uma obra de arte, do studiolo às salas de representação. Terceiro: a atmosfera única de Urbino, cidade patrimônio mundial, que mantém intacto o seu carácter renascentista. A galeria também oferece exposições temporárias de alto nível, como a recentemente montada sobre Federico Barocci. Em suma, uma experiência que une arte, história e arquitetura num só golpe.

O melhor momento para a visita

Se puder escolher, opte pela manhã cedo, logo após a abertura às 8h30: a luz baixa ilumina o pátio e as salas com uma atmosfera mágica, evitando as filas. Evite as segundas-feiras, dia de encerramento, e prefira os dias úteis para uma visita mais tranquila. No verão, de 1 de julho a 30 de setembro, a galeria também está aberta às segundas-feiras à tarde, uma ótima oportunidade se estiver na região. No primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita, mas lotada. Para os fotógrafos, o final da tarde oferece luzes quentes nas fachadas de tijolo.

Nos arredores do Palácio

Dentro do Palácio Ducal propriamente dito, não perca o Museu da Cerâmica no segundo andar, com esplêndidos exemplares de majólica urbinate do século XVI. Ao lado, uma rica coleção de desenhos e gravuras. Se deseja uma pausa ao ar livre, o Jardim do Pasquino oferece uma bela vista da cidade e é acessível a partir do primeiro andar (acessível para pessoas com deficiência). Daqui pode-se admirar o perfil de Urbino e das colinas circundantes. Para os entusiastas da história, a Superintendência dos Bens Artísticos e o Museu Arqueológico Lapidário estão alojados no mesmo edifício.

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💡 Talvez você não soubesse que…

O studiolo de Federico da Montefeltro conserva embutidos de madeira atribuídos a Botticelli e Pontelli e retratos de homens ilustres pintados por Justo de Gante e Pedro Berruguete. Reza a lenda que Federico ali realizava reuniões secretas. Além disso, a biblioteca ducal continha mais de 900 manuscritos, hoje dispersos. A tábua da Cidade Ideal, de autor incerto (talvez Alberti ou Laurana), simboliza a perfeição renascentista e não tem figuras humanas, quase sugerindo que a arquitetura é a verdadeira protagonista.