Museu Arqueológico Nacional das Marcas: Estatueta da Deusa Mãe e Túmulos Picenos

O Museu Arqueológico Nacional das Marcas em Ancona, alojado no renascentista Palazzo Ferretti, oferece uma viagem pela história regional com coleções únicas e percursos envolventes. As salas bem organizadas apresentam achados excecionais, tornando a visita acessível também a não especialistas.

  • Estatueta da Deusa Mãe e corredos funerários dos Picenos
  • Salas com túmulos reconstruídos, armas de bronze e joias antigas
  • Percursos imersivos com projeções multimédia sobre aldeias pré-históricas
  • Coleção concentrada desde a pré-história até à era romana, com objetos quotidianos e achados de escavações locais

Copertina itinerario Museu Arqueológico Nacional das Marcas: Estatueta da Deusa Mãe e Túmulos Picenos
O museu em Ancona, no Palazzo Ferretti, exibe achados desde a pré-história até aos Picenos, incluindo a estatueta da Deusa Mãe, corredos funerários, armas e joias, com percursos temáticos e salas multimédia imersivas.

Informações importantes


Introdução

Entrar no Museu Arqueológico Nacional das Marcas em Ancona é como abrir um livro de história que não se espera. Não é apenas um museu, mas uma viagem no tempo que começa na pré-história e chega até aos Picenos, com artefatos que deixam boquiaberto. A sensação é a de caminhar entre tesouros que contam histórias antigas, com percursos imersivos que fazem sentir parte daquele mundo distante. A coleção é única no seu género, com objetos que parecem falar diretamente consigo, como as estatuetas votivas ou as joias em ouro que brilham sob as luzes. Pessoalmente, impressionou-me a atmosfera: silenciosa, mas cheia de vida passada. É um lugar que faz compreender quão rica é a história destas terras, sem necessidade de muitas palavras.

Breve histórico

O museu foi fundado em 1863, mas a sua história está intimamente ligada às descobertas arqueológicas nas Marcas. Inicialmente, reunia achados dispersos, depois cresceu até se tornar a referência para a arqueologia regional. A sede atual, o Palazzo Ferretti, foi adquirida em 1958, e a partir daí começou a organizar as coleções de forma mais estruturada. Li que muitos artefatos vêm de escavações locais, como as de Numana ou da própria Ancona, o que torna tudo mais autêntico. Não é apenas um museu “genérico”, mas conta precisamente a história desta zona, com peças que dificilmente se encontrariam noutro lugar. A linha do tempo abaixo dá uma ideia dos momentos-chave:

  • 1863: Fundação do museu
  • 1958: Mudança para o Palazzo Ferretti
  • Anos 70-80: Expansão das coleções com escavações regionais
  • Atualmente: Percursos temáticos desde a pré-história até aos Picenos

As salas dos Picenos

Esta secção é talvez a mais fascinante do museu. Os Picenos eram um povo antigo que habitava as Marcas, e aqui podes ver de perto como viviam. As tumbas reconstruídas são impressionantes, com espólios funerários que incluem armas, vasilhame e objetos pessoais. Impressionou-me particularmente uma espada de bronze, perfeitamente conservada, que parece contar histórias de batalhas e rituais. As vitrinas estão organizadas de forma clara, com explicações breves que não sobrecarregam com informações. Há também uma secção dedicada ao artesanato, onde podes admirar fivelas e joias que mostram uma mestria incrível. É um mergulho numa cultura pouco conhecida, mas que deixou marcas profundas. Se és apaixonado por história, aqui perdes a noção do tempo.

O percurso imersivo

Não é o museu estático habitual. Aqui, algumas salas oferecem experiências multimédia que o transportam diretamente para o passado. Experimentei uma projeção que reconstrói uma aldeia pré-histórica, com sons e imagens que o fazem sentir parte da cena. É envolvente, especialmente se visitar com crianças ou se quiser tornar a história mais “viva”. As instalações estão bem integradas, sem serem invasivas, e ajudam a compreender melhor como se desenrolava a vida quotidiana. Outra coisa que apreciei é a iluminação: suave mas precisa, destaca os artefactos sem ofuscar. Talvez não seja perfeito para quem procura apenas objetos para observar, mas se quiser uma experiência total, este percurso faz a diferença. Pessoalmente, fez-me repensar como contamos a história.

Por que visitar

Três razões práticas para não perder. Primeiro, a coleção é concentrada e bem cuidada: você não se perde em mil salas, mas cada objeto tem um significado. Segundo, os percursos são acessíveis e claros, mesmo que você não seja um especialista—vi famílias com crianças se divertindo descobrindo os achados. Terceiro, o museu frequentemente oferece exposições temporárias ligadas ao território, que enriquecem a visita com novidades. Além disso, o pessoal está disponível para perguntas, sem ser invasivo. É um lugar onde você pode passar algumas horas sem se cansar, aprendendo algo concreto sobre a história das Marcas. Se estiver de passagem por Ancona, vale a pena fazer um desvio, mesmo que só para ver as joias Picenas.

Quando ir

O melhor momento? Uma tarde de inverno ou num dia chuvoso. O museu é coberto, portanto é perfeito quando o tempo não está dos melhores, e a atmosfera silenciosa combina bem com a luz cinzenta lá fora. No verão, pode estar cheio, mas se for de manhã cedo encontra mais tranquilidade. Notei que aos fins de semana há mais visitas guiadas, que podem ser interessantes se quiser aprofundar. Pessoalmente, prefiro as estações intermédias, quando não há muitos turistas e pode desfrutar das salas com calma. Evite os dias de encerramento, obviamente, mas de resto é acessível todo o ano. Uma sugestão: verifique se há eventos especiais, às vezes organizam aberturas noturnas com atmosferas sugestivas.

Nos arredores

Depois do museu, pode explorar outros locais que completam o quadro histórico. A Catedral de São Ciríaco, na colina de Ancona, oferece uma vista panorâmica e um exemplo de arquitetura românico-bizantina—fica a poucos minutos a pé, perfeito para um passeio. Outra ideia é visitar a Área Arqueológica da Necrópole Picena de Numana, a curta distância de carro, onde pode ver túmulos ao ar livre que remetem aos achados do museu. Se prefere algo mais leve, o Porto Antigo de Ancona é próximo e ideal para uma pausa com um café, mergulhando na atmosfera marítima da cidade. Estes lugares dão-lhe um contexto mais amplo, sem se afastar muito do tema da visita.

💡 Talvez você não soubesse que…

Não percas a sala dedicada à necrópole de Numana, onde estão expostos espólios funerários intactos de guerreiros picenos, com elmos e espadas que parecem saídos de um conto épico. Um detalhe fascinante: alguns artefatos mostram influências gregas e etruscas, testemunhando antigas trocas comerciais no Mediterrâneo. Se tiveres sorte, poderás assistir a visitas guiadas temáticas que revelam anedotas sobre a vida quotidiana na antiguidade, como o uso de amuletos ou as técnicas de trabalho dos metais. A localização do museu, num palácio histórico, acrescenta uma atmosfera única, quase como se o passado respirasse entre as suas paredes.