O Palácio Ducal de Mântua é uma das maiores residências reais da Europa, com 35.000 m² de área, 500 salas, 7 jardins e 8 pátios. Foi a residência dos Gonzaga de 1328 a 1707, enriquecida com obras-primas de Mantegna, Pisanello, Giulio Romano e Rafael. Hoje é um museu estatal aberto ao público.
– Câmara dos Esposos: obra-prima de Andrea Mantegna com óculo ilusionista.
– Tapeçarias de Rafael: nove tecidos flamengos com os Atos dos Apóstolos.
– Jardins suspensos e pátios: espaços verdes suspensos e arquiteturas renascentistas.
– Informações práticas: aberto ter-dom 8:15-19:15, bilhete inteiro €18, reserva recomendada.
Introdução
Se você está em Mântua, o Palazzo Ducale é uma parada obrigatória, e não só porque é o coração da cidade. Entrar aqui é se perder em um labirinto de 500 salas, 7 jardins e 8 pátios que parecem não ter fim. É a residência dos Gonzaga, uma família que por séculos transformou este complexo em uma das cortes mais suntuosas da Europa. Na primeira vez que entrei, fiquei desconcertado: não é um museu qualquer, mas uma cidade dentro da cidade, com cantos escondidos e vistas de tirar o fôlego. Passear pelas salas é como folhear um livro de história da arte, mas sem o tédio de um manual. Cada sala tem sua personalidade, desde a Câmara dos Noivos até as tapeçarias de Rafael, passando por jardins suspensos que parecem pairar no tempo.
Introdução
Se você está em Mântua, o Palazzo Ducale é uma parada obrigatória, e não só porque é o coração da cidade. Entrar aqui é se perder em um labirinto de 500 salas, 7 jardins e 8 pátios que parecem não ter fim. É a residência dos Gonzaga, uma família que por séculos transformou este complexo em uma das cortes mais suntuosas da Europa. Na primeira vez que entrei, fiquei desconcertado: não é um museu qualquer, mas uma cidade dentro da cidade, com cantos escondidos e vistas de tirar o fôlego. Passear pelas salas é como folhear um livro de história da arte, mas sem o tédio de um manual. Cada sala tem sua personalidade, desde a Câmara dos Noivos até as tapeçarias de Rafael, passando por jardins suspensos que parecem pairar no tempo.
Notas históricas
O Palazzo Ducale é uma obra em andamento que durou séculos. As primeiras construções datam do
século XIII com os Bonacolsi, mas foi em
1328, com a ascensão dos Gonzaga, que começou a verdadeira expansão. Em
1459, a Dieta de Mântua realizou-se no Salão da Armaria, e poucos anos depois, entre
1465 e 1474, Andrea Mantegna afrescou a
Câmara dos Esposos, obra-prima renascentista. Em
1556, o duque Guilherme encarregou Giovan Battista Bertani de unificar os edifícios, e em
1887 o complexo abriu ao público como museu. Desde
2008 é Patrimônio Mundial da UNESCO juntamente com Sabbioneta. Uma longa história, feita de poder, arte e um pouco de declínio: durante a dominação austríaca foi adaptado a quartel e prisão (aqui foram encarcerados os mártires de Belfiore).
- Séc. XIII: construção do Palazzo del Capitano e Magna Domus
- 1328: ascensão dos Gonzaga
- 1465-1474: Mantegna pinta a Câmara dos Esposos
- 1556: Bertani unifica o complexo
- 1887: abertura ao público
- 2008: UNESCO
Notas históricas
O Palazzo Ducale é uma obra em andamento que durou séculos. As primeiras construções datam do
século XIII com os Bonacolsi, mas foi em
1328, com a ascensão dos Gonzaga, que começou a verdadeira expansão. Em
1459, a Dieta de Mântua realizou-se no Salão da Armaria, e poucos anos depois, entre
1465 e 1474, Andrea Mantegna afrescou a
Câmara dos Esposos, obra-prima renascentista. Em
1556, o duque Guilherme encarregou Giovan Battista Bertani de unificar os edifícios, e em
1887 o complexo abriu ao público como museu. Desde
2008 é Patrimônio Mundial da UNESCO juntamente com Sabbioneta. Uma longa história, feita de poder, arte e um pouco de declínio: durante a dominação austríaca foi adaptado a quartel e prisão (aqui foram encarcerados os mártires de Belfiore).
- Séc. XIII: construção do Palazzo del Capitano e Magna Domus
- 1328: ascensão dos Gonzaga
- 1465-1474: Mantegna pinta a Câmara dos Esposos
- 1556: Bertani unifica o complexo
- 1887: abertura ao público
- 2008: UNESCO
A Câmara dos Esposos: a joia do Castelo
A Câmara dos Esposos (ou Camera Picta) é o principal motivo pelo qual muitos visitantes chegam até aqui. Fica no Castelo de São Jorge, uma fortaleza medieval que faz parte do complexo. Mantegna trabalhou nela por quase dez anos, e o resultado é uma obra-prima de ilusionismo perspectivo. As paredes contam a família Gonzaga: Ludovico III recebendo uma carta, a corte reunida e, sobretudo, o famoso óculo no teto, onde anjos e putti se debruçam sobre um céu pintado. É um dos primeiros exemplos de perspectiva aérea na arte. Quando se entra, parece quase que a sala se abre para cima. A emoção é forte, também porque a sala é pequena e os afrescos envolvem de todos os lados. Convém reservar, pois o acesso é limitado (30 pessoas a cada 10 minutos).
A Câmara dos Esposos: a joia do Castelo
A Câmara dos Esposos (ou Camera Picta) é o principal motivo pelo qual muitos visitantes chegam até aqui. Fica no Castelo de São Jorge, uma fortaleza medieval que faz parte do complexo. Mantegna trabalhou nela por quase dez anos, e o resultado é uma obra-prima de ilusionismo perspectivo. As paredes contam a família Gonzaga: Ludovico III recebendo uma carta, a corte reunida e, sobretudo, o famoso óculo no teto, onde anjos e putti se debruçam sobre um céu pintado. É um dos primeiros exemplos de perspectiva aérea na arte. Quando se entra, parece quase que a sala se abre para cima. A emoção é forte, também porque a sala é pequena e os afrescos envolvem de todos os lados. Convém reservar, pois o acesso é limitado (30 pessoas a cada 10 minutos).
Além da Câmara: pátios, jardins e obras-primas escondidas
O Palácio Ducal não é apenas a Câmara dos Esposos. Circular entre suas alas é uma aventura: do Pátio da Cavalariça ao Jardim Suspenso, um terraço a 12 metros de altura com uma casa de café setecentista. O Jardim dos Simples é um canto perfumado de ervas medicinais, enquanto a Galeria da Mostra é um corredor de 64 metros de comprimento onde outrora eram expostas as peças mais preciosas da coleção Gonzaga. Imperdíveis as tapeçarias de Rafael (na Sala das Tapeçarias), tecidas na Flandres a partir de seus cartões, e a Sala do Zodíaco com o teto afrescado por Lorenzo Costa, o Jovem. E há ainda o Aposento de Isabel d’Este, com o studiolo e a gruta, um canto íntimo da marquesa mais famosa do Renascimento. Cada sala tem algo de único: não tenha pressa.
Além da Câmara: pátios, jardins e obras-primas escondidas
O Palácio Ducal não é apenas a Câmara dos Esposos. Circular entre suas alas é uma aventura: do Pátio da Cavalariça ao Jardim Suspenso, um terraço a 12 metros de altura com uma casa de café setecentista. O Jardim dos Simples é um canto perfumado de ervas medicinais, enquanto a Galeria da Mostra é um corredor de 64 metros de comprimento onde outrora eram expostas as peças mais preciosas da coleção Gonzaga. Imperdíveis as tapeçarias de Rafael (na Sala das Tapeçarias), tecidas na Flandres a partir de seus cartões, e a Sala do Zodíaco com o teto afrescado por Lorenzo Costa, o Jovem. E há ainda o Aposento de Isabel d’Este, com o studiolo e a gruta, um canto íntimo da marquesa mais famosa do Renascimento. Cada sala tem algo de único: não tenha pressa.
Por que visitá-lo
Três motivos para não perder:
1. A Câmara dos Noivos: é uma das maiores obras-primas do Renascimento. Mantegna revolucionou a perspectiva, e vê-la ao vivo é uma experiência única.
2. As dimensões: com mais de 35.000 m², é um dos maiores palácios da Itália. Cada sala, cada pátio conta uma história diferente, desde os esplendores medievais até os vestígios do domínio austríaco.
3. A atmosfera: apesar do fluxo de visitantes, o palácio mantém um ar de antigo esplendor. Passear pelas salas vazias, imaginando a vida na corte, é um mergulho no passado.
Por que visitá-lo
Três motivos para não perder:
1. A Câmara dos Noivos: é uma das maiores obras-primas do Renascimento. Mantegna revolucionou a perspectiva, e vê-la ao vivo é uma experiência única.
2. As dimensões: com mais de 35.000 m², é um dos maiores palácios da Itália. Cada sala, cada pátio conta uma história diferente, desde os esplendores medievais até os vestígios do domínio austríaco.
3. A atmosfera: apesar do fluxo de visitantes, o palácio mantém um ar de antigo esplendor. Passear pelas salas vazias, imaginando a vida na corte, é um mergulho no passado.
Quando ir
O melhor momento? Antes da abertura, por volta das 8:15, ou no final da tarde, quando a luz baixa ilumina os afrescos de forma mágica. À segunda-feira está fechado, por isso planeie a visita de terça a domingo. Evite os fins de semana se puder, porque a multidão pode ser incómoda. Na primavera ou no outono o clima é ideal também para desfrutar dos jardins. No verão, pelo contrário, o frescor das salas é um alívio, mas os pátios podem estar soalheiros. Se tiver um par de horas, concentre-se no castelo e na Câmara; se tiver meio dia, explore também a Corte Nova e a Galeria.
Quando ir
O melhor momento? Antes da abertura, por volta das 8:15, ou no final da tarde, quando a luz baixa ilumina os afrescos de forma mágica. À segunda-feira está fechado, por isso planeie a visita de terça a domingo. Evite os fins de semana se puder, porque a multidão pode ser incómoda. Na primavera ou no outono o clima é ideal também para desfrutar dos jardins. No verão, pelo contrário, o frescor das salas é um alívio, mas os pátios podem estar soalheiros. Se tiver um par de horas, concentre-se no castelo e na Câmara; se tiver meio dia, explore também a Corte Nova e a Galeria.
Nas redondezas
A poucos passos do Palazzo Ducale, não perca o Palazzo Te, a outra residência gonzaga projetada por Giulio Romano. Fica a cerca de 1 km, uma agradável caminhada. Lá você encontra a famosa Sala dei Giganti, um afresco que faz você se sentir esmagado por uma arquitetura ilusória. Outra parada é a Basílica de Sant’Andrea, com o túmulo de Mantegna e obras de Correggio. Se tiver tempo, o Museu de Palazzo San Sebastiano abriga os Triunfos de César de Mantegna.
Nas redondezas
A poucos passos do Palazzo Ducale, não perca o Palazzo Te, a outra residência gonzaga projetada por Giulio Romano. Fica a cerca de 1 km, uma agradável caminhada. Lá você encontra a famosa Sala dei Giganti, um afresco que faz você se sentir esmagado por uma arquitetura ilusória. Outra parada é a Basílica de Sant’Andrea, com o túmulo de Mantegna e obras de Correggio. Se tiver tempo, o Museu de Palazzo San Sebastiano abriga os Triunfos de César de Mantegna.