Anfiteatro Laterício de Nola: história e visita gratuita

O Anfiteatro Laterício de Nola é um dos mais antigos e maiores anfiteatros romanos da Campânia, com dimensões de 138×108 metros e capacidade estimada de cerca de 20.000 espectadores. Visitável gratuitamente mediante agendamento, hoje é visível cerca de um quarto da estrutura graças às escavações dos anos 90. A lenda conta que no ano 95 d.C. o bispo Félix se salvou das feras.
Entrada gratuita (somente com agendamento)
Restos do século I a.C. com reformas posteriores
Lenda de São Félix e as feras
Escavações em andamento para valorização

Copertina itinerario Anfiteatro Laterício de Nola: história e visita gratuita
O Anfiteatro Laterício de Nola, datado do século I a.C., é uma imponente estrutura elíptica (138×108 m) que pode ser visitada gratuitamente mediante agendamento. Admire os restos dos antigos corredores e descubra a lenda de São Félix.

Informações importantes


Introdução

Se você passar por Nola, não perca o Anfiteatro Laterizio. É um dos mais antigos da Campânia, datado do século I a.C., e visitá-lo é um mergulho no passado. Da enorme estrutura elíptica (138×108 m), hoje se vê cerca de um quarto, mas é o suficiente para imaginar os 20.000 espectadores que aqui assistiam a jogos e caçadas. O acesso é gratuito, apenas com reserva: uma oportunidade rara. Ao entrar, percorre-se os antigos corredores e ainda se notam vestígios de estuques pintados. Um lugar que fala por si, entre história e lendas.

Notas históricas

Construído após 80 a.C., quando Nola se tornou colônia romana sob Sila, o anfiteatro foi encostado às muralhas tardo-republicanas. Sofreu restauros no século I e entre os séculos II e III d.C. Abandonado já antes da erupção de Pollena (séculos V-VI), foi despojado de arquibancadas e mármores. A partir do século XVI é chamado de ‘Laterizio’. Escavações entre 1985 e 1997 trouxeram à luz três corredores e parte do circuito externo. Hoje, novas campanhas visam recuperar toda a área.

  • Século I a.C.: construção
  • 95 d.C.: milagre de São Félix
  • Século I d.C.: primeiro restauro
  • Séculos II-III d.C.: segundo restauro
  • Séculos V-VI: abandono
  • 1985-1997: escavações arqueológicas
  • 2020: novas intervenções de recuperação

Arquitetura e detalhes

O anfiteatro é em tufo, com arquibancadas e parapeito revestidos em mármore branco. O nome ‘Laterício’ deriva dos pilares de tijolos usados para os acessos, como observou o humanista Ambrogio Leone em 1514. Caminhando pelos corredores, notam-se os diferentes estilos de alvenaria: as primeiras fases com blocos de tufo, depois as adições em opus reticulatum e vittatum. Na parede externa são visíveis vestígios de decorações em primeiro estilo pompeiano, com ortostatos ocre e faixas turquesa. Em 1997 foram encontrados seis pilaretes de calcário com relevos de armas e uma cena de amazonomaquia, hoje no Museu Arqueológico de Nola. O parapeito da arena tem 2,60 m de altura, um detalhe que mostra a imponência do edifício.

A lenda de São Félix

No ano 95 d.C., o bispo Félix de Nola foi condenado à damnatio ad bestias neste mesmo anfiteatro. Segundo a tradição, as feras se recusaram a devorá-lo e ele saiu ileso. Hoje, ao percorrer os corredores, é fácil imaginar a cena: a arena lotada, as feras avançando… e depois nada. Um episódio que acrescenta fascínio a um lugar já carregado de história. Nas proximidades, bem do lado de fora, foi encontrada uma placa com inscrição que lembra o santo. Uma mistura de arqueologia e fé que torna a visita ainda mais intensa.

Por que visitá-lo

Três bons motivos. Primeiro: é gratuito. Sim, a entrada é livre, mas apenas com reserva, por isso organizem-se. Segundo: é um pedaço de autêntica história romana, pouco conhecido e fora dos circuitos turísticos. Enquanto todos correm para Pompeia, aqui terão quase tudo para vocês. Terceiro: a visita é curta mas intensa – em uma hora vê-se tudo, e sai-se com vontade de saber mais. Além disso, o local é acessível a pessoas com deficiência, portanto ninguém fica de fora. Uma oportunidade para descobrir Nola de outro ângulo.

Quando ir

O melhor momento? De manhã cedo, quando a luz baixa acaricia os tijolos e rebocos antigos, ou no outono, com o clima ameno e menos umidade. Evite o sol forte do verão, porque a sombra é pouca e você vai cozinhar como num forno romano. A primavera é perfeita: tudo florido e o ar é fresco. De qualquer forma, verifique a disponibilidade através da reserva, porque o local nem sempre está aberto. Se pegar uma abertura extraordinária, como as durante as Jornadas FAI, é ainda melhor.

Nos arredores

A poucos passos, o centro histórico de Nola espera por si com a Catedral, o Duomo e as praças. Se gosta de peças arqueológicas, dê um salto ao Museu Histórico Arqueológico de Nola, onde estão guardados os pequenos pilares esculpidos do anfiteatro e outros artefactos romanos. Para uma pausa deliciosa, prove a avelã de Nola ou o vinho local. Pouco fora da cidade, vale a visita à Antiga Muralha, o trecho de muralhas republicanas que ladeava o anfiteatro. Tudo está ligado a pé, num percurso que une arqueologia e vida quotidiana.

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💡 Talvez você não soubesse que…

Segundo a tradição, no ano 95 d.C., o bispo Félix de Nola foi condenado à damnatio ad bestias no anfiteatro. As feras, porém, recusaram-se a atacá-lo, salvando-o milagrosamente. Ainda hoje, caminhando entre os corredores, sente-se o eco daquele antigo evento. Durante as escavações, também surgiram restos de um cão de pequeno porte, testemunho da vida cotidiana da época.