Visitar a Casa Rossini significa entrar nos cômodos onde no dia 29 de fevereiro de 1792 nasceu Gioachino Rossini. Hoje o museu une a história antiga a tecnologias de tela sensível ao toque para explorar sua vida e suas obras. A casa, adquirida pela Prefeitura em 1892, preserva janelas em arco e lareiras originais.
– Admire a coleção de 30 retratos gravados de Rossini da juventude à velhice
– Folheie partituras digitalizadas nas telas interativas e ouça gravações sonoras
– Descubra os espaços dedicados à paixão pela boa mesa: Rossini Gourmet e Cantina
– Aproveite os instrumentos acessíveis: braille, audioguias e videoguias em LIS
Introdução Evocativa
Casa Rossini não é um museu qualquer. É a casa natal de Gioachino Rossini, um palácio do século XV onde o compositor nasceu em 29 de fevereiro de 1792. Ao entrar, ainda se respira a atmosfera daqueles dias: janelas em arco, lareiras enegrecidas pelo tempo e uma antiga cozinha contam a vida simples da família. Hoje, a casa é uma mistura fascinante de história e tecnologia: retratos, partituras e ecrãs interativos guiam-te na descoberta do génio de Pesaro. Não esperes móveis originais – Rossini viveu aqui apenas quando criança – mas a coleção de gravuras e recordações é surpreendente. Uma placa no primeiro andar lembra: ‘A divina arte da música sorriu neste quarto’. E sente-se.
Notas históricas
29 de fevereiro de 1792: Gioachino Rossini nasce no primeiro andar. A família mora aqui até 1802.
1892: O município de Pesaro compra a casa para o centenário e a transforma em museu.
1904: Declarada monumento nacional.
2015: Importante reforma com instalação multimídia e ampliação dos espaços. Hoje o museu guarda a coleção oitocentista de Alphonse Hubert Martel, com mais de trinta retratos do compositor, um desenho de Gustave Doré em seu leito de morte, e caricaturas de Jean Pierre Dantan. A colaboração com a Fundação Rossini acrescentou documentos digitalizados: cartas autógrafas, partituras e libretos originais consultáveis em tela sensível ao toque. O percurso se estende por quatro andares, mais um subsolo com a adega dedicada à paixão enogastronômica de Rossini.
Retratos, música e caricaturas
O coração do museu são as gravuras e os retratos. No primeiro andar, uma galeria exibe trinta retratos de Rossini em ordem cronológica: da juventude à velhice. Você verá também os rostos de seus intérpretes famosos, como Adelina Patti (Rosina) e Giuditta Pasta (Tancredi). Entre os destaques, o desenho de Gustave Doré que retrata Rossini em seu leito de morte e uma estatueta caricatural de Jean Pierre Dantan. Não falta a sala da música, com um fortepiano veneziano de 1809 e uma espineta de viagem que pertenceu ao maestro. Alguns autógrafos originais estão expostos, mas a maior parte pode ser consultada digitalmente. As paredes, por sua vez, são únicas: os incipit das obras de Rossini tornam-se faixas coloridas, cada nota uma cor – uma ideia genial da montagem de 2015.
Tecnologia e acessibilidade para todos
Desde 2015, a Casa Rossini possui uma instalação hi-tech que torna a visita interativa. Telas sensíveis ao toque permitem folhear partituras digitalizadas e cartas autógrafas, enquanto estações de áudio permitem ouvir gravações de óperas e documentos sonoros. Mas a verdadeira novidade é a acessibilidade: textos em braille, tabelas em relevo e audioguias para cegos; videoguias em LIBRAS (língua de sinais) para surdos; possibilidade de tocar em reproduções de algumas obras. O espaço no térreo foi transformado em uma acolhedora área com livraria que vende cerâmicas artesanais locais (Fundição Bucci e Oficina de Claudio Sora) e publicações temáticas. Durante o verão, as exposições temporárias da Fundação Rossini enriquecem a oferta. Em suma, um museu que fala a todos, apaixonados ou simples curiosos.
Por que visitá-lo
1. Um mergulho na vida do compositor: Apesar da ausência de móveis originais, a coleção de retratos e recordações é única. Ver trinta retratos de Rossini em sequência é emocionante. 2. A fusão do antigo e do moderno: A restauração de 2015 tornou a visita interativa sem descaracterizar a atmosfera histórica. Você pode consultar documentos digitais enquanto observa as vigas seculares. 3. O bilhete cumulativo: Com o Pesaro Musei Card (€12 inteiro) você também acessa os Museus Cívicos e outras instituições. Vale a pena se quiser explorar a cidade. Além disso, todo sábado de manhã há o tour guiado “Pesaro Rossiniana” que inclui também o Museu Nacional Rossini e o Conservatório.
Quando ir
Casa Rossini está aberta o ano todo, mas a melhor época é durante o Rossini Opera Festival (agosto). Nesses dias, a cidade vibra com música e o museu fica aberto até a noite, com aberturas noturnas às quintas-feiras. Se você prefere tranquilidade, venha na primavera ou outono: o clima é ameno e as filas são menores. A tarde de domingo costuma ser movimentada, melhor de manhã. Nos meses de verão, com horário contínuo das 10h às 13h e das 16h às 19h, você pode aproveitar a visita com luz natural. Não vá às segundas (fechado) nem nos dias de Natal e Ano Novo. Pessoalmente, gosto da hora do aperitivo, quando o sol baixo ilumina a fachada da via Rossini.
Nas proximidades
A poucos passos, na via Rossini, encontra o Museu Nacional Rossini (inaugurado em 2018), com um percurso multimédia sobre a vida e as obras do compositor. Perfeito para completar a visita. A dois minutos a pé, a Catedral de Pesaro conserva um precioso mosaico paleocristão. Passeando em direção ao mar, chega à praça do Povo e aos Museus Cívicos do Palazzo Mosca, que albergam a famosa “Pala de Pesaro” de Giovanni Bellini. Se tiver tempo, não perca o Rossini Gourmet no último andar da Casa Rossini: um restaurante dedicado à cozinha do maestro, mas verifique os horários porque nem sempre está aberto ao público.