Museu Arqueológico Paolo Orsi: tesouros da Sicília antiga

O Museu Arqueológico Regional Paolo Orsi é um dos mais importantes museus da Europa, localizado em Siracusa. Com mais de 27.000 artefatos, oferece um percurso cronológico desde a pré-história até a época romana. Eis o que você encontrará:
Coleções únicas: da Vênus Landolina às portas de Castelluccio
Seções temáticas: pré-história, colônias gregas, época helenística e romana
Artefatos famosos: o cavalinho do Fusco, o sarcófago de Adelfia
Informações práticas: horários, ingressos e como chegar


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Copertina itinerario Museu Arqueológico Paolo Orsi: tesouros da Sicília antiga
O Museu Arqueológico Paolo Orsi de Siracusa abriga uma das mais ricas coleções de artefatos desde a pré-história até a época romana, incluindo a famosa Vênus Landolina e o sarcófago de Adelfia.

Informações importantes


Um tesouro de mais de 12.000 m²

Entrar no Museu Arqueológico Regional Paolo Orsi é como fazer um salto no tempo. Situado no verde do parque da Villa Landolina, a dois passos do centro de Siracusa, este museu é um dos mais vastos da Europa com seus 12.000 metros quadrados de exposição. Inaugurado em 1988 por projeto de Franco Minissi, reúne artefatos do Paleolítico à época romana, com menção especial para a Vênus Landolina e o Sarcófago de Adelfia. Mas não é apenas uma coleção: a montagem moderna, que aproveita luz artificial e bases transparentes, guia você em um percurso cronológico contínuo. A primeira coisa que impressiona é a elegância do edifício, encaixado entre árvores seculares e hipogeus antigos. Não é um museu qualquer: é a narração da Sicília antiga, peça por peça.

Do século XVIII ao museu moderno

A história deste museu tem quase três séculos. Tudo começa em 1780, quando o bispo Alagona abre o Museu do Seminário. Em 1808 torna-se Museu Cívico, depois em 1878 Museu Arqueológico Nacional, com sede na praça Duomo. De 1895 a 1934, o arqueólogo roveretano Paolo Orsi dirige-o e enriquece a coleção com campanhas de escavação. Durante a Segunda Guerra Mundial, os artefatos são escondidos no castelo Euríalo. Após a reabertura, o edifício oitocentista é demasiado pequeno. Assim nasce o novo museu, projetado por Franco Minissi por impulso de Luigi Bernabò Brea, inaugurado em 16 de janeiro de 1988. Em 2006 e 2014 chegam as ampliações, enquanto em 2015 o museu é um dos primeiros na Sicília a oferecer um tour virtual com o Google Street View.

  • 1780: Museu do Seminário
  • 1808: Museu Cívico
  • 1878: Museu Arqueológico Nacional
  • 1895-1934: Paolo Orsi diretor
  • 1988: Inauguração da nova sede
  • 2006: Ampliação helenística
  • 2014: Ampliação paleocristã
  • 2015: Tour virtual Google Street View

Uma viagem pela pré-história e proto-história

O percurso começa no Setor A, onde te esperam os artefactos mais antigos. Moldes de elefantes anões, fósseis quaternários e instrumentos de pedra contam a Sicília de 10.000 anos atrás. Depois passa-se às culturas neolíticas, como a de Stentinello, até chegar à idade do cobre e do bronze. Aqui destacam-se os portelli de Castelluccio, tampas de pedra calcária com decorações em relevo, símbolos de fertilidade. E ainda a cultura de Thapsos e Pantalica, com cerâmicas e objetos que mostram influências egeias e micénicas. Não percam o cavalinho de bronze do Fusco, um pequeno cavalo em estilo geométrico do século VIII a.C., tornado símbolo do museu. Cada vitrina é acompanhada por fotos e maquetes, para compreender o contexto. Parece fazer uma excursão arqueológica sem sair de Siracusa.

Obras-primas da arte greco-romana

Prosseguindo pelos setores B e D, você entra na era clássica. O Setor B é dedicado às colônias gregas: Naxos, Megara Hyblaea, Katane, com estátuas e cerâmicas. Destaca-se a Kourotrophos de Megara Hibleia, uma nutriz com gêmeos. Mas a verdadeira joia está no Setor D: a Vênus Landolina, estátua de mármore do século II d.C. representando Vênus Anadiômena, descoberta no século XIX. Ao lado dela, o Sarcófago de Adélfia do século IV, com baixos-relevos bíblicos e inscrições. E não se esqueça do Decadracma de prata de Euainetos, moeda com Aretusa e quadriga. O museu também conserva o busto de Ártemis da praça Vittoria, com vestígios de cor original. Cada peça tem uma história que o transporta séculos atrás.

Três bons motivos

1. A coleção é imensa e bem organizada: mais de 27.000 peças dispostas em ordem cronológica. Ideal para entender a evolução da Sicília antiga. 2. Tecnologia de ponta: graças à colaboração com universidades, o museu oferece tours virtuais no Google Street View e izi.TRAVEL. Você pode preparar a visita ou aprofundar depois. 3. Combinação perfeita: o museu está localizado no Parque Arqueológico da Neápolis. Você pode visitar o teatro grego, o anfiteatro romano e a Orelha de Dionísio na mesma tarde. E com um bilhete cumulativo (€18) você economiza. Resumindo, é a base ideal para um mergulho na Siracusa antiga.

O momento certo

Pessoalmente, recomendo uma visita de manhã durante a semana. O museu fecha às segundas, mas de terça a sábado abre às 9. Chegar cedo permite que você aprecie a coleção com calma, sem a multidão do fim de semana. Além disso, a luz artificial interna torna a experiência uniforme durante todo o ano. Se você estiver em Siracusa na primavera ou outono, o clima é ameno e você pode passear no parque de Villa Landolina após a visita. Evite os horários centrais dos meses de verão, mas lá dentro é climatizado. Aos domingos o horário é reduzido (9-14), então se você tem pouco tempo, escolha um dia útil. As quintas e sextas-feiras são frequentemente mais tranquilas.

Explorar além do museu

Parque Arqueológico de Neápolis: a poucos passos, este parque é imperdível. Aqui encontra o Teatro Grego (século V a.C.), o Anfiteatro Romano e a famosa Orelha de Dionísio, uma gruta artificial com acústica incrível. Pode combinar a visita ao museu com um bilhete único. Ortígia: a ilha histórica de Siracusa é acessível a pé em 20 minutos. Perde-se pelas ruazinhas, admire a Catedral (antigo templo grego) e a Fonte Aretusa. Uma dica: depois do museu, faça uma pausa para almoço num restaurante em Ortígia, talvez com massa à Norma e peixe fresco. Duas paragens imperdíveis para completar a sua experiência siracusana.

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💡 Talvez você não soubesse que…

Um detalhe que poucos conhecem: durante a Segunda Guerra Mundial, os artefatos mais preciosos foram escondidos no Castelo Euríalo para protegê-los dos bombardeios. Hoje, passeando pelo jardim da Villa Landolina, ainda é possível ver os túmulos do poeta alemão August von Platen e de oficiais ingleses, testemunhas silenciosas de um passado cosmopolita.