Galeria do Palazzo Bellomo: obras-primas em Ortigia

No centro histórico de Ortigia, a poucos passos da Piazza Duomo, a Galeria Regional do Palazzo Bellomo é o museu de arte medieval e moderna de Siracusa. Instalada num palácio do século XIII de origem sueva, ampliado em estilo gótico-catalão pela família Bellomo, a galeria oferece uma viagem através de sete séculos de arte siciliana. A peça principal é a Anunciação de Antonello da Messina, obra-prima de 1474, ao lado de obras de Caravaggio, Antonello Gagini, Francesco Laurana e uma rica secção de ourivesaria sacra.
Eis o que não perder:
• A Anunciação de Antonello da Messina, ícone do Renascimento siciliano, com a sua perspetiva flamenga e luz intensa.
• O Enterro de Santa Lúcia de Caravaggio, dramática tela de 1608 propriedade do museu.
• Os sarcófagos renascentistas dos governadores Çabastida e Cardenas, obras de Antonello Gagini.
• A coleção de pratas sagradas e paramentos litúrgicos dos séculos XVI ao XVIII.


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Copertina itinerario Galeria do Palazzo Bellomo: obras-primas em Ortigia
A Galeria Regional do Palazzo Bellomo em Siracusa guarda a Anunciação de Antonello da Messina, o Enterro de Santa Lúcia de Caravaggio e uma rica coleção de arte medieval e moderna num esplêndido palácio suevo-catalão no coração de Ortigia, Património da UNESCO.

Informações importantes


Introdução

No coração de Ortigia, entre vielas perfumadas pelo mar, há um palácio que parece saído de outra época. A Galeria do Palazzo Bellomo não é apenas um museu: é uma viagem pela arte siciliana da Idade Média ao século XVIII, com duas joias que por si só valem a visita. A Anunciação de Antonello da Messina e o Enterro de Santa Lúcia de Caravaggio esperam por você em salas que contam séculos de história. Prepare-se para ficar de boca aberta.

Notas históricas

O palácio surgiu como uma casa-torre suábia no século XIII, época de Frederico II. Em 1365 passou para a família Bellomo, que no século XV o ampliou em estilo gótico-catalão. Em 1725 tornou-se um mosteiro beneditino e, após a Unificação da Itália, propriedade estatal. Somente em 1948 abriu como museu, tornando-se Galeria Regional em 1958. Desde 2005 é Património Mundial da UNESCO. Eis os momentos-chave:

Obras-primas imperdíveis

Além dos dois gigantes, a galeria guarda tesouros menos conhecidos, mas igualmente fascinantes. A Madonna del Cardillo de Domenico Gagini (1492) ainda conserva vestígios de cor original. O Políptico de Santa Maria do Mestre de Santa Maria é um esplendor de ouro e figuras góticas. E depois há o sarcófago de Giovanni Cardinas de Antonello Gagini, com o governador retratado em traje cerimonial e um cãozinho aos pés. Cada obra tem uma história para contar.

Um palácio que fala

A arquitetura do palácio é uma fascinante mistura de estilos. No térreo, as abóbadas de cruzaria suevas e a águia imperial imergem você na Idade Média. Subindo, as biforas e triforas catalãs do século XV contam a influência espanhola. O Pátio da Palma é um canto tranquilo com brasões de palácios desaparecidos. Passear entre estas paredes é como folhear um livro de pedra: cada canto revela um detalhe de séculos de vida siracusana.

Por que visitar

Três motivos práticos: primeiro, ver ao vivo a Anunciação de Antonello, uma obra que em foto perde metade da sua magia prospética. Segundo, descobrir o Sepultamento de Santa Lúcia de Caravaggio, uma pintura intensa e dramática. Terceiro, o museu é pouco movimentado em comparação com outros destinos sicilianos: você pode apreciar as obras com calma. Além disso, o bilhete reduzido de 5€ para menores de 25 anos o torna acessível.

Quando ir

O melhor momento? No final da tarde, quando a luz dourada filtra através das janelas geminadas e acende as cores das pinturas. Evite os domingos se possível, porque fecha cedo (às 13h). Durante a semana, o museu está mais vazio. Se visitar na primavera ou outono, o clima ameno torna agradável também a caminhada até a entrada. No verão, aproveite as primeiras horas da manhã para evitar o calor.

Nas proximidades

A poucos passos encontra Piazza Duomo com a Catedral de Siracusa, uma joia barroca construída sobre um templo grego. E não perca a Fonte Aretusa, uma nascente de água doce a dois passos do mar, com os seus patos e o mito da ninfa Aretusa. É o lugar perfeito para concluir a visita com um gelado e um pouco de história misturada com a vida quotidiana de Ortigia.

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💡 Talvez você não soubesse que…

Reza a lenda que a águia sueva na abóbada do vestíbulo foi esculpida para proteger o palácio. Diz-se que durante os restauros de 1905, escondido atrás de uma parede, foi encontrado um antigo cofre com documentos da família Bellomo, nunca mais recuperado depois de ter sido entregue à superintendência. Ainda hoje, o pátio da palmeira guarda brasões de palácios desaparecidos de Siracusa, como misteriosas sentinelas de pedra.