Palazzo Durini: barroco, arte e design no coração de Milão

No coração de Milão, este palácio seiscentista é um concentrado de arte e design. Encomendado em 1645 pelo conde Giovan Battista Durini e projetado por Francesco Maria Richini, hoje abriga afrescos, coleções e o showroom Edra. Veja como organizar a visita:
Endereço: via Durini 24, a dois passos da via Montenapoleone (metrô M3).
Horários: seg-sáb 10-18, entrada gratuita nas áreas comuns; eventos especiais pagos.
O que ver: a escadaria em mármore vermelho de Verona e o salão com afrescos do ‘Triunfo de Eros’.
Não perca: a combinação de barroco e design contemporâneo nas salas do showroom Edra.


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Copertina itinerario Palazzo Durini: barroco, arte e design no coração de Milão
Palazzo Durini, obra-prima barroca no coração de Milão, une arte, história e design: afrescos seiscentistas, coleções e showroom Edra. Aqui estão horários e informações para a visita.

Informações importantes


Palazzo Durini: um mergulho no barroco milanês

Palazzo Durini, também conhecido como Palazzo Durini Caproni di Taliedo, é uma das surpresas mais elegantes do centro de Milão. Fica na via Durini 24, a dois passos do quadrilátero da moda, e ainda assim parece outro mundo: uma fachada seiscentista que não se esperaria, um pátio porticado que convida a desacelerar. Não é um museu frio, mas um espaço vivo entre escritórios, showrooms de design e memória aristocrática. O melhor? Entrem, olhem para cima e deixem-se envolver pelo contraste entre afrescos barrocos e poltronas contemporâneas. É um daqueles lugares que Milão oferece quando pensamos que já a conhecemos.

Notas históricas

A história começa em 1645, quando o conde de Monza Giovan Battista Durini confia ao arquiteto Francesco Maria Richini o projeto de uma residência senhorial. Construído entre 1646 e 1648, o palácio é um dos melhores exemplos do século XVII milanês. Durante o domínio espanhol, acolhe o governador Ponce Guzman de Leon; para ele é acrescentado um balcão, depois transferido para o Castelo Durini na província de Como. Tendo passado para a família Caproni em 1925, sofre danos de guerra em 1943 e é restaurado. As restaurações de 2000 trazem-no de volta ao antigo esplendor e abrem o piso nobre ao design.

  • 1645-1648: construção sob projeto de Richini
  • Domínio espanhol: acolhe o governador Ponce Guzman de Leon
  • 1925: aquisição pelos Caproni
  • 1943: danos de guerra
  • 2000: restaurações e nova vida com Edra

Barroco milanês: fachada e pátio

A fachada na via Durini é um exemplo de barroco sóbrio: quatro pisos marcados por cornijas, pilastras rusticadas e janelas próximas, alongadas para cima. O portal rusticado é o verdadeiro protagonista, encimado por uma varanda com três janelas. Mas é no pátio que o espaço se abre numa pequena obra-prima: pórtico com colunas duplas dóricas, estátuas alegóricas e paredes ocre. A luz entra de maneiras diferentes durante o dia e desenha sombras nítidas. É um lugar pensado para a quietude, longe do trânsito, apesar de estar a dois passos de tudo. Se gosta de fotografia de arquitetura, aqui encontrará um dos cenários mais bonitos de Milão.

Piso nobre: afrescos e showroom Edra

Suba a escadaria de honra em mármore vermelho de Verona e o piso nobre recebe-o com a sua antessala decorada com trompe-l’œil. As salas sucedem-se com medalhões pintados e tectos de madeira entalhada e dourada. O ponto alto é o salão de honra, com o afresco do Triunfo de Eros de Melchiorre Gherardini. Hoje, tudo isto convive com as criações da Edra, a marca toscana de design que escolheu o palácio como showroom permanente: sofás, poltronas e instalações luminosas de Jacopo Foggini dialogam com os afrescos seiscentistas. Um contraste intencional e reversível, que não estraga a história, mas a faz respirar.

Por que visitar

O primeiro motivo é a gratuidade: as áreas comuns e o pátio podem ser visitados livremente, e isso em Milão não é algo garantido. O segundo é a possibilidade de ver uma obra-prima barroca não como relíquia, mas como espaço vivo: entre um escritório de advogados e um showroom, o palácio respira. Por fim, se vocês são apaixonados por design, o confronto entre os afrescos seiscentistas e as coleções Edra é algo que não encontram em nenhum museu. Além disso, durante a Milano Design Week, o palácio torna-se um centro de eventos e instalações: uma oportunidade para vê-lo em versão contemporânea.

Quando ir

O melhor momento é de manhã cedo, quando o vaivém de escritórios e clientes está apenas a começar e o pátio é todo para vocês. A luz, nessas horas, acende a cor ocre das paredes e faz sobressair as decorações. Se puderem, escolham um dia útil e não um fim de semana, para desfrutarem da calma do lugar. E se acontecer estarem na cidade durante um evento de design, aproveitem: o palácio transforma-se e mostra um lado ainda diferente, entre instalações e encontros.

Nos arredores

Depois da visita, o centro explora-se a pé. O Teatro alla Scala fica perto e vale sempre a pena um desvio, ainda que seja apenas para ver a sala. Depois, um passeio até à Pinacoteca de Brera: arte, claustros e uma atmosfera da velha Milão que combina bem com a memória do palácio. Se preferirem uma pausa, o quadrilátero da moda oferece cafés e montras, mas também ruas mais tranquilas para respirar.

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💡 Talvez você não soubesse que…

Curiosidade fascinante: a varanda na fachada, encomendada pelo governador espanhol Ponce Guzman de Leon, foi depois transferida para o Castelo Durini de Como. Em 1943, uma bomba que caiu nas proximidades derrubou os brasões do pátio e quebrou o busto de Giovan Battista Durini: pequenos sinais ainda visíveis contam a história do palácio.