Introdução
Se você acha que a arte contemporânea é um mundo fechado, o Palazzo Grassi vai fazer você mudar de ideia. Com vista para o Grande Canal, este palácio setecentista é uma joia neoclássica que hoje respira arte moderna. Entrar é como fazer um salto temporal: lá fora a Veneza histórica, lá dentro instalações que te colocam em questão. A luz que filtra pelas janelas, o jogo de perspectivas, o ar rarefeito… cada vez que você vem, a exposição é diferente. Não há uma coleção fixa, mas exposições temporárias da Coleção Pinault, uma das mais importantes do mundo. Um lugar onde história e contemporaneidade se fundem de forma única.
Introdução
Se você acha que a arte contemporânea é um mundo fechado, o Palazzo Grassi vai fazer você mudar de ideia. Com vista para o Grande Canal, este palácio setecentista é uma joia neoclássica que hoje respira arte moderna. Entrar é como fazer um salto temporal: lá fora a Veneza histórica, lá dentro instalações que te colocam em questão. A luz que filtra pelas janelas, o jogo de perspectivas, o ar rarefeito… cada vez que você vem, a exposição é diferente. Não há uma coleção fixa, mas exposições temporárias da Coleção Pinault, uma das mais importantes do mundo. Um lugar onde história e contemporaneidade se fundem de forma única.
Notas históricas
Palazzo Grassi foi encomendado pela família Grassi, ricos mercadores que haviam comprado um título nobiliário. Entre 1748 e 1772, o arquiteto Giorgio Massari o construiu em estilo neoclássico, quase um desafio ao Barroco predominante. Após a extinção da família em 1772, passou por várias mãos: o industrial suíço Stuckey, que levou eletricidade, depois foi transformado em museu (com cobertura de vidro no pátio). Em 1984, a Fiat o adquiriu e Gae Aulenti o restaurou. Desde 2005, é propriedade de François Pinault, que chamou Tadao Ando para uma restauração minimalista. Hoje é um dos polos museológicos mais inovadores de Veneza.
Notas históricas
Palazzo Grassi foi encomendado pela família Grassi, ricos mercadores que haviam comprado um título nobiliário. Entre 1748 e 1772, o arquiteto Giorgio Massari o construiu em estilo neoclássico, quase um desafio ao Barroco predominante. Após a extinção da família em 1772, passou por várias mãos: o industrial suíço Stuckey, que levou eletricidade, depois foi transformado em museu (com cobertura de vidro no pátio). Em 1984, a Fiat o adquiriu e Gae Aulenti o restaurou. Desde 2005, é propriedade de François Pinault, que chamou Tadao Ando para uma restauração minimalista. Hoje é um dos polos museológicos mais inovadores de Veneza.
Arquitetura e restauro
Massari brincou com os espaços: planta trapezoidal em torno de um pátio central, com um jardim nos fundos. A fachada em pedra da Ístria é esguia, com aberturas que lembram o estilo gótico veneziano. No interior, o percurso da entrada até a escadaria é um teatro: é preciso atravessar todo o térreo antes de subir. Tadao Ando, em sua intervenção, soube manter a essência histórica adicionando concreto e vidro com discrição. A luz natural é a verdadeira protagonista: muda durante o dia e faz as obras respirarem. O Teatrino (2013) é uma joia: 225 lugares, acústica perfeita, usado para conferências e concertos.
Arquitetura e restauro
Massari brincou com os espaços: planta trapezoidal em torno de um pátio central, com um jardim nos fundos. A fachada em pedra da Ístria é esguia, com aberturas que lembram o estilo gótico veneziano. No interior, o percurso da entrada até a escadaria é um teatro: é preciso atravessar todo o térreo antes de subir. Tadao Ando, em sua intervenção, soube manter a essência histórica adicionando concreto e vidro com discrição. A luz natural é a verdadeira protagonista: muda durante o dia e faz as obras respirarem. O Teatrino (2013) é uma joia: 225 lugares, acústica perfeita, usado para conferências e concertos.
Coleção Pinault e exposições
A coleção de François Pinault é uma das cinco maiores do mundo em arte contemporânea. Aqui não há um percurso fixo: cada exposição é temporária e muitas vezes pensada especialmente para os espaços. Artistas do calibre de Damien Hirst, Cindy Sherman, Maurizio Cattelan já expuseram. As exposições recentes? “Tatiana Trouvé. A estranha vida das coisas” e “Michael Armitage. The Promise of Change”. Cada visita é uma experiência única, pois as obras dialogam com a arquitetura do palácio. Se você gosta de arte que faz pensar, este é o lugar certo.
Coleção Pinault e exposições
A coleção de François Pinault é uma das cinco maiores do mundo em arte contemporânea. Aqui não há um percurso fixo: cada exposição é temporária e muitas vezes pensada especialmente para os espaços. Artistas do calibre de Damien Hirst, Cindy Sherman, Maurizio Cattelan já expuseram. As exposições recentes? “Tatiana Trouvé. A estranha vida das coisas” e “Michael Armitage. The Promise of Change”. Cada visita é uma experiência única, pois as obras dialogam com a arquitetura do palácio. Se você gosta de arte que faz pensar, este é o lugar certo.
Por que visitá-lo
Primeiro: a arquitetura. Mesmo que você não se apaixone por arte, entrar neste palácio setecentista restaurado por Ando vale o ingresso. Segundo: as exposições mudam com frequência, então você pode voltar todo ano e encontrar algo completamente diferente. Terceiro: o ingresso combinado com a Punta della Dogana custa apenas 20 euros e permite visitar dois museus em um dia. Se você é estudante com menos de 26 anos, paga apenas 10 euros por um museu individual: uma pechincha. E, além disso, a localização: você está a dois passos do Campo San Samuele, um canto tranquilo de Veneza longe da multidão.
Por que visitá-lo
Primeiro: a arquitetura. Mesmo que você não se apaixone por arte, entrar neste palácio setecentista restaurado por Ando vale o ingresso. Segundo: as exposições mudam com frequência, então você pode voltar todo ano e encontrar algo completamente diferente. Terceiro: o ingresso combinado com a Punta della Dogana custa apenas 20 euros e permite visitar dois museus em um dia. Se você é estudante com menos de 26 anos, paga apenas 10 euros por um museu individual: uma pechincha. E, além disso, a localização: você está a dois passos do Campo San Samuele, um canto tranquilo de Veneza longe da multidão.
Quando ir
De manhã cedo, assim que abre às 10h: é quando a luz entra suave pelas janelas e as salas estão quase vazias. Se puder, evite terça-feira: está fechado. Para o ambiente, o outono é perfeito: a cidade está menos movimentada e as exposições geralmente começam em setembro. Mas uma tarde de inverno também tem seu encanto: lá fora névoa e silêncio, dentro luz quente e arte. Verifique o site antes de vir: entre uma exposição e outra, o museu fica fechado para montagem.
Quando ir
De manhã cedo, assim que abre às 10h: é quando a luz entra suave pelas janelas e as salas estão quase vazias. Se puder, evite terça-feira: está fechado. Para o ambiente, o outono é perfeito: a cidade está menos movimentada e as exposições geralmente começam em setembro. Mas uma tarde de inverno também tem seu encanto: lá fora névoa e silêncio, dentro luz quente e arte. Verifique o site antes de vir: entre uma exposição e outra, o museu fica fechado para montagem.
Nas proximidades
A poucos minutos a pé está a Punta della Dogana, a outra sede da Coleção Pinault: um antigo armazém alfandegário restaurado por Ando, com vista para a Bacia de São Marcos. Se gosta de arte contemporânea, vale a pena comprar o bilhete combinado. E depois da visita, um passeio até a Basílica da Salute oferece um dos panoramas mais bonitos de Veneza. Se tem vontade de arte clássica, as Galerias da Accademia estão ali perto: um mergulho na arte veneziana do século XIV ao XVIII.
Nas proximidades
A poucos minutos a pé está a Punta della Dogana, a outra sede da Coleção Pinault: um antigo armazém alfandegário restaurado por Ando, com vista para a Bacia de São Marcos. Se gosta de arte contemporânea, vale a pena comprar o bilhete combinado. E depois da visita, um passeio até a Basílica da Salute oferece um dos panoramas mais bonitos de Veneza. Se tem vontade de arte clássica, as Galerias da Accademia estão ali perto: um mergulho na arte veneziana do século XIV ao XVIII.