O que ver em La Spezia: museus, castelo e centro histórico

🧭 O que esperar

  • Ideal para: um fim de semana cultural entre museus, castelo e centro histórico
  • Pontos fortes: Museu Técnico Naval, Castelo San Giorgio, coleções de arte do Museu Lia
  • Público-alvo: amantes da história, da arte e de passeios urbanos
  • Melhor época: primavera e outono por temperaturas agradáveis
  • Não perca: os Arcos de Daniel Buren e a Fonte do Diálogo
  • La Spezia, situada no Golfo dos Poetas, é frequentemente citada como porta de entrada para as Cinque Terre, mas a cidade merece uma visita por si só. O seu centro histórico, com edifícios elegantes e praças animadas, abriga museus de alto nível. O Museu Técnico Naval, um dos mais importantes da Itália, conta a história marítima com modelos de navios, uniformes e relíquias. O Museu Cívico Amedeo Lia expõe uma preciosa coleção de arte da Idade Média ao século XVIII, com pinturas, esculturas e cerâmicas. Imperdível é o Castelo San Giorgio, fortaleza medieval que domina a cidade e oferece uma vista deslumbrante sobre o golfo. Passeie pelas ruas do centro, pare na Praça Verdi e admire as instalações de arte contemporânea como os Arcos de Daniel Buren. O Museu do Selo e o Centro de Arte Contemporânea completam a oferta cultural. La Spezia é um destino ideal para um fim de semana de cultura e relaxamento, longe das multidões mas rico em história e belezas. Com os seus museus de qualidade, o castelo e o centro animado, é uma paragem imperdível para quem viaja na Ligúria.

    Visão geral



    Itinerários nas proximidades


    Castelo São Jorge: fortaleza, museu e vista deslumbrante

    Castelo São JorgeEmpoleirado no morro do Poggio, o Castelo São Jorge é imperdível para quem visita La Spezia. Sua história começa em 1262, quando Nicolò Fieschi ampliou uma fortificação pré-existente, mas já em 1273 foi destruído pelos genoveses de Oberto Doria. Reconstruído em 1343, o castelo sofreu modificações contínuas ao longo dos séculos: hoje se apresenta com dois corpos quadrangulares, uma torre de 5,50 metros de altura, provavelmente do início da Idade Média, e uma muralha do século XIV em blocos de pedra com fendas para arqueiros. Em meados do século XV, a chegada da artilharia trouxe paredes inclinadas e fendas para armas de fogo; no século XVII, os genoveses acrescentaram salas abobadadas e preenchimentos de terra para absorver os impactos. Sob o portal, veem-se os restos da ponte levadiça medieval, enquanto uma torre com ameias guelfas protege a entrada. No interior, o Museu Arqueológico Ubaldo Formentini reúne artefatos da Pré-história à Idade Média: imperdíveis as estátuas-estela da Lunigiana, com cerca de 5000 anos, e os artefatos romanos de Luni. O percurso é bem organizado e a equipe é simpática. Subindo aos terraços, a vista do Golfo de La Spezia é espetacular. Informações práticas: via XXVII Março; horário de inverno qua-dom 9:30-12:30 e 14-17; bilhete inteiro 6€ (apenas terraços 4€).

    Castelo São Jorge

    Museu Técnico Naval: Uma Viagem pela História Marítima

    Museu Técnico NavalSe você estiver em La Spezia, não pode perder o Museu Técnico Naval da Marinha Militar, o mais importante museu naval da Itália. Localizado bem ao lado do Arsenal, na Viale Amendola 1, este museu leva você por séculos de história marítima. Ao entrar, uma coleção incrível de maquetes de navios o recebe, desde veleiros do século XV até modernos couraçados. Mas o verdadeiro destaque é a Sala das Figuras de Proa: mais de trinta esculturas de madeira que ornamentavam as proas, incluindo a misteriosa Atalanta, recuperada no Atlântico em 1866, e que segundo a lenda pode enfeitiçar quem a olha por muito tempo.

    Os entusiastas de história militar ficarão de boca aberta na Sala dos Meios de Assalto, onde estão expostos o protótipo do famoso ‘Maiale’ – o torpedo de marcha lenta usado durante a Segunda Guerra Mundial – e os barcos explosivos do Grupo de Meios de Assalto. Aqui também se encontra a documentação sobre as façanhas de Rossetti e Paolucci, que em 1918 afundaram o couraçado austríaco Viribus Unitis.

    E não se esqueça da Sala Marconi, inaugurada em 2017, que exibe os aparelhos originais usados por Guglielmo Marconi para a primeira transmissão radiotelegráfica de terra para navio, ocorrida justamente em La Spezia em 1897. No jardim interno, destaca-se a hélice do couraçado Vittorio Veneto e um monumento a Costanzo Ciano.

    O museu está aberto todos os dias das 8h30 às 19h30 (última entrada às 19h00), com ingressos a 5€ (reduzido 3€). Uma experiência imperdível para quem ama o mar e a história.

    Museu Técnico Naval

    Museu Cívico Amedeo Lia: um mergulho na arte entre fundos dourados e obras-primas

    Museu Cívico Amedeo LiaSe você pensa que La Spezia é apenas um ponto de partida para as Cinque Terre, está enganado. No seu centro histórico, na via del Prione 234, há uma joia que merece uma parada: o Museu Cívico Amedeo Lia. Inaugurado em 1996, está instalado em um antigo convento seiscentista de São Francisco de Paula e abriga uma coleção de mais de mil obras doadas pelo colecionador Amedeo Lia. Ao entrar, você é imediatamente recebido na antiga igreja (Sala I) com objetos litúrgicos e uma Madona com o Menino atribuída a Sassetta. Mas o verdadeiro impacto visual chega no primeiro andar: uma das mais importantes coleções de fundos dourados da Europa, com obras-primas de Pietro Lorenzetti, Bernardo Daddi e Lippo Memmi. Mais adiante, você se depara com um suposto Autorretrato de Pontormo, um Retrato de Cavalheiro de Ticiano e obras de Canaletto e Guardi. No segundo andar, bronzes de Riccio e vidros arqueológicos (há uma rara garrafa com faixas de ouro imperial). Não perca as naturezas-mortas de Fede Galizia e Baschenis. O museu está aberto de terça a domingo (10-18), fechado às segundas. Ingresso inteiro 9€, mas se você for residente em La Spezia, no primeiro domingo dos meses pares entra de graça. Federico Zeri o definiu ‘o pequeno Louvre da Ligúria’ – e há um motivo. Além disso, o museu é inclusivo: oferece um percurso tátil para deficientes visuais e uma videoguia em LIS. Um conselho sincero: reserve pelo menos duas horas, porque cada sala merece atenção.

    Museu Cívico Amedeo Lia

    Centro de Arte Contemporânea e Moderna (CAMeC)

    Centro de Arte Contemporânea e ModernaSe você estiver em La Spezia e quiser mergulhar na arte do século XX até os dias atuais, o Centro de Arte Contemporânea e Moderna (CAMeC) é uma parada obrigatória. Fica na Piazza Cesare Battisti, a dois passos do centro histórico, em um edifício com uma história fascinante: nasceu como escola primária em 1879, depois tribunal a partir de 1923, gravemente danificado pelos bombardeios de 1943 e reconstruído em 1950. Desde 2004 – após anos de reforma – abriga as coleções cívicas de arte contemporânea. O CAMeC conserva três núcleos principais: a Coleção Cozzani (mais de 1200 obras, do Expressionismo à Transvanguarda), a Coleção Battolini (ligada ao Prêmio do Golfo) e as obras do Prêmio do Golfo propriamente dito, concurso idealizado em 1933 por Marinetti e Fillia. A nova montagem, inaugurada em outubro de 2024 após um redesenho, conta com mais de 200 obras assinadas por gigantes como Lucio Fontana, Andy Warhol, Marina Abramović e Roy Lichtenstein. A visita é enriquecida por uma Accessibility Room multissensorial, perfeita para todos os públicos. Também há exposições temporárias: até setembro de 2025, por exemplo, está a aguardadíssima “Morandi e Fontana. Invisível e Infinito”. Horários: aberto de terça a domingo das 10h às 19h, primeira sexta-feira do mês até as 22h, fechado às segundas. Ingressos: inteira coleção €10, gratuito para menores de 18 anos e residentes da província. Em suma, um lugar que sabe surpreender e conta a arte contemporânea com um olhar internacional.

    Centro de Arte Contemporânea e Moderna

    Teatro Cívico: história e espetáculos no coração de La Spezia

    Teatro CívicoNo centro histórico de La Spezia, na Piazza Mentana, encontra-se o Teatro Cívico, o principal teatro da cidade e o terceiro da Ligúria em dimensão com os seus 940 lugares. A sua história começa em 1840, quando foi lançada a primeira pedra segundo projeto do arquiteto genovês Ippolito Cremona em estilo neoclássico. Inaugurado em 1846 com obras de Verdi, Donizetti e Luigi Ricci, tornou-se imediatamente um ponto de referência cultural e mundano. Na década de 1930 foi completamente remodelado por Franco Oliva com o escultor Augusto Magli, que lhe deu o aspeto déco atual: a cúpula com os signos do zodíaco, as estátuas de Baco, Tabaco e Vénus, e as elegantes decorações interiores. Após um período como cinema e uma longa restauração de 1989 a 1995, o teatro reabriu definitivamente. A última intervenção, concluída em outubro de 2024 graças a fundos do PNRR e da Região da Ligúria, renovou o mobiliário com poltronas anatómicas em carvalho e vermelho púrpura, melhorou a eficiência energética e restaurou estuques e acabamentos. Hoje o Teatro Cívico oferece uma temporada de prosa de alto nível (com espetáculos como Magnifica Presenza e Brokeback Mountain), uma programação para jovens, concertos, dança e o importante Festival Internacional de Jazz. A bilheteira fica na Corso Cavour 20, aberta de segunda a sábado de manhã e às quartas-feiras à tarde. Um local que une tradição e modernidade, perfeito para uma noite de teatro no coração da cidade.

    Teatro Cívico

    Museu do Selo: um mergulho na história das impressões

    Museu do SeloNo coração de La Spezia, dentro da Palazzina delle Arti (um estranho edifício neogótico dos anos 20), há um museu que é uma verdadeira joia: o Museu do Selo. Aberto desde 2000, guarda a coleção sigilográfica mais completa do mundo, doada pelo casal Capellini. Mais de 1500 peças, do IV milênio a.C. aos dias atuais. Coisa de deixar boquiaberto.

    O percurso expositivo segue uma ordem cronológica e geográfica. Começa com selos em esteatita e calcário da Mesopotâmia, passa pelos escaravelhos egípcios, anéis romanos, selos medievais e renascentistas. Depois explode o belo: uma sala inteira dedicada aos selos Art Nouveau de René Lalique, em cristal e vidro, e uma seção com os preciosos selos de Fabergé, incluindo um cogumelo de ouro para o grão-duque russo. Há também um selo que pertenceu à rainha Vitória.

    Mas o museu não é só Europa: a terceira sala é uma viagem ao Oriente, com selos chineses, japoneses e islâmicos. O destaque? Um selo imperial em jade da dinastia Qing, proveniente da Cidade Proibida, com uma criatura mitológica que afasta as forças do mal. Era usado pelo imperador para os rituais ao Céu. Uma maravilha.

    O museu é pequeno mas riquíssimo, e em 2018 inauguraram também um percurso tátil para cegos. Horários: de terça a domingo, 10-18. Segunda fechado. Bilhete cumulativo com o Museo Lia e o Castelo. Conselho: não percam o terceiro domingo do mês, visita guiada gratuita às 10:30. Um lugar que parece fora do tempo, mas que te faz viajar através dos séculos.

    Museu do Selo

    O monumento equestre a Garibaldi

    Giuseppe GaribaldiSe você passear pelos Jardins Públicos do centro histórico de La Spezia, não pode deixar de notar o imponente monumento equestre a Giuseppe Garibaldi. Realizada em bronze pelo escultor Antonio Garella, a estátua foi inaugurada em 1º de junho de 1913 após um concurso lançado já em 1882. O que chama a atenção é a rara pose do cavalo empinado, que se sustenta apenas nas patas traseiras – uma notável proeza estática, tanto que em 2008 foi adicionado um suporte metálico sob a barriga por precaução. A escultura pesa 6 toneladas e retrata o Herói dos dois mundos com o sabre desembainhado, voltado para o leste. Mas Garibaldi em La Spezia não é só isso: a cidade preserva outros vestígios de sua passagem. Um pouco fora, na enseada delle Grazie, encontra-se o Lazzaretto del Varignano, onde o General foi prisioneiro após os confrontos de Aspromonte (1862) e Mentana (1867). Aqui uma lápide de 1907 recorda sua chegada em 2 de setembro de 1862. Ainda em 1867, após a prisão, Garibaldi pernoitou no antigo Albergo della Croce di Malta na via Chiodo. Finalmente, em 1869, sua escuna foi cedida ao Reino justamente no Golfo de La Spezia, testemunhando o vínculo entre o herói e esta cidade. Visitar o monumento é um mergulho na história do Risorgimento, mas para um quadro completo vale a pena explorar também os outros locais garibaldinos spezzinos.

    Giuseppe Garibaldi

    Palazzo De Nobili: uma obra-prima barroca no centro histórico

    Palazzo De NobiliSe passear pelo centro histórico de La Spezia, não pode deixar de notar o Palazzo De Nobili na Piazza Sant’Agostino. Este palácio nobiliário, que remonta aos séculos XVII e XVIII, é um exemplo perfeito de arquitetura barroca, realizado por artesãos locais. A fachada impressiona imediatamente pelo contraste cromático entre o cinza claro da parede e o vermelho vivo das molduras e do cornijamento. Mas os detalhes são ainda mais surpreendentes: frisos de conchas, cabeças de leão e motivos florais emolduram portas e janelas. O portal barroco em mármore, com colunas e frontão partido, é enriquecido por hermas bizarras de personagens caricaturais – um toque irónico que não passa despercebido.

    Uma curiosidade: aqui viveu a famosa condessa de Castiglione, Virginia Oldoini, uma das figuras mais fascinantes do Risorgimento. Sim, percebeu bem – a própria mulher que fez falar de si nas cortes europeias. Hoje, o palácio é ainda residência privada dos marqueses De Nobili, por isso, infelizmente, não se pode visitar no interior. Mas não se preocupe: admirá-lo por fora já é uma experiência. Após a restauração concluída em 2020, a fachada foi limpa e valorizada com uma iluminação cénica que a destaca mesmo à noite. Se passar ao entardecer, verá os detalhes iluminados e o jogo de cores tornar-se ainda mais sugestivo.

    O Palazzo De Nobili fazia parte dos chamados Rolli spezzini, uma lista de residências senhoriais destinadas a alojar personalidades em visita à cidade. É um dos muitos tesouros que tornam o centro de La Spezia um local para percorrer com calma, de cabeça erguida, para não perder estes detalhes. Então, quando estiver na zona, pare um momento na Piazza Sant’Agostino, levante o olhar e deixe-se encantar por esta joia barroca.

    Palazzo De Nobili

    Praça Giuseppe Verdi: o coração disputado de La Spezia

    Praça Giuseppe VerdiSe você pensa que uma praça é apenas um espaço para atravessar, a Praça Giuseppe Verdi vai te fazer mudar de ideia. Construída entre 1934 e 1938, sempre foi o centro nevrálgico da cidade, ponto de ligação entre a parte oitocentista e a novecentista. Mas o que a torna única é sua recente remodelação assinada pelo arquiteto Giannantonio Vannetti e pelo artista francês Daniel Buren, concluída em 2014. Um projeto que gerou debate: fora os pinheiros-marítimos, dentro estão escadarias, tanques de água e instalações coloridas. O pavimento em pedra nobre e a chamada “membrana celeste” – uma estrutura coberta que funciona como Urban Hall – transformam a praça num palco a céu aberto, com os títulos das obras de Verdi incisos no chão. Entre os edifícios ao redor, destaca-se o Palácio dos Correios (1933) de Angiolo Mazzoni, com sua torre do relógio e um interior que abriga um mosaico futurista de Fillia e Prampolini sobre o tema da comunicação. Perto dali, o Palácio Boletto em estilo Liberty e o Palácio do Governo completam o cenário. O debate sobre a requalificação foi acalorado – Vittorio Sgarbi contra, uma “Frente do Sim” a favor – mas hoje a praça é uma mistura bem-sucedida de história e contemporaneidade, um lugar para parar e observar o jogo de luz refletida pelos vitrais coloridos. Da praça, chega-se a pé ao porto, ao Castelo de São Jorge e ao Museu de Arte Moderna. Um conselho? Caminhe devagar, porque cada canto conta uma história.

    Praça Giuseppe Verdi

    Fonte do Diálogo

    Fonte do DiálogoNo coração de La Spezia, na Piazza Garibaldi, encontra-se a Fonte do Diálogo, inaugurada em 2002. A obra é assinada pelo escultor Viliano Tarabella e desenvolve-se numa plataforma de água onde duas grandes velas abstratas em mármore de Carrara se interpenetram, saindo do tanque para cima. A água jorra ao centro, evocando o mar como força geradora. O projeto arquitetônico de Antonio Leone e Cesarina Zanetti concebeu a fonte como um local de descanso: a balaustrada lisa convida a sentar-se, enquanto os cubos de mármore ásperos do percurso circular retardam o passo, favorecendo o diálogo. A iluminação noturna cria jogos de luz quente e fria, interrompidos apenas pelo jato d’água. A fonte é o centro de um percurso ideal que liga a Piazza Europa à Piazza Brin, superando a barreira visual que separa a cidade do mar. Um símbolo de conexão e regeneração, perfeito para uma pausa reflexiva no centro histórico.

    Fonte do Diálogo

    Arcos de Daniel Buren: uma explosão de cores na Piazza Verdi

    Arcos de Daniel BurenSe você passa por La Spezia, não pode perder os Arcos de Daniel Buren na Piazza Verdi. É um daqueles casos em que a arte pública te surpreende e faz olhar a cidade com novos olhos. A instalação, realizada pelo célebre artista francês (Leão de Ouro na Bienal de Veneza em 1986) junto com o arquiteto Giannantonio Vannetti, foi inaugurada no final de 2016. Uma sequência de arcos coloridos – primários e complementares – alinha-se perfeitamente ao longo de uma passarela pedonal, criando uma perspectiva que emoldura o fundo. As cores remetem ao mosaico do vizinho Palazzo delle Poste, enquanto os pilares branco e preto marcam o espaço. E não são apenas arcos: os espelhos inseridos amplificam o efeito, refletindo as arquiteturas circundantes e proporcionando infinitos reflexos visuais. A própria praça foi completamente repensada: de um largo invadido por carros (200×40 metros) a um local de encontro dividido em três zonas, com um anfiteatro central, uma fonte restaurada com paredes verdes e novas árvores de laranjas amargas. Pena que atualmente ainda esteja aberta ao tráfego veicular limitado, mas espera-se que se torne totalmente pedonal em breve. A obra também gerou polêmica: em 2021, a administração instalou lâmpadas que cobrem parcialmente os arcos, gerando críticas do artista e do ex-prefeito. Em 2022, três adolescentes escalaram os arcos à noite, acabando multados. Enfim, uma obra que não deixa ninguém indiferente. Recomendo visitá-la tanto de dia, para apreciar as cores, quanto ao pôr do sol, quando a iluminação (polêmicas à parte) cria uma atmosfera sugestiva. Imperdível se você ama arte contemporânea e espaços urbanos reinventados.

    Arcos de Daniel Buren