O que ver em Bari: 15 paradas entre Basílica, Castelo Suevo e mapa interativo


🧭 O que esperar

  • Ideal para fins de semana culturais e passeios entre história e mar.
  • Pontos fortes: Basílica de São Nicolau com cripta, Castelo Suevo à beira-mar, Teatro Petruzzelli em estilo art nouveau.
  • Inclui mapa interativo com 15 locais e percurso a pé no centro compacto.
  • Experiência: autenticidade nas vielas, arte nos museus e vista panorâmica do Farol.

Eventos nas proximidades


A Cidade de Bari é um destino que surpreende: não só porta de acesso ao mar Adriático, mas um verdadeiro concentrado de história, cultura e vida quotidiana. O seu coração pulsante é Bari Vecchia, o centro histórico medieval encerrado entre muralhas, onde se pode perder entre ruas estreitas, igrejas românicas e o aroma das orecchiette feitas à mão pelas senhoras nos degraus. Aqui encontra-se a majestosa Basílica de São Nicolau, guardiã das relíquias do santo padroeiro e ponto de referência para peregrinos. Pouco distante, o Castelo Suevo domina a paisagem com a sua imponência. Saindo das muralhas, a orla marítima oferece passeios espetaculares, enquanto o Teatro Petruzzelli, símbolo da vida cultural da cidade, aguarda os amantes da ópera. Para uma experiência completa, não pode faltar uma paragem no mercado de peixe ou uma prova de focaccia baresa ainda quente. Bari é autêntica, vibrante e acolhedora: pronta para se mostrar sem filtros a quem a visita com curiosidade.

Visão geral



Itinerários nas proximidades


Basílica de São Nicolau

Basílica de São NicolauSe há um lugar que conta a alma de Bari, é a Basílica de São Nicolau. Não é apenas uma igreja, mas um verdadeiro símbolo da cidade, construída entre os séculos XI e XII para guardar as relíquias de São Nicolau, trazidas de Myra em 1087. A fachada é uma obra-prima de sobriedade românica da Apúlia, com aquele seu branco que brilha sob o sol e as duas torres assimétricas que dão um toque de caráter único. Ao entrar, somos imediatamente impactados pela cripta subterrânea, onde repousam os restos do santo: é um ambiente sugestivo, quase hipnótico, com colunas antigas e uma atmosfera que nos faz sentir fora do tempo. Pessoalmente, sempre me fascinou o fato de esta basílica ser um ponto de encontro entre católicos e ortodoxos, um detalhe que a torna ainda mais especial no panorama italiano. No interior, não perca o cibório do século XII, um dos mais antigos do sul da Itália, e a cátedra episcopal de Elias, uma obra escultural que parece falar por si. A luz que filtra pelas janelas cria jogos de sombras nas paredes de pedra, e, se tiver sorte, poderá assistir a uma das celebrações que misturam ritos latinos e bizantinos. Uma sugestão? Reserve um momento para sentar-se num canto e observar os peregrinos que chegam de todo o mundo: há uma quietude que nos envolve, mesmo quando lá fora há o caos do centro histórico. E não se esqueça de dar uma olhada no tesouro da basílica, com objetos sagrados que contam séculos de história. Talvez não seja o lugar mais chamativo, mas é aquele que fica dentro de nós, com aquela aura de autenticidade que dificilmente se encontra noutro lugar.

Basílica de São Nicolau

Castelo Suevo de Bari

Castelo Suevo de BariLogo que te aproximas da orla marítima de Bari, o Castelo Suevo captura imediatamente o olhar com a sua massa imponente e as torres que parecem velar pela cidade velha. Não é apenas um monumento para fotografar à distância: atravessar o seu portal significa mergulhar numa estratificação de épocas que começa nos romanos e chega até aos Borbóns. O que mais me impressionou? As suas fundações assentam sobre vestígios da época bizantina e normanda, visíveis durante a visita. No interior, os espaços são surpreendentemente amplos: pátios, salas de exposição (acolhe frequentemente exposições temporárias interessantes) e até um jardim suspenso. Subindo às muralhas, a vista sobre o mar Adriático e os telhados de Bari Vecchia é simplesmente espetacular – um daqueles momentos em que percebes porque é que este lugar foi disputado durante séculos. Atenção aos detalhes: procura as escadas em caracol escondidas e as seteiras que contam a sua função defensiva. Pessoalmente, acho fascinante como o castelo foi transformado várias vezes: de fortaleza a residência, e depois até a prisão. Hoje, além do percurso museológico, aqui realizam-se frequentemente eventos culturais e concertos de verão no pátio. Um conselho prático: verifica sempre os horários de abertura porque podem variar consoante as exposições em curso. Se visitas Bari Vecchia, o castelo é uma paragem obrigatória não só pela história, mas por aquele sentido de poder que ainda hoje emana, à beira-mar.

Castelo Suevo de Bari

Teatro Petruzzelli: o coração cultural de Bari

Teatro PetruzzelliQuando pensas em Bari, provavelmente vêm-te à mente o mar, a focaccia e as vielas de Bari Vecchia. Mas há um lugar que conta uma história diferente, feita de beleza, tragédia e renascimento: o Teatro Petruzzelli. Não é apenas um teatro, é um símbolo. Notas-o logo ao passear pela Corso Cavour, com aquela sua fachada imponente em estilo art nouveau que parece saída de outra época. Entrar aqui é uma experiência. A atmosfera é quente, quase íntima apesar das dimensões, com os seus quatro andares de camarotes que se envolvem em torno da plateia como um abraço. A história do Petruzzelli é dramática: inaugurado em 1903, foi durante décadas um dos teatros mais importantes de Itália, depois devastado por um incêndio em 1991. Foram precisos anos de batalhas e restauros para o devolver ao esplendor original, e hoje está novamente vivo, com uma programação que vai da ópera ao ballet, dos concertos sinfónicos aos musicais. O que impressiona é como os bareses estão ligados a este lugar. Não é apenas um teatro, é parte da sua identidade. Se passares por aqui, tenta espreitar o interior, mesmo que seja só para admirar o teto afrescado e aquele candelabro enorme que parece suspenso no tempo. E se conseguires, compra um bilhete para um espetáculo: a acústica é fenomenal, dizem, e a emoção de estares sentado onde cantaram Caruso ou Callas é palpável. Pessoalmente, acho que o Petruzzelli ensina uma lição importante: que a beleza, mesmo quando parece perdida, pode sempre voltar a brilhar.

Teatro Petruzzelli

Pinacoteca Metropolitana Corrado Giaquinto

Pinacoteca Metropolitana Se pensa que Bari é apenas mar e focaccia, prepare-se para uma surpresa. A Pinacoteca Metropolitana "Corrado Giaquinto" é um daqueles lugares que faz perceber o quão estratificada é a história artística desta cidade. Encontra-se no Palazzo della Provincia, mesmo no lungomare Nazario Sauro, e só o edifício em si – um palácio do século XIX – já vale uma paragem. Entra e é recebido por um silêncio abafado, longe do caos do centro. A coleção é uma verdadeira viagem pela pintura da Apúlia desde a Idade Média até ao século XX. Não espere apenas pinturas sacras, embora haja obras-primas como a Madonna com Bambino de Paolo Veneziano. O que impressiona é a secção dedicada ao século XIX e ao início do século XX, com obras de artistas locais que muitas vezes são esquecidos nos grandes circuitos. Perdi-me diante das pinturas de Corrado Giaquinto, a quem a pinacoteca é dedicada: há uma luz, uma reprodução das cores que parece capturar exatamente a atmosfera da Apúlia. Depois há as cerâmicas de Laterza e Grottaglie, uma peça de artesanato que conta outra faceta do território. O espaço não é enorme, visita-se numa hora ou pouco mais, mas está bem cuidado. Uma coisa que apreciei? As janelas que dão diretamente para o mar Adriático: entre uma sala e outra, um olhar para o azul e parece que respiramos fundo. Perfeito para uma pausa cultural quando o sol está muito forte. Atenção aos horários: normalmente fecha à segunda-feira, é melhor verificar sempre antes.

Pinacoteca Metropolitana "Corrado Giaquinto"

Succorpo da Catedral

Succorpo da CatedralSe pensa que já viu tudo na Catedral de São Sabino, prepare-se para uma surpresa. O Succorpo da Catedral é aquele tesouro subterrâneo que muitos visitantes passam perto sem saber. Acede-se por uma porta lateral, quase escondida, e ao descer as escadas parece que se entra noutra dimensão. Não é apenas uma cripta, mas uma verdadeira viagem arqueológica que percorre as estratificações históricas de Bari. Vêem-se os restos de uma basílica paleocristã, depois uma igreja bizantina, e por fim os alicerces da catedral românica que conhecemos hoje. A sensação é estranha: caminha-se sobre pavimentos com mais de mil anos, tocam-se paredes que viram passar peregrinos, normandos, suevos. A atmosfera é recolhida, quase íntima, longe do barulho da praça. Pessoalmente, impressionou-me o pavimento em mosaico com motivos geométricos bem conservados: parece um tapete antigo que ninguém nunca pisou realmente. Há também um pequeno altar, simples, que transmite uma sensação de paz. Não espere decorações sumptuosas ou afrescos: aqui a beleza está na pedra nua e na história que conta. Talvez seja precisamente esta essencialidade que torna o local tão autêntico. Uma sugestão? Vá com calma, deixe que o olho se habitue à penumbra e descubra os detalhes: as incisões nas colunas, os fragmentos de capitéis, os vestígios de cores antigas. É um pedaço de Bari que poucos conhecem, e talvez por isso ainda mais precioso.

Succorpo da Catedral

Museu Arqueológico de Santa Escolástica

Museu Arqueológico de Santa EscolásticaSe pensa que Bari é apenas mar e focaccia, prepare-se para mudar de ideias. O Museu Arqueológico de Santa Escolástica é um daqueles lugares que faz perceber o quão estratificada é a história desta cidade. Fica mesmo à beira-mar, a dois passos do Fortim de Santo António, numa posição que por si só já vale a visita: de um lado o azul do Adriático, do outro as muralhas antigas. A entrada é gratuita, algo que não é garantido, e recebe-o num espaço moderno e bem organizado. O que mais me impressionou? Os artefactos vêm diretamente das escavações debaixo do próprio museu. Não são peças que chegaram sabe-se lá de onde: literalmente caminha-se sobre a história que está a ver. Vêem-se vestígios da época romana, medieval, até ao século XIX, com cerâmicas, moedas e objetos do quotidiano que contam uma Bari vivida e laboriosa. Há uma secção dedicada ao porto antigo que me fez imaginar os navios que aqui atracavam há séculos. Talvez não seja um museu enorme, mas a sua força está precisamente nesta ligação visceral com o lugar. Ao sair, fica aquela sensação de ter visto algo autêntico, não uma coleção asséptica. Recomendo combinar a visita com um passeio ao longo do baluarte, para continuar a respirar aquele ar de fronteira entre terra e água.

Museu Arqueológico de Santa Escolástica

Museu Nicolaiano

Museu NicolaianoSe pensas que a Basílica de São Nicolau é o único lugar a visitar para conhecer a história do santo padroeiro de Bari, estás enganado. O Museu Nicolaiano, situado mesmo ao lado da basílica, é uma pequena joia que os turistas apressados muitas vezes perdem, mas que vale absolutamente a pena. Não é um museu enorme ou dispersivo: desenvolve-se em dois andares e reúne objetos ligados ao culto de São Nicolau, provenientes de doações de fiéis e instituições ao longo dos séculos. O que me impressionou de imediato é a atmosfera: não é fria ou distante como certos museus, sentes quase a devoção que moveu as pessoas a doar estas peças. No rés-do-chão encontras pratas, paramentos sagrados e relicários de grande valor, alguns verdadeiramente elaborados. Subindo, a secção dedicada às pinturas e aos ícones é talvez a mais sugestiva: não esperes apenas obras antigas, há também trabalhos modernos que reinterpretam a figura do santo. Pessoalmente, achei fascinante um pequeno modelo em madeira da basílica, minuciosamente detalhado. A montagem é simples, sem muitos floreados, e as legendas são claras. É um museu que se visita numa hora, no máximo uma hora e meia, e é perfeito para quem quer aprofundar a dimensão espiritual e artística do culto nicolaiano, para além da majestade da basílica. Um conselho: verifica sempre os horários de abertura antes de ires, porque por vezes podem variar.

Museu Nicolaiano

Teatro Margherita

Teatro MargheritaChegando pela marginal, o Teatro Margherita impressiona imediatamente pela sua localização: parece flutuar sobre a água, suspenso entre o porto antigo e o mar aberto. Construído no início do século XX em estilo liberty, este edifício branco de linhas elegantes teve várias vidas: primeiro teatro, depois cinema, chegando mesmo a ser quartel durante a guerra. Durante décadas permaneceu fechado, quase esquecido, até à restauração que o devolveu à cidade como espaço expositivo para arte contemporânea. Ao entrar, impressiona a luz que entra pelas grandes janelas viradas para o Adriático - uma vista que por si só vale a visita. Os interiores conservam vestígios do passado, como as decorações originais do teto, mas hoje acolhem exposições temporárias frequentemente dedicadas a artistas puglieses ou a temas ligados ao Mediterrâneo. Não espere um teatro tradicional com palco e poltronas de veludo: aqui a arte dialoga constantemente com a paisagem marítima lá fora. Pessoalmente, acho que o contraste entre a arquitetura histórica e as instalações modernas cria uma atmosfera única, embora por vezes as exposições possam ser um pouco demasiado experimentais para todos os gostos. Vale a pena verificar a programação antes de ir, porque quando não há exposições a decorrer o edifício pode estar fechado ao público. Um detalhe que adoro: a esplanada exterior, onde se pode parar para observar os barcos de pesca a regressar ao porto enquanto o sol se põe por trás da cidade velha.

Teatro Margherita

Teatro Piccinni

Teatro PiccinniSe você pensa que Bari é apenas mar e focaccia, o Teatro Piccinni fará você mudar de ideia. Este teatro, que leva o nome do compositor barese Niccolò Piccinni, é uma autêntica joia neoclássica que muitas vezes escapa aos roteiros turísticos mais comuns. Localiza-se na via XX Settembre, a dois passos do animado corso Vittorio Emanuele, mas cruzar sua porta é como dar um salto no tempo. A fachada, sóbria e elegante, não prepara para o espetáculo que se encontra dentro: o interior é um triunfo de estuques dourados, veludos vermelhos e camarotes de madeira que parecem suspensos no tempo. A sala em forma de ferradura, com seus quatro andares de camarotes, tem uma acústica excepcional que ainda hoje surpreende músicos e espectadores. Não é um museu empoeirado, porém: é um teatro vivo, que recebe temporadas de teatro, concertos e festivais. Eu o descobri quase por acaso, procurando abrigo de um aguaceiro, e me apaixonei. O legal é que muitas vezes pode-se visitar também durante o dia, talvez aproveitando uma visita guiada que revela curiosidades, como o fato de que aqui estreou em 1854 a ópera 'Il trovatore' de Verdi, ou que durante a Segunda Guerra Mundial foi até mesmo adaptado como cinema. A atmosfera é íntima, aconchegante, distante da grandiosidade às vezes fria de outros teatros. Recomendo verificar a programação: assistir a um espetáculo aqui, com aquele palco histórico e aquela atmosfera, é uma experiência que vai além da simples visita. Perfeito para quem busca um canto de cultura autêntica, longe da multidão.

Teatro Piccinni

Farol da Ponta de São Cataldo

Farol da Ponta de São CataldoSe procura um ponto de vista privilegiado sobre Bari, o Farol da Ponta de São Cataldo é uma paragem que não pode mesmo perder. Este farol histórico, construído em 1869, situa-se na extremidade do molhe exterior do porto novo, projetado para o mar Adriático com uma presença imponente. A sua torre em pedra branca, com cerca de 30 metros de altura, é um símbolo reconhecível da orla marítima de Bari. A localização é estratégica: daqui, a vista abrange 360 grads, abraçando o passeio marítimo Nazario Sauro, a Cidade Velha com a Basílica de São Nicolau, e as águas azuis que se perdem no horizonte. Nem sempre é visitável por dentro, mas apenas admirá-lo do exterior vale a caminhada. A atmosfera aqui é especial, sobretudo ao pôr do sol, quando a luz dourada acaricia a pedra e o som das ondas se mistura com o vai e vem do porto. É um lugar suspenso entre passado e presente, onde a função prática de guia para os navios se funde com um fascínio romântico. Pessoalmente, gosto de pensar nos marinheiros que, durante décadas, encontraram aqui um ponto de referência. À volta, a área é bem cuidada, com bancos para se sentar e desfrutar da brisa marinha. Atenção: por vezes o vento pode ser forte, é melhor levar um casaco. Se tiver sorte, poderá ver algum barco de pesca a regressar na hora certa, cena que acrescenta um toque de autenticidade. Um detalhe curioso: o farol ainda está ativo, com a sua luz a piscar na noite, embora hoje esteja automatizado. Para mim, representa um pedaço de história viva de Bari, longe das multidões mais turísticas, perfeito para uma pausa contemplativa.

Farol da Ponta de São Cataldo

Praça Giuseppe Garibaldi

Praça Giuseppe GaribaldiA Praça Giuseppe Garibaldi é um daqueles lugares que fazem entender imediatamente a alma de Bari. Não é apenas uma praça, é um ponto de encontro, uma sala de estar ao ar livre onde a história se mistura com a vida de todos os dias. A primeira coisa que impressiona é a sua posição estratégica: fica exatamente entre o passeio marítimo e o centro histórico, como uma ponte ideal entre o mar e a cidade antiga. Não é enorme, mas tem uma atmosfera acolhedora, com bancos à sombra das árvores onde os bareses param para conversar. Ao centro, a estátua de Garibaldi parece observar placidamente o vai e vem, enquanto à volta os edifícios históricos contam histórias de épocas passadas. Gosto de pensar que esta praça é um pouco o coração pulsante da cidade moderna, um lugar onde nos sentimos imediatamente parte do tecido urbano. Vejo-a frequentemente animada: há mães com crianças, estudantes a ler, turistas a consultar o mapa. É um excelente ponto de partida para explorar Bari Vecchia, mas também para fazer uma pausa depois de um passeio pelo passeio marítimo. Pessoalmente, adoro sentar-me aqui ao pôr do sol, quando a luz quente ilumina os edifícios e o ar se enche de vozes e risos. Não é um monumento espetacular, mas tem um fascínio autêntico que nos faz sentir em casa. Alguém poderia dizer que é 'apenas uma praça', mas na minha opinião é precisamente nestes espaços que se capta o verdadeiro caráter de uma cidade.

Praça Giuseppe Garibaldi

Teatro Kursaal Santalucia

Teatro Kursaal SantaluciaSe pensa que Bari é apenas mar e basílicas, prepare-se para uma surpresa: o Teatro Kursaal Santalucia é uma daquelas descobertas que fazem repensar completamente uma cidade. Localiza-se no Corso Vittorio Emanuele II, bem no centro histórico, mas não é de forma alguma óbvio. Construído em 1927, este teatro é um exemplo perfeito de arquitetura art nouveau, com aquela fachada elegante e aquelas decorações que parecem saídas de uma época dourada. Entrar aqui é como dar um salto atrás no tempo, mas sem poeira ou tédio de museu. O interior é pequeno, íntimo, com uma plateia que acomoda cerca de 400 lugares. Não espere um colosso como o Petruzzelli: aqui a atmosfera é diferente, mais recolhida, quase familiar. A programação é variada: espetáculos de prosa, concertos, eventos culturais. Vi uma leitura de poemas puglieses da última vez que passei por lá, e devo dizer que a acústica é surpreendentemente boa. Um detalhe que poucos notam? O teto decorado com motivos florais, típicos do estilo art nouveau, que dão um toque de leveza a todo o ambiente. Talvez não seja o teatro mais famoso de Bari, mas na minha opinião é precisamente este o seu ponto forte: não é invadido por turistas, mantém uma alma autêntica. Recomendo verificar o calendário de eventos antes de ir, porque muitas vezes há iniciativas interessantes, às vezes até gratuitas. Se passar por lá num dia de espetáculo, vale a pena parar: os bilhetes são geralmente acessíveis, e a experiência é decididamente mais envolvente do que muitas atrações mais badaladas. Pessoalmente, gosto de pensar que este teatro é um pouco o símbolo de uma Bari que não para de se reinventar, guardando a sua história.

Teatro Kursaal Santalucia

Palazzo Fizzarotti

Palazzo FizzarottiSe pensas em Bari e só te vêm à mente o passeio marítimo e a Basílica de São Nicolau, prepara-te para uma agradável surpresa. O Palazzo Fizzarotti é uma das arquiteturas mais surpreendentes do centro, um verdadeiro golpe de vista que te faz parar de boca aberta. Fica no Corso Vittorio Emanuele II, bem no coração do bairro Murattiano, e não podes mesmo perdê-lo. O que impressiona logo de cara é a sua fachada: uma explosão de estilo Art Nouveau, com decorações florais, figuras femininas e motivos geométricos que parecem quase dançar sobre a pedra. É diferente de tudo o que esperas ver aqui, e talvez seja exatamente esse o seu charme. O edifício foi encomendado pelo comerciante de tecidos Emanuele Fizzarotti no início do século XX, quando Bari vivia um período de grande expansão e modernidade. Hoje, ao passar por ele, quase parece que sentes o eco daquela época elegante e ambiciosa. Não é um museu visitável por dentro (abriga escritórios), mas a sua beleza é toda externa, gratuita e sempre acessível. Eu passo por lá muitas vezes e cada vez descubro um novo detalhe: um rosto esculpido, uma folha de ferro forjado, uma varanda trabalhada de forma incrível. É a prova de que Bari sabe surpreender mesmo onde menos esperas, misturando história, mar e uma boa dose de elegância antiga. Recomendo vê-lo à luz do pôr do sol, quando o sol quente da Apúlia acaricia as decorações e as faz brilhar como ouro. Uma dica prática? Fica a dois passos de outras atrações como o Teatro Petruzzelli e a Piazza Aldo Moro, por isso é muito fácil incluí-lo num passeio a pé pelo centro. Talvez não seja a primeira coisa que os guias turísticos mencionam, mas na minha opinião é um daqueles lugares que tornam a cidade única, longe dos clichés habituais.

Palazzo Fizzarotti

Museu Diocesano de Bari

Museu DiocesanoSe pensas que Bari é apenas mar e focaccia, prepara-te para uma surpresa. O Museu Diocesano, encravado no coração do centro histórico mesmo ao lado da Catedral de São Sabino, é um daqueles lugares que te faz mudar a perspetiva sobre a cidade. Não é um museu enorme, e talvez seja exatamente essa a sua força: aqui não te perdes em salas infinitas, mas concentras-te em peças escolhidas de uma história milenar. A entrada é discreta, quase se confunde com as muralhas antigas, mas ao cruzar a porta respira-se uma atmosfera de recolhimento. A coleção está alojada nos ambientes do antigo seminário, e só isso já torna a visita especial: caminhas por corredores que formaram gerações de sacerdotes. A peça principal? O Tesouro da Catedral, com ostensórios, cálices e paramentos sagrados que brilham com ouro e pedras preciosas. São objetos que viram passar séculos de orações e cerimónias. Depois há as tábuas pintadas, os manuscritos iluminados, as esculturas em madeira. A mim impressionaram-me particularmente alguns ex-votos marítimos – pequenas tábuas que contam histórias de tempestades escapadas e graças recebidas, uma ligação tangível entre a fé e a vida marítima dos bareses. Não esperes explicações hiper-técnicas de grande museu; as legendas são essenciais, às vezes tens de confiar na tua curiosidade. Mas talvez seja melhor assim: deixa-te espaço para observar ao teu ritmo. Uma nota prática: verifica sempre os horários de abertura online antes de ires, porque podem variar. E se visitares a catedral (coisa que recomendo vivamente), o bilhete combinado para ambos é muitas vezes conveniente. Este museu não é uma paragem obrigatória para quem tem pressa, mas para quem quer compreender a alma mais profunda e devota de Bari, é uma paragem imperdível. Afasta-te por uma hora do caos do passeio marítimo e oferece-te um mergulho num património de beleza e silêncio.

Museu Diocesano

Museu Cívico de Bari

Museu Cívico de BariSe você acha que Bari é apenas mar e focaccia, o Museu Cívico vai fazer você mudar de ideia. Localizado num palácio histórico no coração do centro, este museu é um verdadeiro baú que conta a cidade através dos séculos. Não espere um lugar enorme e disperso: aqui tudo é concentrado, e na minha opinião é uma vantagem. A coleção abrange desde achados arqueológicos da época romana e medieval até pinturas, cerâmicas e documentos dos séculos XIX e XX. O que me impressionou é como consegue unir peças de história aparentemente distantes, criando um fio narrativo claro. Entre as coisas que lembro melhor está a seção dedicada à Bari antiga, com achados que fazem você imaginar a vida quotidiana de séculos atrás. Depois há as salas com obras de arte e objetos que testemunham o passado mais recente, até o século XX. O museu não é apenas uma coleção de coisas velhas: é uma maneira de entender como Bari se tornou o que é hoje. A atmosfera é acolhedora, quase íntima, e permite que você observe com calma. Talvez não seja o lugar mais famoso da cidade, mas na minha opinião vale a pena dedicar uma horinha, especialmente se você quiser ir além dos cartões-postais. Uma dica: verifique sempre os horários de abertura antes de ir, porque às vezes os museus cívicos têm fechamentos inesperados. E se tiver sorte, pode encontrar alguma exposição temporária interessante.

Museu Cívico de Bari