Museu Regional de Messina: obras-primas de Caravaggio e Antonello

O Museu Regional Interdisciplinar de Messina (MuMe) é o segundo maior museu do Sul da Itália, com 5.000 m² de exposição. Na sua coleção destacam-se obras-primas absolutas como a Adoração dos Pastores e a Ressurreição de Lázaro de Caravaggio e o Políptico de São Gregório de Antonello da Messina. O percurso expositivo, organizado por cores, guia o visitante da Idade Média ao século XIX.
• Admire os dois Caravaggio de 1609
• Admire o Políptico de Antonello de 1473
• Descubra as obras de Montorsoli e Gagini
• Visite o jardim com artefatos de pedra


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Copertina itinerario Museu Regional de Messina: obras-primas de Caravaggio e Antonello
Instalado numa antiga fiação do século XIX, o MuMe abriga 750 obras do século XII ao XVIII, incluindo duas telas de Caravaggio e o Políptico de Antonello da Messina.

Informações importantes


Uma joia inesperada

Entrar no Museu Regional de Messina é como abrir um baú. Instalado numa antiga fiação do século XIX, o MuMe recebe-te com um pátio lajeado onde estátuas e capitéis parecem contar histórias de um passado distante. Lá dentro, 750 obras dos séculos XII ao XVIII esperam por ti, mas são duas as verdadeiras emoções fortes: a Ressurreição de Lázaro de Caravaggio e o Políptico de São Gregório de Antonello da Messina. Não há multidão, há silêncio e espaço para se deixar levar pela emoção. A luz filtra através das grandes janelas e parece pintar as telas. Um lugar que te entra dentro.

A longa história do museu

Fundado em 1806 como Museu Cívico pela Real Academia Peloritana, sofreu um destino atormentado. O terremoto de 1908 destruiu a sede original e muitas obras foram perdidas. A partir de 1914, as coleções foram reunidas aqui, na área da Spianata dei Greci, primeiro em uma antiga filanda e depois no novo prédio moderno. Inaugurado em 2017, hoje o museu é uma joia da arquitetura contemporânea perfeitamente integrada aos antigos restos. Um percurso feito de renascimento e paixão.

As duas obras-primas de Caravaggio

Na sala X, a atmosfera muda. Aqui estão as duas telas que Caravaggio pintou durante sua estadia em Messina em 1609: a Ressurreição de Lázaro e a Adoração dos Pastores. A primeira é enorme, 3 metros por 2, e impressiona pelo contraste entre o corpo exânime de Lázaro e a luz que irrompe. A segunda é mais íntima, com a Virgem olhando o filho com ternura. Ambas foram restauradas e hoje brilham como novas. Ver o traço de Caravaggio tão de perto é uma emoção única.

O políptico de Antonello e o percurso a cores

O Políptico de São Gregório (1473) é a joia do Renascimento siciliano. Antonello da Messina pintou-o para um mosteiro e hoje domina uma sala só para ele. A Virgem com o Menino ao centro, os santos nas laterais, e em cima a Anunciação: cada detalhe é perfeição. O museu está organizado por cores: azul para a Idade Média, verde para o Primeiro Renascimento, vermelho para o Maneirismo, castanho para Caravaggio. Uma forma genial de seguir a história da arte sem se confundir.

Por que vale a pena visitar

Três motivos para não perder. Primeiro: as obras-primas absolutas de Caravaggio e Antonello, que por si só justificam a viagem. Segundo: a coleção de ourivesaria siciliana do século XV ao XIX, com peças preciosas como o Ramo florido em ouro e esmeraldas. Terceiro: o jardim externo com estátuas e sarcófagos, um museu a céu aberto que conta a história da cidade destruída pelo sismo. E o bilhete custa apenas 9 euros: uma pechincha.

O melhor momento para ir

De manhã cedo, por volta das 9:00, quando as salas estão quase vazias e a luz rasante acaricia as obras. Evite o fim de semana se puder: no domingo o museu fecha às 13:00, mas os horários mudam frequentemente, é melhor verificar o site. No verão, o final da tarde é ideal porque depois da visita você pode desfrutar da orla ao pôr do sol. Leve um casaco: o ar condicionado é forte.

Nas redondezas: Duomo e Fonte do Netuno

A poucos passos, a Catedral de Messina com sua torre sineira e relógio astronómico: todos os dias ao meio-dia as estátuas movem-se e a multidão fica de boca aberta. Um pouco mais adiante, a Fonte do Netuno de Montorsoli: o original Cila está no museu, mas a cópia é majestosa e dá para o Estreito. Perfeito para um passeio a pé antes ou depois da visita ao MuMe.

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💡 Talvez você não soubesse que…

Uma curiosidade: após o terremoto de 1908, o Juízo Universal de Alibrandi foi recuperado em 280 fragmentos e restaurado com paciência minuciosa. Hoje está exposto no museu como símbolo da resiliência messinesa.