Bem-vindo ao mundo subterrâneo das Grutas de Castellana
Desça os primeiros degraus da Grave, a humidade envolve-o e percebe logo que está noutro mundo. As Grutas de Castellana são um labirinto de cavernas, desfiladeiros e concreções que se estende por 3 km a 70 metros de profundidade. A primeira sala, a Grave, é um panteão natural com 50 metros de largura e 60 de profundidade: uma abertura que sempre existiu. Mas é no final do percurso que surge a reviravolta: a Gruta Branca, com as suas paredes de alabastro cândido que brilham como neve. Aqui o tempo parece parar. A temperatura é constante cerca de 16°C, a humidade aproxima-se dos 90%. Um lugar que o deixa de boca aberta, mesmo que não seja amante de grutas.
A descoberta e a história
Até 1938, ninguém sabia o que se escondia sob Castellana. Foi Franco Anelli, espeleólogo, que explorou o sistema em 23 de janeiro daquele ano. Dois anos depois, descobriu a Gruta Branca, que o Presidente Luigi Einaudi definiu como “a mais bela do mundo” em 1952. Desde então, as grutas foram abertas ao público e atraíram milhões de visitantes. Em 2000, foi inaugurado o Museu Espeleológico com o seu nome. Aqui estão os momentos-chave:
Uma viagem entre estalactites e cânions
O percurso parte da Grave e serpenteia por salas de nomes fantásticos: a Gruta Negra (com o estranho fungo preto Scolecobasidium anellii), o Cavernão dos Monumentos, a Caverna da Coruja. Depois passa pelo Corredor do Deserto, um verdadeiro cânion subterrâneo de cores avermelhadas. Chega-se à Torre de Pisa, uma estalagmite torta, e finalmente à Gruta Branca, com estalactites excêntricas e “fatias de bacon” de alabastro. Podes escolher o percurso curto (1 km, 50 min) ou o longo (3 km, 2 horas). Ambos são guiados e adequados para todos, mas traz sapatos confortáveis porque o chão é escorregadio.
A vida escondida nas grutas
Não só rochas: as Grutas de Castellana abrigam uma fauna surpreendente. Existem 5 espécies de morcegos (como Miniopterus schreibersii e Rhinolophus ferrumequinum) e insetos raríssimos como o besouro cego Italodytes stammeri ou o pseudoescorpião Hadoblothrus gigas. A Gruta Negra deve sua cor a um fungo microscópico. Mesmo que você não veja animais durante a visita turística (eles são tímidos), saber que existem acrescenta fascínio. O ambiente é extremo: escuridão total, umidade altíssima, temperatura estável. Um ecossistema único que sobrevive há milênios.
Três motivos para não perdê-las
1. A Gruta Branca: considerada a mais bela do mundo pelo seu alabastro cândido, é uma experiência que você não esquecerá. 2. Percurso adequado para todos: não precisa ser espeleólogo; guias experientes acompanham você por trilhas equipadas, com elevadores para subir. Crianças são bem-vindas (grátis abaixo de 6 anos, desconto dos 6 aos 14). 3. Fresco no verão: com os 16°C internos, é o refúgio perfeito quando o sol lá fora está forte. Recomendo reservar online para evitar filas.
O melhor momento para visitá-las
As grutas estão abertas o ano todo (de terça a domingo, fechado às segundas, Natal e Ano Novo). O momento mais sugestivo? De manhã cedo, quando os grupos ainda são poucos e você pode desfrutar do silêncio quase religioso das cavernas. Se puder, escolha a primavera ou o outono: o clima externo é ameno e você pode combinar a visita com um passeio nas redondezas. No verão, o frescor das grutas é uma bênção, mas espere mais multidão. Atenção aos horários: última entrada geralmente às 16:00, mas verifique no site.
O que fazer após a visita
A poucos passos da entrada está o Museu Espeleológico Franco Anelli, com laboratórios didáticos e um observatório astronômico (o Observatório Sirius) que organiza visitas noturnas de verão: uma forma de olhar as estrelas depois de estar debaixo da terra. Se você tiver tempo, visite o centro de Castellana Grotte, com seus trulli e a culinária da Puglia: experimente o orecchiette ou a focaccia barese. Outra ideia? O Parque das Grutas oferece trilhas naturais para completar o dia.