O que ver em Rimini: história, mar e parques temáticos

🧭 O que esperar

  • Ideal para quem busca uma viagem entre cultura, mar e diversão
  • Pontos fortes: monumentos romanos bem preservados, orla marítima equipada, parques temáticos de qualidade
  • Adequado para famílias, casais e viajantes solitários
  • Conselho: visite o centro histórico pela manhã e a praia à tarde
  • Imperdível: o Arco de Augusto ao pôr do sol e a Ponte de Tibério iluminada
  • Gastronomia: experimente a piadina romagnola em um dos quiosques à beira-mar

Eventos nas proximidades


Rimini é muito mais que praias e vida noturna: é uma cidade que tem raízes na Roma antiga, com monumentos como o Arco de Augusto e a Ponte de Tibério que contam dois mil anos de história. Mas além do patrimônio cultural, Rimini surpreende com parques temáticos como Itália em Miniatura e Fiabilandia, perfeitos para famílias. Este artigo guia você pelas etapas imperdíveis da cidade, do centro histórico à orla marítima, oferecendo dicas práticas para organizar sua visita. Seja você um apaixonado por história, amante do mar ou em busca de diversão para as crianças, Rimini tem algo para todos. Descubra os lugares símbolo, museus e atrações que tornam esta cidade da Riviera Romagnola um destino completo.

Visão geral



Itinerários nas proximidades


O Arco de Augusto, símbolo de Rimini

Arco de AugustoPasseando pelo centro de Rimini, você se depara com um monumento de quase dois mil anos: o Arco de Augusto. Construído em 27 a.C. pelo Senado romano em homenagem a Otaviano Augusto, é o arco romano mais antigo preservado no norte da Itália. Marcava o fim da Via Flamínia, a estrada que ligava Rimini a Roma, e ainda hoje é um dos símbolos da cidade, junto com a Ponte de Tibério.

A primeira coisa que chama a atenção é a largura do vão: tão amplo que não podia ser fechado com portas. Era uma mensagem política: a Paz Augustea, a paz alcançada após séculos de guerras. Feito em pedra da Ístria, o arco é decorado com quatro clípeos (medalhões) representando divindades: Júpiter e Apolo olham para Roma, Netuno e a deusa Roma para a cidade. Em ambos os lados, destacam-se duas cabeças de boi, símbolo de força e poder.

Elevando o olhar, nota-se a ameia medieval em tijolos, acrescentada por volta do século X, depois que o ático original desabou talvez devido a um terremoto. Originalmente, no topo, havia uma estátua de bronze de Augusto, hoje perdida. O arco fazia parte das muralhas da cidade, mas na década de 1930 foi isolado com a demolição dos edifícios ao redor para valorizá-lo como monumento. Felizmente, durante a Segunda Guerra Mundial, uma explosão não o danificou gravemente.

Visitá-lo é gratuito e pode ser feito a qualquer momento. Fica na Largo Júlio César, no início da Corso d’Augusto. Um detalhe que me fascinou: no pavimento, no centro do arco, há um prego que marca o cruzamento entre a Via Flamínia e a Via Emília. Um pequeno segredo para quem ama histórias antigas.

Arco de Augusto

Ponte de Tibério: um salto na Roma Antiga

Ponte de TibérioSe há um lugar em Rimini que te faz viajar no tempo sem precisar de uma máquina do tempo, é a Ponte de Tibério. Construída em pedra da Ístria entre 14 e 21 d.C. sob os imperadores Augusto e Tibério, esta ponte romana ainda hoje é perfeitamente transitável. Com seus cinco arcos e 74 metros de comprimento, parece ter saído de um filme de época. A particularidade? Os pilares com esporões corta-águas oblíquos, projetados para domar a corrente do rio Marecchia. E adivinha? Resistiu a terremotos, guerras e até à tentativa de demolição pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje é pedonal e liga o centro histórico ao característico Borgo San Giuliano, famoso pelos murais dedicados a Fellini. Nas proximidades, a Praça sobre a Água oferece uma vista espetacular, e se passares à noite, admira a nova iluminação que realça cada detalhe. Em suma, um mergulho na história que não esperavas.

Ponte de Tibério

Castel Sismondo: a fortaleza malatestiana que hoje abriga o Museu Fellini

Castel SismondoSe você passar por Rimini, não pode perder Castel Sismondo, a imponente fortaleza encomendada por Sigismondo Pandolfo Malatesta a partir de 1437. Projetada talvez por Filippo Brunelleschi, esta fortaleza-palácio é uma joia do Renascimento: torres quadradas, muralhas em talude, e uma atmosfera que o transporta de volta no tempo. O edifício se estende por 3.300 m² divididos em quatro partes: Palácio de Isotta, corpo central, pátio grande e Maschio com escada helicoidal. Não é apenas história: desde 2021, suas salas abrigam uma ala do Museu Fellini, um museu imersivo onde reviver os sets dos filmes mais icônicos do diretor. Entre as instalações, a Fonte de Trevi de A dolce vita e a neblina de Amarcord. O castelo pode ser visitado apenas com o bilhete do museu (inteiro 12€, reduzido 8€), e os horários mudam conforme as estações: de junho a agosto aberto ter-dom 10-19; de setembro a maio ter-sex 10-13 e 16-19, sáb-dom 10-19. Estacionamentos nas proximidades e acessibilidade para pessoas com deficiência. Conselho: reserve uma visita guiada (8€ extra) para descobrir os segredos do passado carcerário e os antigos afrescos. Um lugar que une história, arte e cinema de forma surpreendente.

Castel Sismondo

Museu da Cidade Luigi Tonini: uma viagem no tempo em Rimini

Museu da cidade de Rimini Luigi ToniniSe pensas que Rimini é só praia e vida noturna, o Museu da Cidade “Luigi Tonini” vai fazer-te mudar de ideia. Instalado no antigo Colégio dos Jesuítas, um elegante edifício setecentista projetado por Alfonso Torreggiani, este museu é o guardião da história milenar da cidade. Passeando pelas suas salas – inauguradas em 1990 – mergulhas numa narrativa que vai da pré-história ao século XX.

No piso subterrâneo, a secção arqueológica é uma verdadeira preciosidade: guarda os artefactos da Domus do Cirurgião, descoberta em 1989 na praça Ferrari, com mais de 150 instrumentos cirúrgicos romanos, um dos conjuntos médicos mais completos do mundo. Ao lado, mosaicos de pavimento de rara beleza, como o que representa a chegada de navios ao porto de Ariminum. Subindo a escadaria setecentista, a pinacoteca espera-te com as obras-primas da Escola Riminesa do Trezentos, influenciada por Giotto, e obras de Giovanni Bellini, Domenico Ghirlandaio, Guercino e Guido Cagnacci. Imperdível a Pietà de Bellini e o retábulo de São Vicente Ferrer de Ghirlandaio.

O museu dedica também espaços ao século XX: a sala do Livro dos Sonhos expõe dois álbuns originais de Federico Fellini, cheios de esboços e apontamentos que inspiraram os seus filmes, enquanto uma secção é reservada ao designer gráfico René Gruau. No pátio-jardim, o lapidário romano com inscrições do século I a.C. ao V d.C. é um canto sugestivo onde às vezes se realizam casamentos civis.

Visitá-lo é simples: horários divididos entre inverno (ter-sex 10-13 e 16-19, sáb-dom 10-19) e verão (sempre 10-19, com aberturas noturnas às quartas e sextas em julho-agosto). Bilhete inteiro 7€, reduzido 5€, gratuito no primeiro domingo do mês. Com o mesmo bilhete podes também aceder à vizinha Domus do Cirurgião. Um conselho de insider: não percas o fresco do Juízo Final na sala homónima, usada para eventos culturais.

Museu da cidade de Rimini Luigi Tonini

Teatro Amintore Galli: uma joia neoclássica imperdível

Teatro Amintore GalliSe você passar por Rimini, o Teatro Amintore Galli merece absolutamente uma visita. Inaugurado no verão de 1857 com o nome de Teatro Nuovo, foi imediatamente protagonista de um evento único: Giuseppe Verdi regeu pessoalmente a estreia absoluta da ópera Aroldo, composta especialmente para a ocasião. Um feito que torna este teatro especial (o único na Itália a ter sediado uma estreia verdiana). Projetado pelo arquiteto modenense Luigi Poletti, é uma obra-prima do neoclássico, com uma fachada imponente, colunas coríntias e um amplo pórtico. No interior, a sala em ferradura tem quatro ordens de camarotes (23 por ordem) e nenhum camarote real, uma escolha feita para dar um ar democrático ao espaço. Após os bombardeios de 28 de dezembro de 1943, o teatro permaneceu por décadas em ruínas: apenas a fachada e o foyer se salvaram. Reaberto em 28 de outubro de 2018, após uma longa e cuidadosa reconstrução, hoje é novamente o coração cultural da cidade, com uma temporada que vai da ópera à prosa, da música à dança. Ao visitá-lo, notará os detalhes restaurados, como os estuques e as pinturas do foyer (retocados recentemente em 2025). Você também pode acessar a área arqueológica sob o teatro, onde durante as escavações surgiram os restos de uma basílica paleocristã, hoje parte de um pequeno museu multimídia. O teatro fica na Piazza Cavour, facilmente acessível a pé da estação (20 minutos) ou com os ônibus (linhas 11, 124, 20, METROMARE). É acessível com rampas e serviços para pessoas com deficiência. Enfim, um pedaço da história de Rimini que vale a pena descobrir.

Teatro Amintore Galli

Piazza Cavour: o coração histórico de Rimini

Piazza CavourSe há um lugar que encapsula a alma de Rimini, é a Piazza Cavour. Desde a Idade Média era o centro da vida cívica, e ainda hoje conserva esse encanto atemporal. No centro destaca-se a Fonte da Pinha, encomendada em 1543 e admirada por Leonardo da Vinci (sim, parece que ele parou para ouvir o som das suas quinze bicas!). Ao lado, a estátua de Paulo V domina a cena: erguida em 1614, durante a ocupação napoleônica foi disfarçada de São Gaudêncio para não ser fundida.

Ao redor, os palácios do poder: o Palácio da Arengo (1204) com suas janelas poliforadas, o Palácio do Podestà e o elegante Teatro Galli, inaugurado por Verdi em 1857 e reaberto em 2018 após um longo fechamento. No lado oposto, a Velha Peixaria de 1747: uma loggia com bancos de pedra da Ístria, onde outrora se vendia peixe. Hoje é cercada por cafés e bares, e é o ponto de encontro preferido dos jovens à noite.

A praça é pedestre e chega-se facilmente a pé pelo Corso d’Augusto. Se vier de carro, estacione no Estacionamento Gramsci-Santa Rita (1,20 €/hora) ou no gratuito Viale Valturio. De ônibus, as linhas 1, 14, 29 param a poucos minutos. Resumindo, não pode deixar de passar por aqui: seja para um café matinal ou para o aperitivo, a Piazza Cavour é a verdadeira sala de estar de Rimini.

Piazza Cavour

Fonte da Pinha: símbolo de história e água viva

Fonte da PinhaNa Piazza Cavour, coração do centro histórico de Rimini, ergue-se a Fonte da Pinha, um monumento que une a herança romana ao gosto renascentista. A estrutura é um esplendor de mármore branco: duas bacias poligonais quatrocentistas envolvem um tambor central mais antigo, da época romana, coberto de baixos-relevos. Quinze bicas jorram água na segunda bacia, criando uma harmonia que encantou até Leonardo da Vinci. Em 1502, de passagem pela cidade, anotou: «Faz-se uma harmonia com as diversas quedas de água, como viste na fonte de Rimini». Hoje a frase está gravada no monumento, lembrando aquele gênio. A fonte foi a única fonte de água potável para a cidade até 1912, ano da inauguração do aqueduto público. A água vem de um poço distante 900 metros: outrora o conduto era de pedra, depois de ferro fundido, por fim subterrâneo através do Castel Sismondo. A pinha no topo não é original: substituiu em 1809 uma estátua de São Paulo, danificada durante o período napoleônico (hoje conservada no Museu da Cidade). Restauros recentes (2002) limparam a pedra e refizeram o sistema hidráulico, mas a essência permaneceu intacta. Ainda hoje, muitos rimineses param para encher garrafas: a água é boa e fresca. Visitá-la é gratuito, sempre acessível; de carro chega-se pela saída A14 Rimini Sul e estaciona-se nas áreas próximas. Se estiver no centro, dê uma volta: a fonte é um mergulho na história que ainda corre.

Fonte da Pinha

Domus do cirurgião: um mergulho na Rimini romana

Domus do cirurgiãoSe você pensa que Rimini é só praia e agito, prepare-se para mudar de ideia. Sob a Piazza Ferrari, no coração do centro histórico, esconde-se uma joia arqueológica de valor excepcional: a Domus do cirurgião. Descoberta quase por acaso em 1989 durante obras de requalificação urbana, esta casa romana do século II d.C. foi trazida à luz após uma longa escavação, presenteando-nos com um retrato da vida quotidiana da antiga Ariminum. O nome deriva do achado de mais de 150 instrumentos cirúrgicos em bronze e ferro, juntamente com almofarizes e recipientes para medicamentos: um conjunto único no mundo, hoje exposto no Museu da Cidade. O proprietário, um médico de origem grega chamado Eutyches, como sugere um grafite, vivia e trabalhava aqui, numa taberna médica com salas de consulta e internamento de pacientes. A casa, de dois pisos, era suntuosa: destacam-se o triclínio com um mosaico de kántharos e um raro painel de vidro representando peixes, e a sala com o mosaico de Orfeu entre os animais, símbolo do médico que acalma as dores. Por volta de 257 d.C., um violento incêndio, provavelmente durante as incursões dos alamanos, destruiu a domus, mas os escombros preservaram intactos mosaicos, afrescos e móveis. Nos séculos seguintes, a área foi reutilizada: uma residência tardo-antiga, depois sepulturas e, finalmente, habitações medievais. Hoje, o sítio é protegido por uma moderna cobertura de vidro e aço, e é visitado através de passarelas transparentes que fazem você literalmente andar sobre a história. A entrada é combinada com a do Museu da Cidade (bilhete único), onde poderá admirar os instrumentos cirúrgicos e a reconstrução do consultório do médico. Horários: terça a domingo, 10h-13h e 16h-19h (com aberturas noturnas no verão). Uma hora basta para ficar de boca aberta.

Domus do cirurgião

Anfiteatro Romano de Rimini: história entre gladiadores e mar

Anfiteatro RomanoSe você pensa em Rimini, vem à mente o mar, a diversão, a agitação noturna. No entanto, a poucos passos da praia, há um pedaço da história romana que poucos conhecem: o Anfiteatro Romano. Construído no século II d.C. sob o imperador Adriano (uma moeda com sua efígie foi encontrada nas paredes), este anfiteatro podia abrigar entre 10.000 e 12.000 espectadores. Dimensões enormes, comparáveis às do Coliseu: a arena media 76,40 x 47,40 metros, e a estrutura externa se desenvolvia em 60 arcos com cerca de 16-17 metros de altura. Hoje, desse colosso restam apenas os vestígios do setor norte – dois arcos ainda de pé, parte das paredes da arena e alguns degraus – mas a atmosfera ainda é mágica. Caminhando entre as ruínas, quase se ouve o rugido da multidão e o choque dos gladiadores. E saber que o anfiteatro ficava quase à beira-mar – para um efeito cênico deslumbrante na chegada dos navios – torna o local ainda mais sugestivo. Após séculos de abandono (na Idade Média, havia até um lazareto), a área foi redescoberta no século XIX, mas os danos da Segunda Guerra Mundial e a construção do CEIS esconderam boa parte. Ainda hoje não é visitável em sua totalidade, mas o que se vê proporciona um mergulho único no passado. E a melhor parte? A entrada é gratuita e o local está sempre aberto: perfeito para uma parada inesperada entre um dia de praia e um passeio no centro. Não espere uma reconstrução perfeita, mas deixe-se surpreender pelos vestígios de uma Rimini antiga que resiste.

Anfiteatro Romano

Porta Montanara: a antiga porta romana de Rimini

Porta MontanaraSe você passear pela via Garibaldi, a dois passos da praça Mazzini, encontrará um monumento que parece fora do lugar entre vitrines e bares: é a Porta Montanara, a entrada sul da Rimini romana. Não é apenas uma pedra antiga, mas um pedaço de história vivida. Construída por volta de 82 a.C. por ordem de Sila, é o único exemplo no norte da Itália de porta urbana da era silana que chegou até nós. Originalmente com dupla arcada, hoje vemos apenas uma: o outro arco foi murado já no século I-II d.C., e sua silhueta ainda é visível no pavimento, marcada por cubos de sílex.

A porta teve uma vida movimentada. Em 1943, os bombardeios a danificaram gravemente, e seis anos depois decidiu-se demoli-la. Felizmente, foi desmontada pedra por pedra e reconstruída primeiro no pátio do Templo Malatestiano, depois num estacionamento, e finalmente em 2004 voltou quase ao seu lugar, cerca de 40 metros mais ao sul. As pedras amareladas de arenito, com quase 6 metros de altura, contam a resistência do tempo. Hoje é visitável livremente, sempre aberta, e oferece um contraste fascinante com o tráfego moderno.

Se você vier a Rimini, não perca este pedaço de história: é o ponto de partida ideal para o itinerário romano da cidade, que segue para o Arco de Augusto e a Ponte de Tibério. Porta Montanara é também um símbolo do Borgo Sant’Andrea, o bairro que se desenvolve além do cardo máximo. Enfim, um mergulho no passado a dois passos do mar.

Porta Montanara

Palazzo dell’Arengo: símbolo da livre comuna riminesa

Palazzo dell'ArengoCom vista para a Piazza Cavour, o Palazzo dell’Arengo é o mais antigo e imponente dos três palácios históricos que emolduram a praça. Construído a partir de 1204 por ordem do podestà Modio de’ Carbonesi, era o coração político da livre comuna: no rés do chão, sob o pórtico de arcos ogivais (um dos primeiros na Romagna), os notários trabalhavam e a justiça era administrada. Aqui ficava o lapis magnum, uma grande pedra sobre a qual os devedores insolventes eram condenados a bater três vezes com o traseiro nu – uma punição humilhante que ainda hoje faz sorrir os visitantes. Subindo a escadaria externa chega-se ao Salone dell’Arengo, uma enorme sala de 565 m² com teto de treliças e belíssimas janelas poliforas. De 1681 a 1857 a sala foi transformada em teatro: foi aqui que o jovem Carlo Goldoni, estudante em Rimini, assistiu a espetáculos que influenciaram a sua obra. A torre sineira, acrescentada em 1296, servia para anunciar reuniões e condenações, mas também funcionou como prisão. Após restauros oitocentistas e uma importante intervenção entre 1919 e 1923 que restaurou o seu aspeto medieval, hoje o palácio – juntamente com o vizinho Palazzo del Podestà – alberga os Palazzi dell’Arte Rimini (PART), um museu de arte contemporânea. Infelizmente, atualmente está fechado para obras de requalificação, mas vale a pena admirá-lo pelo exterior: a ameia gibelina em cauda de andorinha e o pórtico fazem dele uma paragem imperdível num passeio por Rimini.

Palazzo dell’Arengo

Biblioteca Cívica Gambalunga: uma joia escondida entre os livros

Biblioteca Cívica GambalungaSe você pensa que Rimini é só praia e agitação, está enganado. No centro histórico, entre palácios antigos, há um lugar que cheira a papel e história: a Biblioteca Cívica Gambalunga. É a primeira biblioteca cívica da Itália, fundada em 1619 por Alessandro Gambalunga, um advogado que amava tanto os livros que deixou sua coleção e seu palácio como herança para a cidade. Um gesto revolucionário para a época: aberta a todos, sem distinções. Hoje, ainda se respira essa atmosfera. Você entra e o tempo desacelera. O pátio com o poço de pedra da Ístria, as salas com estantes de nogueira originais do século XVII, e depois dois globos de madeira do século XVII em que não há vestígio da Austrália – porque ainda não havia sido descoberta. Incrível, não é? A biblioteca preserva mais de 286.000 volumes, entre eles 1.350 códices iluminados. E não se preocupe: a entrada é gratuita. Se vier no sábado de manhã, pode visitar as salas históricas. É um lugar que fala de cultura, mas também de vida cotidiana: estudantes que estudam, jovens que leem quadrinhos na nova seção, famílias. Você não espera, mas é uma das coisas mais autênticas de Rimini. Endereço: via Gambalunga 27. Horários: seg-sex 8:00-19:00, sáb 8:00-13:00; no verão apenas de manhã. Info: 0541 704486, bibliotecagambalunga.it.

Biblioteca Cívica Gambalunga

Farol de Rimini: um símbolo entre história e mar

Farol de RiminiO Farol de Rimini, com mais de 27 metros de altura, é muito mais do que um simples sinal marítimo: é um pedaço de história que se destaca no porto-canal. Construído em 1764 – embora alguns documentos indiquem conclusão em 1754 – nasceu como torre de vigia contra incursões de piratas, antes de se tornar farol de aproximação em 1862. Durante a Segunda Guerra Mundial foi gravemente danificado e depois reconstruído em 1947. Sua torre branca quadrangular sobre base tronco-piramidal e o terraço tornam-no inconfundível. Subindo três rampas de escadas chega-se aos andares superiores, onde outrora descansava o guardião; hoje há equipamentos modernos. Uma escada em caracol leva à lanterna, com lentes de Fresnel e uma lâmpada reserva. Do topo desfruta-se de uma vista deslumbrante sobre o mar, o porto e as colinas com o Monte Titano. O farol geralmente está fechado, mas abre em ocasiões especiais como o Dia do Mar (11 de abril) ou eventos como a Bienal do Mar. Para visitá-lo, pode-se contatar urp@marina.difesa.it ou a associação “Il mondo dei fari APS”. O porto-canal ao redor é perfeito para passeios, entre barcos e a estátua da “Noiva do Marinheiro”.

Farol de Rimini

Itália em Miniatura: uma viagem em escala reduzida

Itália em MiniaturaAbrir as portas da Itália em Miniatura significa cruzar o limiar de um sonho: desde 1970, Ivo Rambaldi transformou 85.000 metros quadrados numa Itália à escala 1:25, onde pode passear de Veneza a Pompeia em poucos minutos. As reproduções são cuidadíssimas: o Coliseu, o Duomo de Milão, a Torre de Pisa e mais de 270 monumentos, todos com detalhes incríveis. O Grande Canal veneziano é navegável em gôndola (e Casanova serve de cicerone), enquanto a atração Veneza em miniatura tem água verdadeira. Para os mais pequenos, a Escola de Condução Interativa ensina as regras da estrada com carrinhos falantes – e no final recebem uma mini-carta de condução. Não faltam as diversões: a Montanha-russa Arco-Íris oferece uma vista panorâmica, a Velha Serraria é uma descida em canoas em forma de tronco entre rápidos artificiais, e em Castelo Sismondo combate-se com canhões de água. Sob o sol escaldante, a sombra das árvores bonsai (são 5.000!) oferece um pouco de frescura. Atenção aos horários: o parque abre às 10h, mas as atrações fecham 45 minutos antes do parque. O bilhete custa 23 euros, reduzido para 17 para crianças com menos de 140 cm, e é válido por dois dias. Leve sapatos confortáveis: são necessárias pelo menos 4 horas para ver tudo, mas o tempo voa entre um selfie na Fonte de Trevi e um passeio entre os papagaios do Pappamondo. Resumindo, é o lugar perfeito para cansar as crianças (e surpreender os adultos).

Itália em Miniatura

Fiabilandia: o parque de contos de fadas em Rimini

FiabilandiaFiabilandia é um parque de diversões histórico em Rimini, inaugurado em 1965. Estende-se por 150.000 m² de área verde, com um lago central habitado por patos e tartarugas. Está dividido em áreas temáticas: medieval, oriental, piratas, faroeste e vila mágica. As atrações são pensadas para famílias com crianças de 2 a 10 anos, mas os mais velhos também encontram diversão.

O Castelo do Mago Merlin é o ícone do parque: uma dark ride a bordo de corujas que te leva a um mundo encantado. A Mina de Ouro é um family coaster em carrinhos de mina, perfeito para pequenos aventureiros. Para os mais destemidos, há Spacemouse, uma spinning coaster com altura mínima de 130 cm. E no verão, não perca a área aquática com escorregadores e o Capitão Nemo Adventure, uma batalha de jatos d’água.

A Baía de Peter Pan é um percurso pedestre entre cenários, enquanto o Vale dos Gnomos é um caterpillar para os mais pequenos. Não faltam espetáculos ao vivo e um cinema 4D. O parque é atento ao ambiente: colabora com o WWF e organiza workshops educativos.

Informações práticas: bilhete inteiro 26€ na bilheteira (23€ online), reduzido para crianças 18€ (15€ online). Estacionamento pago. Aberto de março a outubro com horários variáveis. Tragam fato de banho e muda de roupa para as crianças, porque a água é uma tentação! Recomendo chegar cedo para aproveitar tudo com calma. Fiabilandia é uma experiência que une fantasia e natureza: os meus sobrinhos adoraram o trenzinho e o lago. Um lugar onde os contos de fadas ganham vida.

Fiabilandia