🧭 O que esperar
- Ideal para: viajantes curiosos e amantes da história
- Pontos fortes: Monumento ao Marinheiro, Catedral, Castelo Svevo, Museu Arqueológico
- Imperdível: Cripta de São Brás e Castelo Alfonsino
- Conselho: visite ao entardecer para a orla
- Melhor época: primavera e outono
Eventos nas proximidades
Brindisi é uma cidade que sabe surpreender. Porta do Oriente por séculos, hoje oferece uma mistura de história e vida marítima. Passeando pela orla, você encontra o Monumento ao Marinheiro da Itália, símbolo da cidade. Perto dali, o Castelo Svevo com vista para o porto conta histórias de dominações. O coração é a Catedral, enquanto o Museu Arqueológico F. Ribezzo preserva artefatos da Messápia aos romanos. Não perca a Cripta de São Brás, com seus afrescos. Para uma pausa, a Fonte De Torres ou o Palácio Granafei-Nervegna. E se tiver tempo, o Castelo Alfonsino na ilha de Sant’Andrea. Com este guia, você não perderá os lugares imperdíveis de Brindisi.
Visão geral
- Monumento ao Marinheiro da Itália: o símbolo de Brindisi
- A Catedral de Brindisi: um mergulho na história normanda
- Castelo Suábio de Brindisi: um mergulho na Idade Média entre o mar e histórias de prisões
- O Museu Ribezzo: da pré-história aos bronzes do mar
- Castelo Alfonsino, a fortaleza que flutua sobre o mar
- Novo Teatro Verdi: uma joia suspensa entre arqueologia e espetáculo
- Fonte De Torres: o coração barroco de Brindisi
- Palazzo Granafei-Nervegna: história e arqueologia em Brindisi
- Cripta de São Brás: uma joia bizantina escondida entre Brindisi e San Vito
- Porta Mesagne: história, arquitetura e resistência
- Torre de Punta Penne: história, mar e natureza
- Tanques Limários em Brindisi
- Templo de São Miserino: uma joia paleocristã no campo de Brindisi
- Monumento a Virgílio: uma homenagem moderna ao poeta latino
- San Pietro degli Schiavoni: um mergulho na Brindisi romana
Itinerários nas proximidades
Monumento ao Marinheiro da Itália: o símbolo de Brindisi
- Ir para a ficha: Monumento ao Marinheiro da Itália: leme e cripta em Brindisi
- Piazzale Eroi di Tutte le Guerre, Brindisi (BR)
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Empoleirado no porto de Brindisi, o Monumento ao Marinheiro da Itália é um daqueles destinos que tocam fundo. Não só pela história que carrega, mas pelo que representa: o sacrifício de milhares de marinheiros. Inaugurado em 4 de novembro de 1933 com a presença do rei Vittorio Emanuele III, é um leme gigante de navio com 54 metros de altura (68 do calçadão), todo revestido em carparo, uma pedra cor de ocre que ao pôr do sol se acende com reflexos dourados. Os locais chamam-no carinhosamente de “la jatta ‘ssittata” (a gata sentada), por causa da silhueta que lembra um felino agachado.Subindo até o terraço – sim, agora é possível, após as obras de restauro que reabriram o monumento em 2026 – o olhar se estende sobre o porto, o Mar Adriático e a cidade. No interior, uma escada em caracol ou o elevador levam você ao topo. Mas o coração do monumento é a cripta-sacrário, com 27 metros de profundidade e em forma de casco invertido. Aqui, em placas de mármore preto, estão gravados os nomes de cerca de 6.000 marinheiros caídos desde a Primeira Guerra Mundial. No altar, a estátua em bronze da Madonna Stella Maris vigia silenciosa, enquanto o sino do encouraçado Benedetto Brin, afundado no porto em 1915, descansa em um canto.
No pátio superior, duas âncoras e dois canhões austro-húngaros recordam as vitórias navais de 1918. A visita é simples: acessa-se pela Via Ammiraglio Millo, a entrada é gratuita para residentes, enquanto para adultos custa 3 euros. Aberto todos os dias exceto quarta-feira, das 10h às 16h40. Um conselho? Não se limite à cripta: suba até o topo, a paisagem vale cada passo.

A Catedral de Brindisi: um mergulho na história normanda
- Ir para a ficha: Catedral de Brindisi: mosaicos, coro de madeira e relíquias
- Via Colonne, Brindisi (BR)
- https://www.cattedralebrindisi.it/
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A Catedral de Brindisi, dedicada à Visitação e a São João Batista, é muito mais do que uma igreja: é o coração pulsante da história da cidade. Consagrada pelo Papa Urbano II em 1089 e concluída em 1143, está situada no centro histórico, na Piazza Duomo. Sua planta românica de três naves, semelhante à da Basílica de São Nicolau em Bari, conta a época em que Brindisi era um porto estratégico para peregrinos a caminho de Jerusalém. Dentro, o tempo parece ter parado: admire os fragmentos do pavimento musivo de 1178, com figuras zoomórficas que lembram o mosaico de Otranto, e o coro de madeira de 1594, entalhado por hábeis mãos locais. Um detalhe especial? A capela de São Teodoro de Amaseia, padroeiro da cidade junto com São Lourenço, que desde 2010 se tornou um espaço ecumênico para católicos e ortodoxos. Aqui estão guardados os restos mortais do mártir, juntamente com outras relíquias preciosas, como o braço de São Jorge e a ânfora das bodas de Caná. Não perca as telas setecentistas de Oronzo Tiso e Diego O. Bianco, que decoram as naves laterais. E no exterior, a torre sineira setecentista e a fachada com as estátuas dos santos Leucio, Teodoro, Lourenço de Brindisi e Justino de Jacobis recebem-no como sentinelas de pedra. Um lugar de tirar o fôlego, perfeito para iniciar seu passeio entre história e espiritualidade.
Castelo Suábio de Brindisi: um mergulho na Idade Média entre o mar e histórias de prisões
- Ir para a ficha: Castelo Suábio de Brindisi: história e visitas gratuitas
- Via dei Mille, Brindisi (BR)
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Se passar por Brindisi, não perca o Castelo Suábio, uma joia que guarda oito séculos de história. Garanto que vale a pena. Construído por Frederico II da Suábia entre 1227 e 1233, esta fortaleza também é conhecida como Castelo de Terra. Sua planta trapezoidal, com sete torres e um pátio interno, é resultado de ampliações sucessivas: primeiro os angevinos, depois os aragoneses acrescentaram uma antemuralha com baluartes circulares para resistir às armas de fogo. Sob o domínio espanhol, no século XVI, foram construídos a Bateria de Levante e o Baluarte da Campanella para defesa do porto. Por séculos, o castelo também foi prisão: em 1813, Joaquim Murat o transformou em prisão penal, onde foram confinados até 800 forçados. Ainda hoje, na torrete da ferrada, veem-se inscrições e correntes deixadas pelos detentos. Desde 1909, pertence à Marinha Militar, que o usou como base naval. Durante a Segunda Guerra Mundial, de setembro de 1943 a fevereiro de 1944, abrigou Vítor Emanuel III quando Brindisi foi capital da Itália. Hoje o castelo pode ser visitado gratuitamente um fim de semana por mês, mediante reserva obrigatória no site www.pastpuglia.it. No interior, poderá admirar a corrente angevina que fechava o porto, a Sala Imperial e um miradouro sobre o mar. Leve um documento de identificação para acesso. É um lugar que fala de poder, defesa e sofrimento, e deixa marca.
O Museu Ribezzo: da pré-história aos bronzes do mar
- Ir para a ficha: Museu Arqueológico F. Ribezzo: bronzes e história em Brindisi
- Piazza Duomo 7, Brindisi (BR)
- http://cartapulia.it/dettaglio?id=129434
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- museoribezzo.brindisi@regione.puglia.it
- +39 0831 544257
Para entender realmente Brindisi, você precisa visitar o Museu Arqueológico Provincial F. Ribezzo. Não é um daqueles museus empoeirados: é vivo, cheio de artefatos que fazem você viajar no tempo. Comece pelo pórtico dos Cavaleiros Templários, onde âncoras de bronze e sarcófagos antigos o recebem. Depois desça pelas salas e se depare com coisas incríveis: os vasos trozzella messápicos, com aqueles decores geométricos que parecem modernos, e os vasos áticos de figuras vermelhas que chegaram aqui sabe-se lá como. E depois há os Bronzes de Punta del Serrone, recuperados do mar em 1992: uma estátua do cônsul Lúcio Emílio Paulo, cabeças de filósofos, uma asa de Vitória. Coisa de arrepiar. No subsolo, a estátua acéfala de Clódia Anthianilla, uma letrada brindisina do século II, e um mosaico romano com a luta entre Teseu e o Minotauro. O museu fica na praça Duomo, aberto de terça a domingo das 9h às 19h15, fechado às segundas. E a boa notícia? A entrada é gratuita. Perfeito para uma pausa cultural entre uma praia e outra.
Castelo Alfonsino, a fortaleza que flutua sobre o mar
- Ir para a ficha: Castelo Afonsino: a fortaleza vermelha sobre o porto de Brindisi
- Via Luigi Rizzo, Brindisi (BR)
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- +39 379 2653244
Na ilha de Sant’Andrea, na entrada do porto de Brindisi, ergue-se o Castelo Alfonsino, também chamado de Castelo Vermelho pela cor quente do carparo ao pôr do sol. Sua história começa em 1481, quando Afonso de Aragão mandou construir uma primeira torre defensiva para proteger a cidade após a reconquista de Otranto. Depois, entre 1558 e 1604, Filipe II de Habsburgo acrescentou o Forte a Mare, um imponente sistema de muralhas e baluartes projetados para resistir a ataques pelo mar. O resultado é um complexo que parece quase flutuar sobre as águas, com um pequeno porto interno acessível por um arco abobadado e uma doca que um dia abrigou navios. No interior, o salão de representação conserva uma pia em pedra de 1527 com brasões vice-reais, enquanto os caminhos de ronda oferecem vistas espetaculares. Após anos de abandono e uma restauração de 5 milhões de euros, o castelo reabriu ao público em dezembro de 2024. Hoje, visita-se apenas com guia (reserva obrigatória, 8 euros inteira, reduzida para residentes). É uma experiência que une história militar, arquitetura renascentista e uma atmosfera quase mágica, especialmente ao entardecer, quando as muralhas se tingem de vermelho e o mar reflete as cores. Perfeito para quem quer descobrir um lado inédito de Brindisi.
Novo Teatro Verdi: uma joia suspensa entre arqueologia e espetáculo
- Ir para a ficha: Novo Teatro Verdi Brindisi: arquitetura moderna e temporada teatral
- Via Santi 1, Brindisi (BR)
- https://www.nuovoteatroverdi.com/
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- 0831 562554
Se você pensa que um teatro é apenas poltronas de veludo e cortina, o Novo Teatro Verdi de Brindisi vai fazê-lo mudar de ideia. Inaugurado em 20 de dezembro de 2006 com um concerto dirigido por Riccardo Muti, este teatro está literalmente suspenso sobre o passado. Projetado pelo arquiteto Enrico Nespega, ergue-se sobre pilares que dominam todo um bairro romano, San Pietro degli Schiavoni, descoberto durante as escavações para as fundações. E o mais fascinante? O foyer tem um piso de vidro que permite ver ruas, mosaicos e antigos edifícios romanos. Um palco entre os maiores da Itália: 25,5 metros de largura, 18 de profundidade, e capacidade para 995 lugares entre plateia e galeria. A estrutura, com seus 4.500 m² e 40.000 m³ de volume, é uma mistura bem-sucedida de modernidade e história. Hoje o teatro é um polo cultural vibrantíssimo: a temporada 2025-2026 vai de comédias como “Benvenuti in casa Esposito” de Alessandro Siani a clássicos como a “Ilíada” com Alessio Boni, terminando com a seção “Verdi Green” dedicada aos jovens. Os ingressos custam de 18 a 30 euros (com descontos para menores de 25 e maiores de 65), e a bilheteria está aberta de segunda a sexta, das 11 às 13 e das 17h30 às 19h30. Se passar por Brindisi, não perca uma visita: você entra para ver um espetáculo e acaba caminhando sobre a história.
Fonte De Torres: o coração barroco de Brindisi
- Ir para a ficha: Fonte De Torres em Brindisi: a fonte monumental do século XVI
- Piazza della Vittoria, Brindisi (BR)
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No coração da Piazza Vittoria, em Brindisi, encontra-se um monumento que conta séculos de história: a Fonte De Torres. Encomendada em 1618 pelo governador espanhol Pedro Aloysio de Torres, foi criada para resolver a crónica falta de água na cidade, após as epidemias que dizimaram soldados e civis. De Torres taxou os ricos e restaurou os antigos aquedutos romanos, trazendo água até três fontes; destas, apenas a De Torres sobreviveu. À primeira vista, a fonte parece um conjunto de elementos díspares: um tanque inferior rodeado por meias ânforas e fragmentos de colunas, e por cima uma bacia menor que – segundo os estudiosos – não é nada menos que uma pia batismal do século XII, talvez proveniente da igreja de São João do Sepulcro. Quatro cabeças de cavalo em bronze jorram água no tanque grande, enquanto ao centro um pedestal sustenta o brasão de Filipe III de Espanha. Observando com atenção, vêem-se as inscrições latinas que recordam De Torres, o rei e o vice-rei duque de Osuna. O que me impressionou foi a história da sua sobrevivência: em 1922 a câmara queria demoli-la para dar lugar a um monumento aos Mortos, mas um cónego, Dom Pasquale Camassa, opôs-se e salvou-a. Hoje a fonte é apenas ornamental, mas continua a ser um recanto de história para admirar. Passeando na praça, pare para observar os detalhes: as prótomes em bronze, os tanques de reutilização, os vestígios do tempo. É um exemplo perfeito de como Brindisi mistura épocas e estilos.
Palazzo Granafei-Nervegna: história e arqueologia em Brindisi
- Ir para a ficha: Palazzo Granafei-Nervegna: história, arte e mosaicos romanos em Brindisi
- Brindisi (BR)
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No coração do centro histórico, na via Duomo, há um palácio que parece falar por si só: Palazzo Granafei-Nervegna. O seu primeiro núcleo data de 1565, quando Nicolò Granafei – família originária de Constantinopla – decidiu construí-lo. Desde então, viu passar comerciantes, políticos e até juízes: por quase cinquenta anos, de 1930 a 1976, foi sede do Tribunal de Brindisi. Depois, o abandono e, finalmente, a restauração que em 2008 o devolveu à cidade como centro cultural.A fachada é uma joia renascentista com toques barrocos. Olhe para cima: quatro aforismos em latim gravados na cornija, entre eles “A mulher sábia edifica a sua casa”. E acima do portal, o brasão dos Granafei: um leão rampante com um feixe de espigas de trigo, clara referência ao seu comércio (daí o sobrenome, “grana fert”). As janelas são todas diferentes, com decorações entrelaçadas que convidam a observar cada detalhe.
Ao entrar, a surpresa está no rés do chão: durante as restaurações, vieram à luz os pavimentos de uma domus romana do século II d.C., com mosaicos policromos em estrelas e octógonos. Um pedaço de história antiga sob os pés. E na Sala da Coluna – a antiga sala de audiências – estão guardados o capitel, o pulvino e o último fragmento da coluna romana de Brindisi, um símbolo da cidade. O palácio hoje acolhe exposições temporárias, a biblioteca infantil Testefiorite e gabinetes municipais. A entrada é gratuita, aberta todos os dias das 8 às 20. Um lugar inesperado, onde o passado se entrelaça com a vida quotidiana.

Cripta de São Brás: uma joia bizantina escondida entre Brindisi e San Vito
- Ir para a ficha: Cripta de São Brás Brindisi: afrescos bizantinos no coração da cidade
- SP38, Brindisi (BR)
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A uma mão-cheia de quilômetros de Brindisi, imersa na campanha da Apúlia, a Cripta de São Brás é um daqueles lugares que você não espera. É um assentamento rupestre do século XII, escavado na rocha ao longo do Canal Real, a cerca de 11 km do centro. Aqui vivia uma comunidade de monges italo-bizantinos, e a cripta era o coração religioso. As dimensões são quase íntimas: 12,50 m de comprimento, 4,50 de largura, 2,70 de altura. Pense que originalmente havia duas entradas: uma para os padres, outra para os fiéis. Hoje você entra por um lado e fica de boca aberta. O ciclo pictórico é datado de 8 de outubro de 1196, obra do pintor Daniele, e é um dos melhor conservados de toda a Apúlia. Na abóbada sucedem-se cenas: o Cristo Pantocrator em um círculo estrelado, a Anunciação, a Fuga para o Egito (Maria em um cavalo branco, José com Jesus nos ombros), a Apresentação no Templo, a Entrada em Jerusalém. São Brás é representado com animais curados, São Nicolau tem uma epígrafe tanto em grego quanto em latim. E depois há São Jorge, São Demétrio, a Natividade com as parteiras Zalomi e Salomé. A luz filtra pela entrada e as cores ainda são vívidas. Para visitá-la, você precisa reservar: ligue ou escreva para sanvitoprenotazioni@gmail.com. O bilhete custa 3 euros (2 reduzido) e os grupos são limitados. Um pouco mais adiante fica a Masseria Jannuzzo, e no inverno eles também fazem um Presépio Vivo. Se você quiser dar um salto no tempo, é o lugar certo.
Porta Mesagne: história, arquitetura e resistência
- Ir para a ficha: Porta Mesagne: a antiga porta de Brindisi salva da demolição
- Via Appia, Brindisi (BR)
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Porta Mesagne (ou Porta Napoli) é a porta mais antiga de Brindisi, com origens que remontam à época romana, embora a aparência atual seja medieval. Foi encomendada por Frederico II da Suábia em 1236 (ou 1243, segundo as fontes) como entrada monumental da cidade, com um arco ogival gótico. As dimensões são imponentes: o vão tem 5,80 metros de comprimento, 4,60 de largura, com alturas diferentes (interna 9,50 m, externa 7 m). Ainda hoje se veem os buracos para as vigas do portão e restos de afrescos medievais.Ao lado fica o bastião pentagonal aragonês, remodelado na época espanhola em 1551 por Giovan Battista Loffredo, com três canhoneiras e brasões de Carlos V. Um conjunto que conta séculos de história.
Mas a história mais fascinante é a de 1925: a porta, danificada por uma tempestade, havia sido condenada à demolição pelo prefeito. O cônego Pasquale Camassa, conhecido como “Papa Pascalinu”, opôs-se fisicamente, deitando-se debaixo do arco para parar os trabalhos. Telegramas a Roma e dias de espera: no final, a porta foi salva e restaurada, com abertura de uma passagem lateral para pedestres.
Hoje, infelizmente, a porta ainda é atravessada pelo trânsito, e armários telefônicos de plástico desfiguram a vista. Associações como WWF e Italia Nostra pedem a pedestrianização e a remoção desses horrores modernos. Apesar de tudo, Porta Mesagne continua sendo um símbolo de resiliência, um monumento para visitar com calma, talvez depois de admirar as próximas tanques romanas e as muralhas quinhentistas.

Torre de Punta Penne: história, mar e natureza
- Ir para a ficha: Torre de Punta Penne: história e natureza no litoral de Brindisi
- Via di Punta Penne, Brindisi (BR)
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Se procura um lugar que una história, mar e natureza, a Torre de Punta Penne é o que procura. Situada a poucos passos do aeroporto de Brindisi, esta torre costeira encontra-se dentro do Parque natural municipal Punta Penne – Punta del Serrone, uma área de 23 hectares inaugurada em 2014 após uma cuidadosa descontaminação. A torre tem origens antigas: já existia antes de 1563, ano em que se ordenou a sua reconstrução. Foi depois reconstruída em 1568 pelo mestre pedreiro Giovanni Parise. Apesar da sua função defensiva, não impediu os desembarques dos piratas turcos: em 1676 duas galeras turcas saquearam as quintas vizinhas e raptaram 12 pessoas. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Guardia di Finanza a remodelou, rebaixando-a. Hoje restam dois pisos com dois quartos cada e uma escada exterior que substituiu a original móvel. A estrutura está em estado de abandono, mas um painel informativo do Grupo Arqueológico Brindisino conta a sua história. Nas redondezas pode ver também os restos da Batteria Menga e algumas casamatas da Primeira Guerra Mundial. O parque oferece trilhos em passadiços suspensos entre maquis mediterrânicos e falésias rochosas, com habitats raros como as salicórnias. Da torre desfruta-se de uma vista sobre o litoral norte de Brindisi, um recanto de paz a descobrir.
Tanques Limários em Brindisi
- Via Cristoforo Colombo, Brindisi (BR)
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A dois passos da Porta Mesagne, os Tanques Limários são um dos tesouros arqueológicos mais surpreendentes de Brindisi. Trata-se de antigos tanques de decantação romanos, parte de um aqueduto de 12 km que trazia água do Pozzo di Vito até a cidade. Aqui a água descansava para depositar o lodo antes de ser distribuída às fontes. O complexo original era composto por pelo menos três tanques comunicantes, com um comprimento total de 51 metros e largura de 11,20 metros. O tanque maior, ao sul, tem 29,28 metros de comprimento e 8,10 de largura, e era dividido em duas naves por seis pilares que sustentavam uma dupla abóbada de berço (hoje desaparecida). As paredes são em opus caementicium e latericium, com piso em ladrilhos de terracota – e veja que detalhe: uma canaleta em U no chão servia para drenar água e lama durante a limpeza. Construídos no período tardo-republicano (séculos II-I a.C.), os tanques são o único exemplo de castellum aquae em todo o Salento. No século XVI, sua abóbada foi demolida porque ultrapassava a altura das novas muralhas encomendadas por Carlos V. Após séculos de abandono e uso impróprio como pub (nos anos 1970 e 1980 existia o bar “La Tortuga”), foram restaurados na década de 1990 e devolvidos à cidade. Hoje podem ser visitados gratuitamente: basta entrar pelo portãozinho na via Cristoforo Colombo. É emocionante pensar que aqui a água corria já há dois mil anos, alimentando a vida de Brundisium. Um conselho? Leve a câmera fotográfica, porque os jogos de luz entre as paredes de carparo são espetaculares.
Templo de São Miserino: uma joia paleocristã no campo de Brindisi
- Strada Provinciale Oria – Cellino San Marco, Brindisi (BR)
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Se você está em Brindisi e quer descobrir um cantinho de história escondido, precisa visitar o Templo de São Miserino. Localizado no campo de San Donaci, este edifício é considerado o local de culto cristão mais antigo do Salento. Sua história é fascinante: nascido como ninfeu romano no século II, foi transformado em igreja no século VI. Você notará a planta octogonal e a cúpula rebaixada, típicas da arquitetura romana. No interior, fragmentos de mosaico bicromo e vestígios de afrescos contam séculos de história. Infelizmente, o templo encontra-se em estado de abandono, mas recentes escavações arqueológicas (desde julho de 2025) estão trazendo à luz a vila romana da qual fazia parte. Um conselho: chegue cedo pela manhã, quando a luz ilumina as absides e você pode desfrutar do silêncio do campo. E sim, o nome ‘São Miserino’ é uma invenção popular: não existe um santo assim, mas o apelido irônico tornou este lugar ainda mais especial. Estacione nas redondezas e siga as trilhas; a sinalização guia você. É uma experiência autêntica, longe das multidões.
Monumento a Virgílio: uma homenagem moderna ao poeta latino
- Piazza Vittorio Emanuele II, Brindisi (BR)
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Ao passear por Brindisi, nos jardins da Piazza Vittorio Emanuele II, você encontra um monumento que mescla arte contemporânea e memória antiga: o Monumento a Virgílio. Realizado em 1985 pelo escultor Floriano Bodini, é uma obra em mármore branco de Carrara que celebra o bimilenário da morte do poeta, ocorrida justamente em Brindisi em 19 a.C. Inaugurado em 27 de março de 1986 e transferido dois anos depois para a posição atual, o monumento é muito mais do que um simples busto: é uma alegoria complexa. No centro, uma Vitória alada sem braços ergue-se sobre uma coluna envolta em um sudário: um símbolo poderoso de que a vitória traz consigo dor e luto. Na base, reconhecem-se um elmo, um cavalo, ovelhas e um ramo de oliveira, que remetem aos temas das obras virgilianas: guerra e paz, vida ativa e contemplativa. A escultura olha para o mar oriental, de onde, segundo o mito, Eneias partiu. Uma escolha não casual: Virgílio, que possuía uma casa na orla marítima perto das colunas romanas, descreveu exatamente esse porto na Eneida. Infelizmente, o monumento apresenta sinais de degradação devido ao smog e aos agentes atmosféricos, e em 2018 foi limpo de líquenes. Mas continua sendo um ponto de referência para quem quer entender a profunda ligação entre Brindisi e seu poeta mais ilustre. Se você passar pela cidade, pare um instante: deixe-se contar por esses símbolos a história de um homem que, com seus versos, marcou a cultura ocidental.
San Pietro degli Schiavoni: um mergulho na Brindisi romana
- Largo Gianni D’Errico, Brindisi (BR)
- http://musei.beniculturali.it/musei?mid=878&nome=878
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- +39 099 4532112
Se pensa que Brindisi é apenas um porto de balsas, prepare-se para mudar de ideia. No coração do centro histórico, bem debaixo do Novo Teatro Verdi, esconde-se um dos sítios arqueológicos mais fascinantes da cidade: a área de San Pietro degli Schiavoni. Descoberta por acaso nos anos sessenta durante as obras do palácio da justiça, esta área de cerca de 4.800 m² preserva um pedaço autêntico da colónia latina de Brundisium. O nome, que soa a exótico, deriva da comunidade greco-albanesa (os “Schiavoni”) que vivia aqui desde o século XV e da igreja de San Pietro, hoje desaparecida. Ao centro da área corre uma rua lajeada de 60 metros de comprimento, um antigo cardo com os sulcos dos carros ainda bem visíveis. Nas laterais, o que resta de domus patrícias com pavimentos de mosaico e um complexo termal tardo-antigo: o frigidário com a sua bacia semicircular e o calidário aquecido por pilares (suspensurae). O destaque? Parte do teatro está suspensa sobre as escavações, e o foyer tem um piso transparente para observar os restos de cima. Pena que atualmente a área esteja fechada para obras, mas vale a pena ficar de olho: assim que reabrir, é uma parada obrigatória para quem ama a história.






