Castelo Afonsino: a fortaleza vermelha sobre o porto de Brindisi

O Castelo Afonsino, também conhecido como Forte a Mare ou Castelo Vermelho, ergue-se na ilha de Sant’Andrea na entrada do porto de Brindisi. Construído a partir de 1481 pelos Aragoneses e ampliado pelos Espanhóis, oferece uma vista deslumbrante e um percurso entre muralhas, baluartes e um encantador portinho interior. Após uma restauração de 5 milhões de euros, foi reaberto ao público.
Visitas guiadas de 50 minutos com reserva obrigatória.
Bilhete inteiro 8€, reduzido 6€ para residentes.
Acessível com rampas e elevador.
Aberto todos os dias, com turnos de manhã e à tarde.


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Copertina itinerario Castelo Afonsino: a fortaleza vermelha sobre o porto de Brindisi
Visita guiada ao Castelo Afonsino na ilha de Sant’Andrea: história aragonesa e espanhola, fortificações, doca e salão renascentista. Reserva obrigatória, bilhete 8 euros.

Informações importantes


Bem-vindos ao Castelo Vermelho

Imagine uma fortaleza que parece flutuar sobre as águas do porto de Brindisi, toda pintada de vermelho carparo que ao entardecer se acende como brasa. É o Castelo Alfonsino, também chamado de Castelo Vermelho ou Castelo do Mar, empoleirado na ilha de Sant’Andrea. Chegar lá é uma emoção: percorre-se o longo quebra-mar e, de repente, a massa do forte surge diante de você, maciça e ainda assim elegante. A cor, devida à pedra local, muda com a luz: pela manhã é quase laranja, depois torna-se vermelha. O local é isolado, silencioso, com cheiro de maresia e a vista que se estende pelo canal Pigonati. Uma verdadeira joia, longe da confusão da cidade.

Notas históricas

A história do Castelo Alfonsino começa em 1481, quando Fernando I de Aragão decidiu fortificar a ilha para defender o porto após a ameaça turca sobre Otranto. Seu filho Alfonso, duque da Calábria, transformou uma torre anterior em uma fortaleza. Depois, de 1558 a 1604, os espanhóis de Filipe II adicionaram o imponente Forte a Mar, com baluartes em ponta de lança e um fosso cortado na rocha. Ao longo dos séculos, o castelo resistiu a ataques venezianos e franceses, foi lazareto e depois base da Marinha Militar até 1984, quando uma ressaca o danificou gravemente. Restaurado, reabriu em 2021 e novamente em dezembro de 2024 após obras de 5 milhões de euros.

  • 1481 – construção da fortaleza aragonesa
  • 1558-1604 – ampliação espanhola (Forte a Mar)
  • 1984 – desativação após ressaca
  • 2021 – primeira reabertura
  • 23 de dezembro de 2024 – reabertura após restauro

A darsena e o salão renascentista

Um dos lugares mais encantadores do castelo é a darsena, um pequeno porto interno escondido entre as muralhas. Acede-se através de um arco que, desde 1577, liga a parte aragonesa à espanhola – uma espécie de pátio aquático onde outrora atracavam os navios. Subindo, chega-se ao salão de representação, onde se destaca um lavatório em pedra de 1527 com brasões vice-reais. A luz passa pelas frestas e o silêncio é quebrado apenas pelo barulho do mar. É fácil imaginar os militares de outros tempos reunindo-se aqui, talvez discutindo estratégias defensivas. Os guias contam histórias que tornam tudo mais vivo.

O Forte a Mare: arquitetura espanhola

A parte mais imponente é o Forte a Mare, encomendado por Filipe II e construído em 46 anos. É uma obra de planta triangular com dois baluartes pentagonais e um torreão circular, perfeita para resistir a ataques pelo mar. A porta maneirista de 1609, em bicromia de pedra branca e carparo, é uma obra-prima de elegância militar. No interior, o rés-do-chão restaurado (recentemente reaberto) revela amplos ambientes com tetos abobadados, uma sala de torpedos e os caminhos de ronda de onde o olhar se estende sobre o porto. Toda a estrutura é um exemplo de como a defesa podia tornar-se arte.

Por que visitá-lo

Três bons motivos para não perder o Castelo Alfonsino. Primeiro: a atmosfera única. Estar em uma ilha fortificada, embalado pelo mar e envolto pelo vermelho da pedra, é uma experiência difícil de esquecer. Segundo: a história estratificada. Aragoneses e Espanhóis deixaram marcas tangíveis, desde a doca até o lavatório renascentista, passando pelos baluartes. Terceiro: a visita guiada (única forma de acesso) é conduzida pela associação Le Colonne com guias preparados que sabem cativar. O bilhete custa 8 euros, 6 para residentes, e crianças menores de 5 anos entram de graça. Reservar é obrigatório, mas vale a pena.

Quando visitar

O melhor momento para visitar o castelo é no fim da tarde, pouco antes do pôr do sol. A luz rasante acende o carparo com um tom vermelho intenso, e o mar se tinge de reflexos dourados. No verão o sol bate forte, então é melhor evitar as horas centrais. Nos meses de inverno, o vento pode ser cortante, mas as cores são igualmente bonitas. As visitas guiadas pela manhã (turno único em dias úteis às 11:30, sábados e domingos também às 17:30) oferecem ainda uma boa luz, mas o verdadeiro espetáculo é ao entardecer.

Nas redondezas

Assim que regressarem à cidade, não percam o Castelo Suevo (também chamado de Terra), que se ergue no porto interno e acolhe exposições e eventos. Perto dali, o Museu Arqueológico Provincial Francesco Ribezzo conserva os vestígios da antiga abadia beneditina de Sant’Andrea, que ficava na ilha antes do castelo. Um passeio pela orla de Brindisi, entre bares e restaurantes, completa o dia. Se tiverem tempo, o centro histórico com a sua catedral românica merece um desvio.

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💡 Talvez você não soubesse que…

Segundo a lenda, ao pôr do sol o castelo se tinge de vermelho, evocando as batalhas contra os Venezianos. Em 1529, dezesseis galés venezianas foram repelidas pelas artilharias recém-instaladas. Hoje, caminhando sobre os bastiões, ainda se respira o ar desses conflitos.