🧭 O que esperar
Ideal para quem ama arte, história e boa culinária. Pontos fortes: centro histórico intacto, canais românticos, mercado da Pescheria. Não perca: Loggia dei Cavalieri, afrescos de Santa Catarina, aperitivo no Sile. Como se locomover: a pé, todo o centro é zona pedonal. Melhor época: primavera e outono pelo clima ameno.
Eventos nas proximidades
Treviso é uma cidade que surpreende em cada esquina, com seu centro histórico cercado por muralhas antigas e atravessado por canais que refletem palácios coloridos. Passeando sob as arcadas, você encontra a Loggia dei Cavalieri, símbolo do poder medieval, e logo depois a Ilha da Pescheria, o animado mercado coberto onde os pescadores ainda vendem o peixe do dia. O Palazzo dei Trecento domina a praça dos Senhores, enquanto o Museu de Santa Catarina guarda obras-primas da arte veneziana. Não perca as portas monumentais como Porta Santi Quaranta e Porta San Tomaso, que acolhem como um abraço. A Torre cívica oferece uma vista de tirar o fôlego da cidade. Para mergulhar na história, visite Ca’ da Noal e Ca’ da Robegan, duas residências nobres que contam a vida aristocrática. Termine com chave de ouro com um aperitivo à base de prosecco e radicchio di Treviso, duas excelências do território. A Cidade de Treviso é uma joia do Vêneto, perfeita para um fim de semana de arte e gastronomia.
Visão geral
- Loggia dos Cavaleiros: a sala de estar dos nobres de Treviso
- Isola della Pescheria: o mercado flutuante de Treviso
- Palazzo dei Trecento: o coração medieval de Treviso
- Museu de Santa Catarina
- Torre Cívica de Treviso: a sentinela da Piazza dei Signori
- Porta Santi Quaranta: um mergulho na história
- Porta San Tomaso: a mais imponente das portas de Treviso
- Porta Altinia: a antiga porta para Veneza
- A Fonte dos Seios: história, vinho e sorte
- Museu Cívico Luigi Bailo, Treviso
- Museu Nacional Coleção Salce: um mergulho na gráfica publicitária
- Casa dos Carraresi: história, exposições e um passado de taverna
- Convento de São Nicolau: obra-prima do século XIV
- Ca’ da Noal: história e arte num palácio gótico
- Ca’ da Robegan: uma joia renascentista entre afrescos e arte contemporânea
Itinerários nas proximidades
Loggia dos Cavaleiros: a sala de estar dos nobres de Treviso
- Via Martiri della Libertà, Treviso (TV)
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Passeando pelo centro de Treviso, no cruzamento entre via Martiri della Libertà e via Indipendenza, você se depara com um dos edifícios mais fascinantes da cidade: a Loggia dos Cavaleiros. Construída entre 1276 e 1277 por vontade do podestà Andrea da Perugia, era o local de encontro exclusivo dos nobres de Treviso, que ali se reuniam para conversar e jogar xadrez. Uma verdadeira sala de estar da aristocracia, símbolo do poder do Livre Comune.O edifício é um unico na Europa: planta trapezoidal, três lados abertos com cinco arcadas ogivais sobre pilastras em pedra da Ístria, e uma cobertura de quatro águas em telhas. No interior, uma enorme coluna central – metade em granito violeta, metade em pedra da Ístria – sustenta grande parte do peso do telhado. O estilo mistura românico trevisano e influências bizantinas, conferindo uma elegância leve.
Mas a verdadeira surpresa são os afrescos. O edifício era inteiramente decorado, mas hoje restam apenas fragmentos de dois ciclos sobrepostos. O primeiro, de 1276-1277, mostra motivos geométricos e vegetais; o segundo, de 1313-1314, após a expulsão dos da Camino, retrata cenas da guerra de Troia extraídas do *Roman de Troie*. Os guerreiros usam armaduras medievais, um anacronismo intencional para atualizar o mito. Olhe com atenção: os poucos vestígios, como os nomes “Polibetes” e “Neotolomus”, ainda são visíveis graças aos restauros.
Após a conquista veneziana em 1388, a Loggia perdeu sua função e tornou-se armazém, depósito de madeira e até revenda de caixões. Correu risco de demolição várias vezes, mas foi salva pelo abade Luigi Bailo e adquirida pelo Comune em 1889. Os bombardeios de 1944 a danificaram, mas foi reconstruída com materiais originais. Hoje é um vibrante espaço cultural: concertos, feiras de livros usados e exposições. Se você passar pela manhã, com a luz certa, os afrescos ganham vida. Realmente um canto da história que ainda respira.

Isola della Pescheria: o mercado flutuante de Treviso
- Treviso (TV)
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No coração de Treviso, bem onde o Canal Cagnan Grando corre tranquilo, há uma ilha que parece flutuar sobre as águas: a Ilha da Pescheria. Não é uma ilha qualquer, mas sim um pedaço de história surgido em meados do século XIX, quando o engenheiro Francesco Bomben uniu três ilhotas naturais para criar um local onde transferir o mercado de peixe, que antes acontecia na praça Monte di Pietà e – vamos dizer – não cheirava propriamente a rosas. O projeto data de 1854 e a ilha abriu oficialmente em 1856, com uma ponte de ferro que a liga à terra firme. Hoje, essa ponte é um dos símbolos do lugar, com as suas estátuas de peixes que parecem observar os transeuntes.Passear aqui é uma experiência que envolve todos os sentidos. O mercado ainda está ativo todos os dias, com bancas repletas de peixe fresco acabado de pescar. O cheiro do mar mistura-se ao da fritura que vem da Osteria Acquasalsa, um bacaro trevisano perfeito para um aperitivo sob o pórtico antigo. O escritor Giovanni Comisso chamou-lhe “a peixaria mais típica do mundo”, e não se enganava: a água que corre ao redor, o vai e vem de gente, as cores do peixe.
Ao redor da ilha, os edifícios históricos emolduram a paisagem: de um lado Ca’ dei Carraresi, do outro o antigo convento das Monjas Camaldulenses. E se erguer o olhar, vê a Lógia dos Cavaleiros pouco distante. No verão, realiza-se aqui a Festa dos Buranelli, com concertos e a famosa Corrida dos Garçons – uma ocasião para viver a ilha de forma ainda mais autêntica.
Um conselho: chegue com calma, talvez a pé a partir da estação (cerca de 15 minutos), e deixe-se surpreender pela roda do moinho que ainda gira na água. A Ilha da Pescheria é um daqueles lugares que não se espera, mas que ficam dentro de si.

Palazzo dei Trecento: o coração medieval de Treviso
- Ir para a ficha: Palácio dos Trezentos: história, arquitetura e afrescos no coração de Treviso
- Piazza Giannino Ancilotto, Treviso (TV)
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Entrar no Palazzo dei Trecento é como dar um salto no tempo, diretamente para o Medievo trevisano. Construído a partir de 1185 para abrigar as assembleias municipais, este imponente edifício de tijolos testemunhou séculos de história. O nome deriva do Maggior Consiglio, composto por trezentos membros, que aqui se reunia para governar a cidade. Hoje, ao passear sob a sua loggia (aberta em 1552), ainda se respira o ar de outros tempos, entre cafés históricos e o ir e vir da Piazza dei Signori.A verdadeira maravilha, porém, está no primeiro andar. O salão é enorme: 46 metros de comprimento, 20 de largura e 12 de altura, com um teto de treliças de madeira que amplifica a sensação de grandiosidade. Em três lados, uma faixa de afrescos reúne os brasões e nomes dos podestà dos séculos XIV e XV – uma espécie de Instagram da época, mas decididamente mais duradouro. A parede do fundo é a mais cenográfica: ao centro destaca-se a Madona com o Menino e os Santos Liberale e Pedro, ladeada pelas quatro virtudes cardeais. Pena que os bombardeios de 1944 causaram sérios danos – o Superintendente Forlati evitou a demolição e hoje uma linha de tijolos recuados separa a parte original da reconstruída.
Informações práticas: O palácio está aberto sábados e domingos das 14h30 às 18h00. Ingresso inteiro 5€, reduzido 3€, gratuito para menores de 18 anos e residentes. Durante a semana, porém, só se pode admirar o exterior e a loggia – mas ainda assim vale a pena.

Museu de Santa Catarina
- Piazzetta Mario Botter, Treviso (TV)
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Se você é apaixonado por arte e história, o Museu de Santa Catarina é uma parada imperdível em Treviso. Instalado no antigo convento dos Servitas, é o coração dos Museus Cívicos. Ao entrar, você se verá imediatamente imerso em uma atmosfera suspensa: a igreja desconsagrada do século XIV conserva o Ciclo de Santa Úrsula, afrescos de Tomaso da Modena (cerca de 1355) que contam a lenda da princesa mártir. Uma obra-prima que por si só vale a visita. Depois, passa-se para a pinacoteca, completamente reestruturada em 2018: cerca de 150 obras do século XIII ao XVIII, com nomes como Giovanni Bellini, Lorenzo Lotto, Ticiano, Jacopo da Bassano e muitos outros. Um percurso que vai do gótico ao rococó, em diálogo com esculturas contemporâneas. No térreo, a seção arqueológica (inaugurada em 2007) conta mais de 100.000 anos de história do território, da pré-história à época romana. E não para por aí: o museu abriga exposições temporárias de nível internacional – recentemente recebeu obras de Rodin, Van Gogh e do Kunsthistorisches Museum de Viena. Os espaços também são usados para concertos e atividades educativas. Em resumo, um lugar que nunca é igual a si mesmo. Horários: de terça a domingo, 10:00-18:00; fechado às segundas. Endereço: Piazzetta Botter 1. Informações e ingressos no site Museus Cívicos Treviso.
Torre Cívica de Treviso: a sentinela da Piazza dei Signori
- Piazza dei Signori, Treviso (TV)
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Se você passar pela Piazza dei Signori, é impossível não notá-la: a Torre Cívica se ergue orgulhosa ao lado do Palazzo dei Trecento, elevando-se por 48 metros sobre o centro de Treviso. Construída em 1218, em plena era comunal, testemunhou séculos de história e inúmeras reformas. A mais importante ocorreu em 1877, quando o engenheiro Monterumici a elevou alguns metros e acrescentou as ameias gibelinas em estilo neogótico, que ainda hoje a caracterizam. A antiga lanterna e a cela sineira original foram demolidas, e o relógio foi substituído por um mecanismo de dois ponteiros e um mostrador menor em pedra. Hoje, em seu interior, ressoa o sino cívico de balanço, fundido pela De Poli de Vittorio Veneto: pesa cerca de 2700 kg e é o terceiro maior do Vêneto, depois da Campana Granda de Pádua e do Rengo de Verona. É batido a martelo a cada hora, um repique que marca a vida da praça. Durante a Segunda Guerra Mundial, no topo da torre estava instalada uma sirena antiaérea: no 7 de abril de 1944, às 12h30, deu o sinal do trágico bombardeio americano sobre a cidade. No mastro, tremula o gonfalão de Treviso, recentemente restaurado após alguma polêmica. A prefeitura tem projeto para tornar a torre acessível aos visitantes, oferecendo uma vista deslumbrante da cidade – quem sabe em breve não se possa subir até lá! Enquanto isso, admire-a da Piazza dei Signori, talvez com um café na mão.
Porta Santi Quaranta: um mergulho na história
- Ir para a ficha: Porta Santi Quaranta: Porta medieval no rio Sile com vista para as muralhas renascentistas
- Viale Bartolomeo d’Alviano, Treviso (TV)
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Chegando pelo oeste, ao longo do Borgo Cavour, a primeira coisa que se encontra é a Porta Santi Quaranta, uma das três portas renascentistas de Treviso. Construída entre 1516 e 1517 por ordem da Sereníssima, substituiu a antiga porta medieval mais recuada e desde então é a passagem obrigatória para quem vem de Pádua, Vicenza ou Castelfranco. O nome deriva da igreja próxima dedicada aos quarenta mártires de Sebaste, mas inicialmente chamava-se Porta Vendramina, em homenagem ao podestà Nicolò Vendramin que a quis. Pena que sua autocelebração não agradou ao Senado veneziano, que mandou raspar a epígrafe – os sinais ainda são visíveis no fornice meridional. Na fachada externa em pedra da Ístria destaca-se o leão de São Marcos, cópia de 1909 de Annibale De Lotto (o original foi destruído pelos franceses em 1797). Se olhar para cima, notará as inscrições: em latim para quem sai (“Porta Sanctorum Quadraginta”) e em dialeto vêneto para quem entra (“Porta de Sancti Quaranta”). Um toque popular que conta a dupla alma da cidade. No interior, no lado sul, está embutido um baixo-relevo quatrocentista de São Liberal, padroeiro de Treviso. O verdadeiro tesouro é a Sala d’Arme, que todo quarto domingo do mês abre ao público das 9:30 às 12:30. Aqui encontra-se a exposição “As portas e as muralhas na história” e percebe-se melhor o sistema defensivo da cidade. A entrada é com contribuição livre, não precisa de reserva: basta chegar alguns minutos antes das visitas guiadas (às 9:30, 10:30, 11:30). Em frente à porta, desde 2006, está a cópia de um canhão do século XVI, um pouco contestado mas já se tornou símbolo do bairro. Enfim, Porta Santi Quaranta não é apenas uma passagem: é um pedaço da história trevisana que ainda hoje vive entre mercados e exposições.
Porta San Tomaso: a mais imponente das portas de Treviso
- Ir para a ficha: Porta San Tomaso Treviso: arco renascentista de 1518 com brasões venezianos
- Porta San Tomaso, Treviso (TV)
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Se ao passear pelas muralhas de Treviso você se deparar com um arco majestoso em pedra da Ístria, está diante da Porta San Tomaso, a mais imponente das três portas da cidade. Construída em 1518 por projeto atribuído a Guglielmo D’Alzano (o Bergamasco) ou talvez a Fra’ Giovanni Giocondo, foi encomendada pelo podestà Paolo Nani para defender o setor nordeste da cidade. Logo notará a inscrição em dialeto veneziano no arco externo: “Porta de San Thomaso”, enquanto no lado voltado para Treviso aparece o latim “Porta Sancti Thomae – Dominus custodiat introitum et exitum tuum”. Um contraste linguístico que conta a relação entre campo e cidade.Mas eis o detalhe que poucos sabem: a estátua no topo não representa São Tomás, mas sim São Paulo. Aparentemente, o podestà Nani, devoto ao santo homônimo, fez questão de seguir sua vontade, ignorando a dedicação original a Tomás Becket imposta pelo Senado veneziano. Hoje, após um restauro conservador concluído em 2012 (700.000 euros financiados pelo Veneto Banca), a área sob o arco é pedonal: perfeita para uma foto sem barulho de motores.
Se você ama detalhes, procure as incisões dos canteiros nas pedras e o alto-relevo interno com a Madona, os santos e os comitentes Nani em miniatura. Cada viga de madeira e cada bloco de pedra conta uma história. E se bater a fome, ao lado há o restaurante homônimo, especializado em carnes de alta qualidade, mas isso é outra parada.

Porta Altinia: a antiga porta para Veneza
- Porta Altinia, Treviso (TV)
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Continuando ao longo da muralha, você encontra a Porta Altinia, a mais antiga das três portas renascentistas de Treviso. Construída entre 1514 e 1515, sob o podestà Sebastiano Moro, é a única passagem sobrevivente da muralha medieval, posteriormente incorporada e reforçada no século XVI. O nome deriva de Altino (atual Quarto d’Altino), o antigo assentamento romano para o qual estava orientada, e por aqui passavam todas as mercadorias que chegavam de Veneza por terra.A porta tem uma aparência marcial e sóbria: tijolos à vista, poucas decorações e canhoneiras nas laterais, que a fazem parecer um bastião. Na fachada externa, destaca-se um revestimento em pedra da Ístria com um arco abatido, ladeado por pilastras que sustentam uma arquitrave. Ao centro, um baixo-relevo do leão de São Marcos, hoje mutilado: em 1797, após a ocupação francesa, o leão foi removido e na pedra ainda resta um vestígio visível dessa remoção.
No interior, antigamente, havia afrescos de Pomponio Amalteo que contavam o ataque de Átila a Treviso, frustrado pelo bispo Elviano. Desse episódio nasceu a lenda do trono de Átila (um assento de mármore vermelho sob os pórticos da via Roma) e a deturpação do nome para Porta Attília.
Hoje, a porta abriga uma estrutura de hospedagem, mas infelizmente a área circundante – incluindo a ponte de madeira e os jardins – encontra-se em estado de degradação e fechada há meses. Apesar disso, vale a pena aproximar-se para admirar este pedaço de história voltado para o Sile, a poucos passos da Piazza dei Signori e do Teatro Municipal.

A Fonte dos Seios: história, vinho e sorte
- Galleria della Strada Romana, Treviso (TV)
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Entre os símbolos mais curiosos de Treviso está a Fonte dos Seios, um busto feminino em pedra da Ístria que fará você sorrir e refletir. Construída em 1559 por ordem do podestà Alvise Da Ponte, a fonte foi realizada após uma longa seca, como sinal de abundância. Mas a sua verdadeira particularidade? Até à queda da Sereníssima, durante a posse de cada novo podestà, de um seio jorrava vinho branco e do outro vinho tinto durante três dias, oferecido gratuitamente aos cidadãos. Uma festa popular que unia a todos.Hoje dessa tradição resta a água, mas as duas versões da fonte são igualmente fascinantes. O original, danificado pelas tropas napoleónicas e depois encontrado pelo abade Luigi Bailo, encontra-se numa vitrine sob o pórtico do Palácio dos Trezentos na Piazza dei Signori. A cópia, realizada em 1989 pelo escultor peruano Miguel Miranda Quinones, está no pátio do Palácio Zignoli, acessível pela galeria que liga o Calmaggiore à praceta da Torre. Segundo a tradição, tocar ambos os seios traz sorte: eu fiz e quem sabe…

Museu Cívico Luigi Bailo, Treviso
- Borgo Cavour 24, Treviso (TV)
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No coração de Treviso, a dois passos do centro, o Museu Cívico Luigi Bailo é uma parada imperdível para quem ama a arte do século XX. Instalado em um antigo convento renascentista com dois claustros, o museu foi totalmente reformado em 2015 (e ampliado em 2024) com um projeto minimalista assinado pelo arquiteto Heinz Tesar. A fachada em pedra artificial branca se abre com amplas janelas que deixam vislumbrar os claustros internos, onde se destacam esculturas como o Adão e Eva de Arturo Martini. No interior, o piso em Terrazzoverlay cria um efeito contemporâneo que dialoga com as estruturas medievais. O acervo conta com cerca de 340 obras da segunda metade do século XIX até a primeira metade do século XX, com foco na escultura de Arturo Martini: aqui se encontra sua maior coleção do mundo, com quase 140 peças entre bronzes, terracotas e gessos. Ao lado dele, obras de Gino Rossi, Alberto Martini, Juti Ravenna e outros artistas vênetos. O percurso expositivo é cronológico e bem organizado, sem obrigar você a voltar atrás. Não perca a seção dedicada aos anos de Ca’ Pesaro e as esculturas monumentais nos claustros. O museu está aberto de terça a domingo, das 10 às 18, com ingresso inteiro a 6 euros (reduzido 4). Um conselho: no primeiro domingo do mês a entrada é gratuita para museus estatais, mas verifique a efetiva participação. Enfim, uma joia da arte moderna em um contexto histórico único.
Museu Nacional Coleção Salce: um mergulho na gráfica publicitária
- Via Carlo Alberto, Treviso (TV)
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Se você pensa que Treviso são apenas canais e palácios afrescados, prepare-se para descobrir um lado inesperado: o Museu Nacional Coleção Salce é uma parada obrigatória para quem ama design e história. Aqui está guardada a maior coleção de gráfica publicitária da Itália, com cerca de 25.000 peças reunidas por Ferdinando Salce entre 1895 e 1962. Sim, você entendeu bem: cartazes, pôsteres e afíches que contam a evolução do gosto e da sociedade italiana. O museu não tem uma exposição permanente, mas propõe exposições temporárias rotativas (com duração máxima de quatro meses) para proteger os frágeis materiais de papel da luz. As duas sedes estão no coração da cidade: o Complexo de San Gaetano (via Carlo Alberto 31) e a Igreja de Santa Margherita (via Reggimento Italia Libera). Em ambas, você encontra montagens cuidadas, mas em Santa Margherita uma espetacular instalação multimídia imersiva fará você se sentir dentro de um cartaz de época. Durante minha visita, fiquei impressionado com o cuidado com os detalhes: dos esboços originais aos cartazes de cinema, cada exposição é uma viagem no tempo. Se for no fim de semana, não perca a oportunidade de entrar: a abertura é sexta, sábado e domingo das 10 às 18. Mas atenção: o bilhete combinado para ambas as sedes custa apenas 9 euros, e no primeiro domingo do mês é gratuito. Um conselho sincero: confira no site as exposições em andamento antes de ir, porque mudam frequentemente e algumas são realmente imperdíveis, como a sobre óculos ou sobre Renato Casaro.
Casa dos Carraresi: história, exposições e um passado de taverna
- Via Palestro 33/35, Treviso (TV)
- https://www.casadeicarraresi.it/
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- casadeicarraresi@fondazionecassamarca.it
- +39 0422 513150
A Casa dos Carraresi é muito mais do que um palácio medieval: é um pedaço da história trevisana que sabe surpreender. Hoje a conhecemos como sede de exposições espetaculares (mais de 575 exposições e mais de 5 milhões de visitantes!), mas seu passado é bem diferente. Estamos no século XIII, e aqui surgiu a Taverna alla Croce, um ponto de descanso para viajantes e comerciantes que vinham da Alemanha, Áustria e Hungria. A estalagem era tão famosa que toda a zona se chamava “contrada da cruz”. Depois, entre 1384 e 1388, chegaram os Carraresi de Pádua, que requisitaram o edifício para fazer dele a sede dos seus funcionários e soldados. Os trevisanos, após a sua expulsão, apagaram os brasões na fachada – que só reapareceram no século XX. Hoje o edifício é um centro de congressos e exposições gerido pela Fundação Cassamarca. A fachada na Via Palestro é uma joia: cinco arcos de volta perfeita, bifórias e trifórias, tudo em tijolo à vista. No lado do rio Cagnan, um terraço em mármore de Pietrasanta debruça-se sobre a água, criando uma atmosfera quase veneziana. No interior, na Casa Brittoni – adquirida em 1396 pelo marselhês Giovanni Berton – ainda se podem admirar afrescos medievais, incluindo uma Madona com o Menino do início do século XV. Informações práticas: Via Palestro 33/38, 31100 Treviso. Tel. 0422 513100. Horários: seg-sex 8:30-17:00, sáb-dom fechado (mas para exposições os horários podem variar, é melhor consultar o site). Estacionamento pago. Resumindo, um local que une arte, história e cultura contemporânea – imperdível.
Convento de São Nicolau: obra-prima do século XIV
- Piazzetta Benedetto undicesimo, Treviso (TV)
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Entrar no Convento de São Nicolau é como dar um salto para o século XIV. Hoje sede do Seminário Episcopal, este antigo convento dominicano guarda um tesouro extraordinário: a Sala do Capítulo, afrescada em 1352 por Tomaso da Modena. O ciclo retrata quarenta dominicanos ilustres, cada um absorto em leitura ou escrita em seu próprio studiolo. O realismo é impressionante: vemos barbudos, doentes, idosos. Entre todos, destacam-se duas figuras: o cardeal Ugo de Saint-Cher com um par de óculos e Nicolau de Rouen com uma lupa. São consideradas as primeiras representações pictóricas destes instrumentos no mundo! A história do convento começa em 1221 quando os dominicanos chegam a Treviso, com o apoio do Município. A igreja adjacente, em estilo gótico, é a maior da cidade, com planta em cruz latina e três naves. O conjunto sofreu danos nos bombardeios de 1944, mas os restauros recuperaram grande parte dos afrescos, graças também a Mario e Memi Botter. Além da famosa sala, o convento abriga uma rica biblioteca com mais de 250.000 volumes e três museus de grande interesse: zoológico, etnográfico e arqueológico. Não percam a oportunidade de admirar também a Crucificação do final do século XIII na sala. Visitar o Convento de São Nicolau significa mergulhar numa atmosfera medieval única, onde arte e espiritualidade se fundem.
Ca’ da Noal: história e arte num palácio gótico
- Via Antonio Canova, Treviso (TV)
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Se estão em Treviso, parem na via Canova 38: aqui encontram Ca’ da Noal, um palácio tardo-medieval que é uma verdadeira joia do gótico veneziano. Construído na primeira metade do século XV pela família Campagnari de Noale, o edifício tem uma fachada afrescada com loggia, pilastras e janelas góticas – uma visão que vos transporta no tempo.No interior, além do mobiliário histórico (que recria a antiga Casa Trevigiana), há um lapidário hebraico único no seu género: 25 fragmentos de lápides do século XV, encontrados em 1880 durante obras urbanísticas. São os únicos vestígios do antigo cemitério hebraico de Treviso, e contam histórias de uma comunidade que vivia na cidade desde o século XIV.
Ca’ da Noal faz parte do complexo museológico com Casa Robegan (fachada renascentista afrescada) e Casa Karwath (neoclássica). Após os danos da Segunda Guerra Mundial, o restauro de Mario Botter (1938 e depois do pós-guerra) devolveu o esplendor original. Hoje os espaços são usados para exposições temporárias de arte contemporânea e eventos culturais, com um belo jardim interior que no verão se anima com iniciativas.
Informações práticas: aberto durante as exposições, horários variáveis. Telefone 0422 544895, site www.museicivicitreviso.it. Estacionamento pago na zona. Uma paragem que une arte, história e um toque de multiculturalidade – exatamente como eu gosto.

Ca’ da Robegan: uma joia renascentista entre afrescos e arte contemporânea
- Via Antonio Canova, Treviso (TV)
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Se você passeia pela via Canova, não pode deixar de notar Ca’ da Robegan. Sua fachada é um triunfo de afrescos renascentistas: putti brincando entre folhagens douradas, figuras nobres debruçadas sobre uma loggia, e uma inscrição que diz “TEMPORE PENURIAE. BELLI CRUDELISSIMI. PESTILENTIAE ACERBISSIMAE” com a data de 1528. Coisa de ficar de boca aberta, mesmo que hoje os agentes atmosféricos tenham tornado os detalhes um pouco desbotados. Construído no século XVI para o notário Costantino Robegan, o palácio foi adquirido pela Prefeitura em 1935 e restaurado por Mario Botter. Após os danos da guerra em 1944, foi reconstruído e, nos anos 1970, Carlo Scarpa redesenhou os interiores para exposições de arte. Hoje é uma das sedes dos Museus Cívicos de Treviso, mas com um diferencial: é dedicado à arte contemporânea.
Entre e descubra as salas expositivas (no primeiro andar uma sala multimídia, no segundo uma área de coworking) e o maravilhoso jardim de 600 m², que no verão ganha vida com eventos e aperitivos. No térreo, você encontra um concept store e um café bistrô, perfeitos para uma pausa.
Horários: de quarta a sexta, 15-18; sábado e domingo, 10-18 (segunda e terça fechado). A entrada está incluída no ingresso dos Museus Cívicos ou para exposições temporárias.
Um conselho? Não se limite à fachada: suba ao primeiro andar para ver de perto os detalhes dos afrescos destacados conservados no interior. E se você ama arte contemporânea, confira a programação: exposições como as de Claudio Massini ou Endless transformaram este lugar em um laboratório criativo.







