🧭 O que esperar
- Ideal para quem procura um misto de cultura, natureza e enogastronomia
- Pontos fortes: lagos, castelos, aldeias autênticas e produtos típicos como o Gattinara e os arrozais de Vercelli (zona próxima)
- Recomendado na primavera e no outono por temperaturas amenas e cores sugestivas
- Atividades: trekking no Mottarone, visitas aos castelos, degustações de vinho
Eventos nas proximidades
A Província de Novara surpreende pela variedade das suas paisagens: desde o Lago Maggiore com Arona e Orta San Giulio, aos arrozais da planície, até aos castelos medievais e às colinas do Ghemme. O Colosso de São Carlos Borromeu domina Arona, enquanto o Sacro Monte de Orta (fora da lista mas mencionado) e o Parque Faunístico La Torbiera oferecem experiências únicas. Não perca o Castelo Visconteo de Novara e a Basílica de São Gaudêncio. Um território rico em história, natureza e sabores, ideal para um fim de semana fora da cidade.
Visão geral
- O Colosso de São Carlos Borromeu: gigante de cobre no Lago Maggiore
- Rocca Borromea de Arona: panorama de tirar o fôlego e história milenar
- Basílica de São Gaudêncio: o símbolo que toca o céu
- A Catedral de Novara: obra-prima neoclássica com raízes antigas
- Castelo Visconteo-Sforzesco: um mergulho na história de Novara
- Teatro Coccia: a joia lírica de Novara
- Safari Park Pombia: entre animais selvagens e diversão em família
- Parque Faunístico La Torbiera: animais raros e turfeiras para descobrir
- Castello di Massino Visconti: um mergulho no passado entre nobres e panoramas
- Castelo Sforzesco de Galliate: uma fortaleza entre história e arte
- Castelo Dal Pozzo: um sonho neogótico no Lago Maggiore
- Castelo Visconteu: um mergulho na história dos Visconti
- Abadia dos Santos Nazário e Celso: uma joia românica
- O que ver: Castelo de Buccione, a torre que vigia o Lago de Orta
- Castelo Ricetto de Ghemme: um burgo fortificado para descobrir
Itinerários nas proximidades
O Colosso de São Carlos Borromeu: gigante de cobre no Lago Maggiore
Se você passar por Arona, não pode perder o Colosso de São Carlos Borromeu, também conhecido como San Carlone. É um gigante de cobre de 35 metros que domina o Lago Maggiore há quase 400 anos. Por quase dois séculos, foi a estátua mais alta do mundo, superada apenas pela Estátua da Liberdade de Nova York – que, aliás, se inspira justamente neste colosso. Sim, você entendeu bem: o escultor Bartholdi veio a Arona para estudá-lo!A estátua é oca e pode ser visitada por dentro. Através de uma portinhola escondida entre as dobras da batina, sobe-se por escadas em caracol e íngremes escadas de marinheiro até a cabeça. Do alto, olha-se para fora pelos olhos, nariz e orelhas, enquanto dos ombros se desfruta de uma vista incrível do Lago Maggiore e da Rocca de Angera. A subida é estreita e não é adequada para quem sofre de claustrofobia, mas a vista recompensa todo esforço.
Em volta da estátua há um parque botânico com árvores centenárias e mesas de piquenique, perfeito para uma pausa. O bilhete custa 7 € para o terraço panorâmico e o parque, 10 € para subir dentro da estátua (grátis com assinatura Museus Piemonte). Aberto todos os dias das 10:00 às 18:30 (última entrada às 18:00), pelo menos até outubro. Vale a pena uma parada também na vizinha Igreja de São Carlos, com a Sala dos Três Lagos e as relíquias do santo. Enfim, o Sancarlone é muito mais que uma estátua: é uma experiência que mescla história, engenharia e uma vista de tirar o fôlego.

Rocca Borromea de Arona: panorama de tirar o fôlego e história milenar
- Via alla Rocca, Arona (NO)
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A Rocca Borromea de Arona é muito mais do que um conjunto de ruínas: é um mergulho na história, com um panorama de tirar o fôlego. Empoleirada num colo dolomítico, domina o Lago Maggiore e oferece uma vista espetacular sobre a margem lombarda e o castelo de Angera. Aqui, em 1538, nasceu São Carlos Borromeu, e ainda hoje se podem ver os restos do quarto onde veio ao mundo. A antiga fortaleza foi destruída por ordem de Napoleão entre 1800 e 1801, mas o que resta é fascinante: três recintos fortificados com doze torres (apenas as bases são visíveis), o mastio, o oratório românico de Sant’Ambrogio do século XI e a Sala das Armas. O parque, aberto ao público desde 2011 após um longo abandono, é hoje um local perfeito para famílias: há uma área de jogos, um bar-restaurante e até animaizinhos como cabras e burros. A Rocca é facilmente acessível a pé a partir do centro de Arona (via Cantoni) ou de carro pela via alla Rocca: um pequeno trecho de terra batida e você está lá em cima. O panorama é incomparável, e passear entre os restos da fortaleza faz você se sentir um pouco viajante no tempo. A entrada é gratuita, e a partir da primavera está aberto todos os dias até ao pôr do sol. Um conselho: leve uma máquina fotográfica, porque o pôr do sol sobre o lago é pura magia.
Basílica de São Gaudêncio: o símbolo que toca o céu
- Ir para a ficha: Basílica de São Gaudêncio: cúpula antonelliana de 121m e campanário mais alto da Itália
- Via Carlo Bescapè, Novara (NO)
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Se há um monumento que fica gravado quando se chega a Novara, é a Basílica de São Gaudêncio. Aquela cúpula esguia, com 121 metros de altura (126 com a estátua do Salvador), avista-se de longe, da autoestrada, das avenidas que levam ao centro. É um ponto de referência que nos acompanha. E quanto mais nos aproximamos, mais percebemos a sua imponência. Construída inteiramente em tijolos e cal por Alessandro Antonelli entre 1840 e 1878, é uma das estruturas de alvenaria mais altas do mundo. Uma joia da engenharia sem o uso de ferro, que ainda hoje impressiona.Mas a basílica não é apenas cúpula. Ao entrar, somos impactados pelo interior de nave única, com seis capelas laterais repletas de obras de arte. Na Capela da Natividade, há um políptico de Gaudenzio Ferrari de 1516, maravilhoso. Os afrescos de Tanzio da Varallo na capela do Anjo da Guarda, com a Batalha de Senaqueribe, são um festival de cores e pathos. E depois o Scurolo, a capela octogonal que guarda os restos mortais do santo numa urna de prata, acessível apenas durante a festa patronal de 22 de janeiro.
Não perca a subida à cúpula, guiada pela associação Kalatà. Com capacete e arnês, chega-se até 100 metros: vista deslumbrante sobre a cidade e, em dias claros, sobre os arranha-céus de Milão. Uma experiência que une emoção e beleza. E se tiver tempo, pare para admirar o lustre de ferro forjado no centro da nave, que lembra o milagre das flores de São Gaudêncio. A basílica está aberta todos os dias com entrada gratuita, um tesouro para descobrir sem pressa.

A Catedral de Novara: obra-prima neoclássica com raízes antigas
- Ir para a ficha: Catedral de Santa Maria Assunta: o Duomo neoclássico de Novara
- Vicolo Canonica, Novara (NO)
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Se você passar por Novara, uma parada obrigatória é a Catedral de Santa Maria Assunta, que domina a Piazza della Repubblica. Não se deixe enganar pela fachada neoclássica, obra de Alessandro Antonelli (o mesmo da Mole Antonelliana): aqui a história mergulha no século IV, quando existia uma basílica paleocristã sobre um templo de Júpiter. A catedral que você vê hoje foi reconstruída entre 1863 e 1869, mas conserva preciosos vestígios do passado. O verdadeiro tesouro é o mosaico pavimental românico do presbitério, datado de 1130-1140, com Adão e Eva e os quatro rios do Paraíso. Um pedaço da Idade Média que sobreviveu às transformações. Dentro, a imponência das colunas em estuque imitando mármore fará você se sentir pequeno. Não perca o Casamento Místico de Santa Catarina de Gaudenzio Ferrari, uma tábua do século XVI que merece uma pausa. Se você é apaixonado por arte sacra, a Capela de São Siro conserva afrescos românicos com um Cristo Pantocrator que deixará você de boca aberta. E a poucos passos, o Batistério paleocristão (séculos IV-V) é o monumento mais antigo de Novara: de planta octogonal, com fragmentos de afrescos apocalípticos. Pequeno detalhe: a iluminação interna foi completamente renovada em 2021 por um designer de iluminação de fama mundial, reduzindo o consumo de 20 para 5 KW. Um exemplo de como tradição e inovação podem coexistir. Horários: todos os dias das 7h às 12h e das 15h às 18h, domingo até as 21h30. Entrada gratuita, mas leve algumas moedas para a manutenção.
Castelo Visconteo-Sforzesco: um mergulho na história de Novara
- Ir para a ficha: Castelo Visconteo-Sforzesco de Novara: torres ameias e pátios renascentistas no centro histórico
- Largo Donatori di Sangue, Novara (NO)
- https://www.ilcastellodinovara.it/
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- +39 0321 1855421
O Castelo Visconteo-Sforzesco de Novara é um daqueles lugares que você não espera. Vê-lo imponente na Piazza Martiri della Libertà, com suas torres e fosso, mas por dentro guarda séculos de transformações. Suas raízes remontam à época romana (século I d.C.), quando era um avanço da muralha. Caminhando pelo pátio, ainda se vê o trecho de muro romano em seixos e tijolos sesquipedais: incrível. Na Idade Média, primeiro os Visconti e depois os Sforza o fortificaram: Matteo Visconti construiu a torre Mirabella, enquanto Galeazzo Maria Sforza em 1468 deu ao castelo a forma quadrangular atual. O brasão sforzesco em mármore de Carrara na segunda porta é um detalhe imperdível. Por quase dois séculos (1803-1973) foi prisão, com detentos ilustres como Claretta Petacci. Depois o abandono, as restaurações (última de 2003 a 2016) e hoje é uma joia devolvida à cidade. O pátio está aberto todos os dias das 7 às 19, grátis. As salas internas só são visitadas durante exposições ou eventos: toda vez que passo, confiro a programação. A sensação de estar num lugar que viu passar romanos, duques, soldados e prisioneiros é forte. Recomendo combinar a visita aos Jardins do Allea de San Luca, logo ao lado.
Teatro Coccia: a joia lírica de Novara
- Ir para a ficha: Teatro Coccia Novara: Sala em ferradura e acústica perfeita desde 1888
- Piazza Giacomo Puccini, Novara (NO)
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Se você passar por Novara, não pode perder o Teatro Coccia, o principal teatro da cidade e um dos mais importantes do Piemonte. Inaugurado entre 1886 e 1888, substituiu o antigo Teatro Nuovo, já pequeno demais para uma cidade em crescimento. Intitulado ao compositor novarês Carlo Coccia, que por mais de trinta anos foi mestre da Capela do Duomo, o teatro é um exemplo de elegância arquitetônica e acústica impecável. Com seus 900 lugares (ou 768 segundo outras fontes, mas garanto que a plateia é íntima e envolvente), oferece uma programação riquíssima: ópera, prosa, música sinfônica, dança, espetáculos contemporâneos e até eventos para famílias. Cada temporada apresenta títulos clássicos como Madama Butterfly, La Traviata ou Don Giovanni, mas não faltam encomendas inovadoras: em 2020, por exemplo, produziu Cassandra, in te dormiva un sogno, uma ópera pensada para ser apreciada também em streaming. O teatro também é sede do Prêmio Guido Cantelli, concurso internacional para jovens regentes, e da Accademia AMO, que forma novas gerações de artistas e técnicos. Enfim, um lugar vivo, que respira cultura e que vale uma visita, talvez coincidindo com um espetáculo. A entrada fica na via Fratelli Rosselli, 47, facilmente acessível a pé do centro.
Safari Park Pombia: entre animais selvagens e diversão em família
- Via Larino 3, Pombia (NO)
- https://www.safaripark.it/
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- info@safaripark.it
- +39 0321 956431
Se procura um dia diferente do habitual, o Safari Park de Pombia é o que você precisa. Fundado em 1976, foi relançado por Orfeo Triberti em 1999 e hoje é gerido pela família De Rocchi. Estende-se por 450.000 m², uma área imensa que une dois mundos: o parque safari e a zona pedonal. O percurso safari é feito confortavelmente de carro (ou com o trenzinho pago): dirige-se por cerca de 5 km entre zebras, girafas, leões, hipopótamos e tigres. Os vidros devem ficar fechados, mas a emoção de ver um rinoceronte a um metro de si é incrível. Atenção às filas nos fins de semana, melhor escolher um dia de semana!Terminada a parte de carro, desce-se e explora-se a zona a pé. Aqui encontra réptilário, aquário, insetário e o Parque Jurássico com dinossauros em tamanho real. Todos os dias há espetáculos: leões-marinhos, papagaios, aves de rapina e um show equestre “Cavalos e Espanha”. Os mais pequenos adoram a fazenda Far West e a área dos lêmures.
O parque de diversões oferece uma dúzia de atrações (roda gigante, troncos na água, navio pirata) e um cinema 5D. Se vier no verão, há também a Safari Beach com escorregas aquáticos. Para comer, há restaurantes self-service e áreas de piquenique.
Um ponto forte é o compromisso com a conservação: o parque tem uma fundação SOS Elephants para proteger os elefantes de Bornéu, e em 2006 viu o nascimento de Ashanti, a primeira leoa branca em Itália.
Informações práticas: endereço Via Larino 3, Pombia. Aberto todo o ano (horários variáveis, consulte o site). Bilhete adulto 29€, reduzido 22€, online com desconto. Estacionamento gratuito. Conselho: chegue cedo e comece pelo safari!

Parque Faunístico La Torbiera: animais raros e turfeiras para descobrir
- Strada Provinciale 166 di Castelconturbia, Conturbia (NO)
- https://www.latorbiera.it/
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- info@latorbiera.it
- +39 0322 832135
Se você está em busca de um passeio fora da cidade que una natureza, conservação e um toque de aventura, o Parque Faunístico La Torbiera é uma parada obrigatória. Localizado em Agrate Conturbia, na província de Novara, este recanto de biodiversidade se estende por 40 hectares entre bosques, lagos e, como o nome sugere, turfeiras. Fundado em 1977, não é um simples zoológico, mas um verdadeiro centro de reprodução e estudo para espécies ameaçadas, muitas das quais provenientes da região paleártica. Aqui você pode encontrar cerca de 400 exemplares de 130 espécies diferentes, incluindo o panda-vermelho, o leopardo-das-neves e o raríssimo gato-de-pallas. O percurso em anel ao redor do lago leva você a descobrir recintos amplos e bem cuidados, com barreiras de vidro que permitem observar os animais sem perturbá-los. E se tiver sorte, poderá testemunhar alguma atividade crepuscular, momento em que muitos felinos se tornam mais ativos. O parque participa de programas internacionais de conservação (como o do vison-europeu, que acaba de chegar) e é membro da EAZA. Para os pequenos, há oficinas educativas, enquanto para todos uma área de piquenique e um ponto de refeição tornam o dia ainda mais agradável. A entrada custa 15 € (inteira), com descontos para crianças e idosos. Aberto de março a setembro, fechado às sextas-feiras e nos meses de inverno. Em suma, um lugar que faz bem à alma e à vontade de natureza.
Castello di Massino Visconti: um mergulho no passado entre nobres e panoramas
- Via Filippo Maria Visconti, Massino Visconti (NO)
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O Castelo de Massino Visconti é um daqueles destinos que te cativam ainda antes de entrar. Empoleirado numa encosta em socalcos, domina o Lago Maggiore com uma vista de tirar o fôlego. As suas origens? Século XI, quando era um convento para os monges de São Galo. Depois, em 1139, chegaram os Visconti e transformaram-no na sua residência de campo. Hoje, o castelo é uma mistura de épocas: a torre central (o torreão) é a única parte verdadeiramente fortificada, enquanto os edifícios ao redor são dos séculos XVII-XVIII. Passeando pelos pátios, notará uma pequena varanda chamada “arengo”: dali os Visconti falavam aos habitantes, uma espécie de balcão do poder. E depois há o lado obscuro: prisões, alçapões e um poço com lâminas de aço ainda visível. Coisa de arrepiar! Hoje o castelo é propriedade privada e acolhe eventos, mas infelizmente só pode ser visitado exteriormente. Se tiver curiosidade, dê um salto a Massino Visconti – quem sabe não calha um casamento a rigor. E se o destino bater à porta, quem sabe não encontra alguma alma do passado. Um conselho: leve a máquina fotográfica, a vista sobre o lago é fantástica.
Castelo Sforzesco de Galliate: uma fortaleza entre história e arte
O Castelo Sforzesco de Galliate é uma das joias mais bem preservadas da província de Novara. Construído entre 1476 e 1496 por ordem de Galeazzo Maria Sforza e concluído por Ludovico o Mouro, ergue-se sobre as fundações de uma antiga fortaleza viscontea. O projeto foi confiado aos arquitetos militares Ambrogio Ferrari e Danesio Mainerio, que criaram uma estrutura imponente: uma planta quadrangular de 108×80 metros, com muros com mais de 3 metros de espessura e quatro torres angulares que se elevam a cerca de 13 metros. O fosso, hoje seco, originalmente tinha 20 metros de largura. No interior, as transformações do século XIX deixaram vestígios preciosos: na ala oriental destacam-se um pórtico neorrenascentista e a sala do conselho com decorações em estuque, enquanto a ala sudoeste abriga a biblioteca cívica com as sugestivas Sala Rosa, Sala dos Estuques e Sala dos Brasões, afrescadas entre os séculos XVII e XIX. Imperdível a torre nordeste, sede do Museu de Arte Contemporânea Angelo Bozzola, com mais de 140 obras do escultor de Galliate, e a Sala Museu Achille Varzi, dedicada ao famoso piloto automobilístico. Curiosidade: dentro de uma torre conserva-se uma misteriosa estrutura cilíndrica que alguns estudiosos acreditam ser o espeto rotativo projetado por Leonardo da Vinci, semelhante a um desenho do Códice Atlântico. O castelo pode ser visitado de abril a junho com visitas guiadas (bilhete inteiro 6€, reduzido 4€). Um lugar que sabe unir história, arte e fascínio, perfeito para um passeio no campo no Novarese.
Castelo Dal Pozzo: um sonho neogótico no Lago Maggiore
- Via Visconti 8, Oleggio Castello (NO)
- https://www.castellodalpozzo.com/
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Se pensa que os castelos são apenas ruínas empoeiradas, o Castelo Dal Pozzo vai fazê-lo mudar de ideias. Em Oleggio Castelo, a dois passos de Arona, esta propriedade é uma mistura incrível de história e luxo moderno. As origens remontam ao século X, quando existia um castrum romano, depois ampliado pelos Visconti. Mas o verdadeiro destaque deve-se ao marquês Claudio Dal Pozzo d’Annone, que no século XIX o transformou numa joia neogótica vitoriana, com torres ameadas e interiores de conto de fadas. Hoje é um resort de 5 estrelas, mas pode ser visitado em datas pré-definidas (consulte o calendário de 2026!). O bilhete custa 15 € e as visitas guiadas partem às 10 em italiano e às 11 em inglês. Não perca o parque de 23 hectares com lago, gamos e garças: parece que estamos numa pintura. E se quiser impressionar alguém, organize um casamento aqui: existem 8 salas, uma capela interior e uma piscina de borda infinita com vista para o lago. Eu andei um pouco e digo-vos: o contraste entre o verde e o estilo Tudor é fantástico. Único senão? O estacionamento é pago, mas vale a pena.
Castelo Visconteu: um mergulho na história dos Visconti
- Via Ticino Panni, Castelletto sopra Ticino (NO)
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Com vista para o Ticino, o Castelo Visconteu de Castelletto sopra Ticino é uma joia que conta séculos de história. A primeira menção data de 1145, quando os Da Castello possuíam uma residência fortificada. Depois foi dos Torriani e, a partir de 1329, dos Visconti por vontade de Ludovico da Baviera. No século XV, após a morte de Gian Galeazzo, o castelo foi dividido entre Ermes e Lancellotto Visconti. Figura de destaque foi Giovanni Maria Visconti, conde de Sesto Calende e aliado de Ludovico il Moro, que em 1495 equipou uma frota no Ticino para defender o Milanesado dos Franceses. Seu irmão Alberto acrescentou ao sobrenome o predicado “d’Aragona” em 1471, e seus descendentes o habitaram até o século XX.A arquitetura original era de planta quadrangular com quatro torres angulares, das quais hoje sobrevivem duas, muito danificadas no lado do rio. A alvenaria original em seixos foi reforçada com pedras quadradas ao longo dos séculos. Na fachada principal destaca-se o brasão dos Visconti d’Aragona em pedra branca de Angera. No interior, a Sala dos Brasões é decorada com a serpente visconteia e a águia imperial, juntamente com os brasões das famílias Perrone di San Martino e Visconti Ornavasso. O pavimento em mosaico veneziano reproduz o brasão dos Visconti, enquanto o teto foi recentemente restaurado.
No século XVII, o castelo perdeu a função defensiva e tornou-se residência de campo, passando para os Saboia em 1748. Foi fonte de inspiração para o romance histórico “Marco Visconti” de Tommaso Grossi. Hoje ainda é habitado pelos descendentes, mas desde 2013, graças a um convênio com o município, a Sala dos Brasões acolhe celebrações de casamentos civis. O acesso só é possível mediante acordo com os proprietários. Recomendo contatá-los para uma visita: o parque inglês que rodeia a fortaleza merece realmente um passeio.

Abadia dos Santos Nazário e Celso: uma joia românica
- Via Antonio Barbavara, San Nazzaro Sesia (NO)
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Se você passar por San Nazzaro Sesia, não pode perder a Abadia dos Santos Nazário e Celso. Fundada por volta de 1040 pelo bispo Riprando e pelos condes de Biandrate, é um raro exemplo de abadia beneditina fortificada. Sua localização estratégica ao longo da via Regis, perto de um vau do Sesia, fez dela um posto defensivo. O campanário românico, com 35 metros de altura e construído entre 1055 e 1075, domina a paisagem: com suas pedras em espinha de peixe e arcos cegos, parece uma torre de vigia. E realmente era, pois em tempos de conflitos entre Novara e Vercelli servia de refúgio para a população. Ao entrar, o contraste com o claustro quatrocentista é forte: aqui o abade Antonio Barbavara, em meados do século XV, reconstruiu quase tudo em estilo gótico lombardo, deixando intactos apenas a torre e o quadripórtico românico. O claustro guarda um ciclo de afrescos sobre a Vida de São Bento, infelizmente deteriorado, mas ainda legível em algumas partes: cenas da vida monástica contadas com um toque quase de conto de fadas. Dentro da igreja, de três naves, destacam-se dois afrescos do final do século XV: um São Nazário a cavalo de 1480 e uma Madona entronizada com o Menino entre anjos. A atmosfera é íntima, longe do turismo de massa. Após as supressões napoleônicas, a abadia tornou-se uma quinta e somente em meados do século XX começaram os restauros. Hoje é gerida por uma associação cultural que organiza concertos e visitas. Um conselho? Chegue no fim da tarde, quando a luz baixa acaricia os tijolos e o silêncio o envolve.
O que ver: Castelo de Buccione, a torre que vigia o Lago de Orta
- Via Don Virgilio Cristina, Orta San Giulio (NO)
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Empoleirado numa colina na extremidade sudeste do Lago de Orta, o Castelo de Buccione (também chamado Torre de Buccione) é uma joia medieval que merece uma paragem. A sua torre, com 23,20 metros de altura e construída em silhares aparelhados, domina a paisagem há mais de oito séculos. Construída no terceiro quartel do século XII pelos condes Da Castello, servia como torre de vigia e sinalização: o seu sino, fundido em 1610, chamava os homens à assembleia em caso de perigo e em 4 de novembro de 1918 tocou para anunciar o fim da Primeira Guerra Mundial. Após um restauro, em 2005 foi recolocado na torre. Até há pouco tempo, a torre só era visitável por fora, mas desde julho de 2025, graças a obras de segurança e à instalação de escadas, é possível subir ao interior e admirar a vista a 360 graus: o lago de Orta, o Monte Rosa e a cadeia alpina. As visitas são possíveis aos domingos das 15:00 às 18:00 nos meses de agosto e setembro, com reserva obrigatória (info: 0322 905163 ou infoturismo@comune.ortasangiulio.no.it). O pátio do castelo está sempre acessível gratuitamente. Chegar é uma experiência: segui o Caminho Azul a partir do Sacro Monte d’Orta, uma caminhada de cerca de uma hora entre bosques e vistas súbitas. Subir até lá, sentir o vento e o silêncio, é como dar um salto no tempo. Recomendo combinar a visita com um passeio no lago ou uma caminhada em Orta San Giulio: o Castelo de Buccione é o pretexto perfeito para se perder nesta riviera encantada.
Castelo Ricetto de Ghemme: um burgo fortificado para descobrir
- Piazza Castello, Ghemme (NO)
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Imerso entre as colinas de Novara, o Castelo Ricetto de Ghemme é muito mais que um simples castelo: é um burgo fortificado inteiro que parece saído de um livro de história. Construído entre os séculos XI e XV pelos habitantes para se defenderem de saques, este complexo retangular de 12.000 metros quadrados é um dos melhor conservados do Piemonte. Sua estrutura é única: uma rua central da qual partem vielas estreitas e pátios internos, com muros de seixos em espinha de peixe e janelas em arco ogival. Caminhando entre as casas, ainda se respira a atmosfera medieval, graças também ao calçamento renovado e à iluminação que à noite cria jogos de luz sugestivos.Um pedaço importante da história: em 1467, o duque de Milão Galeazzo Maria Sforza hospedou-se aqui para assinar a Paz de Ghemme com o Ducado de Saboia, um evento que trouxe um longo período de paz. As muralhas perimetrais, com cerca de quatro metros de altura, ainda conservam as ameias gibelinas, enquanto no canto sudoeste resiste uma torre cilíndrica, testemunha silenciosa do passado. Originalmente o castelo era cercado por um fosso, aterrado no século XIX, e o acesso era feito por uma ponte levadiça.
Hoje o ricetto está mais vivo do que nunca: suas adegas abrigam a produção do vinho Ghemme DOCG, um tinto encorpado à base de Nebbiolo que descansa nos mesmos ambientes medievais. Visita livre e gratuita (horários: sábado 10-12:30 e 14-17:30), com possibilidade de visitas guiadas organizadas pela associação Noi del Castello (info@noidelcastello.com). Um local que une história, arquitetura e enogastronomia: perfeito para um passeio fora de portas.







